Para entender a comunicação - Ciro Marcondes Filho. Ed. PAULUS

October 27th, 2008 by filipesouza

Para entender a comunicação O volume de informações disponíveis atualmente é tão grande quanto o número de emissores, produtores e divulgadores de conteúdo. Porém, diante desse emaranhado informativo, que muitas vezes não estabelece um processo comunicativo, surgem questionamentos que apontam para uma nova teoria da comunicação. “Comunicação é exatamente isso: o fato de eu receber o outro, a fala do outro, a presença do outro, o produto do outro e isso me transformar internamente. O lado oposto, o da emissão, é mera produção de sinais, não comunicação”, explica Ciro Marcondes Filho, autor do novo livro da PAULUS, Para entender a comunicação.

A obra analisa as novas perspectivas da comunicação com o advento e velocidade da tecnologia, da obsolescência das teorias correntes, da confusão das áreas temáticas. Dessa forma uma Nova Teoria nasce e determina pesquisas sobre o fenômeno da comunicação, como o estudo do processo e a constituição da relação que se cria entre as pessoas comunicantes: “(…) é falar da ocorrência do acontecimento comunicacional, que tem caráter único, efêmero, irrepetível (…), analisa o autor.

Para entender a comunicação, lançamento da PAULUS, é a primeira obra que antecipa os resultados de um trabalho de duas décadas realizado na Universidade de São Paulo. Além de vinte e três seminários sob o título, Nova Teoria da Comunicação, que reuniu diversas correntes filosóficas do tema, as principais teorias recentes e antigas de repercussão internacional e demais estudos de autores pouco reconhecidos no cenário geral dos estudos de comunicação.

Com uma linguagem simples, direta e acessível, o livro acompanha um CD-ROM de conteúdo dinâmico, que ilustra as teorias e exemplos apresentados na obra impressa.

Ciro Marcondes Filho é sociólogo, jornalista, professor titular da ECA-USP, doutor pela Universidade de Frankfurt, com pós-doutorado pela Universidade de Grenoble (França). Publicou diversas obras nas áreas de comunicação, jornalismo, televisão e novas tecnologias. Dirige, atualmente, o Núcleo de Estudos Filosóficos da Comunicação (FiloCom) e o Núcleo José Reis de Divulgação Científica, ambos ligados a Escola de Comunicações e Artes da USP. Realizou diversos congressos internacionais em comunicação e administra convênios de intercâmbio internacional com a França e a Alemanha.

Serviço

Título: Para entender a comunicação
Autor: Ciro Marcondes Filho
Coleção: Temas de comunicação
Acabamento: Brochura
Formato: 13,5×21
Paginas: 176
Preço: 37,00
Áreas de interesse: Comunicação e áreas afins

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UFSCar promove o II Encontro de Comunidades de Aprendizagem

October 26th, 2008 by filipesouza

Projeto que visa transformar escolas em Comunidades de Aprendizagem realiza encontro com as instituições participantes em São Carlos

Evento acontece nos dias 7 e 8 de novembro. Atividades serão realizadas na UFSCar e em três escolas que participam da iniciativa

Nos dias 7 e 8 de novembro, o Núcleo de Investigação e Ação Social e Eductiva (Niase) da UFSCar promove o II Encontro de Comunidades de Aprendizagem, com o tema “Comunidades de Aprendizagem: escola é bairro e bairro é escola”. As atividades, gratuitas e abertas a todos os interessados, acontecem na UFSCar e também nas escolas participantes.
O projeto “Comunidades de Aprendizagem” é desenvolvido pelo Niase desde 2003 com o objetivo de transformar escolas em comunidades de aprendizagem. A idéia é aproximar comunidade e escola e desenvolver aprendizagem de máxima qualidade para alunos e pessoas que moram no entorno da instituição. Atualmente, três Escolas Municipais de Ensino Básico (EMEBs) de São Carlos participam do projeto: Antônio Stella Moruzzi, Janete Maria Martinelli Lia e Dalila Galli.
O grupo da UFSCar atua nas instituições de ensino de forma a estimular e orientar a prática de atividades que promovam a interação com a comunidade. Com isso, são oferecidas a “Biblioteca Tutorada”, que fica aberta por mais tempo para toda a comunidade e conta com a ajuda de voluntários nos estudos dos alunos; a “Tertúlia Literária”, que, por meio de reuniões, desenvolve a leitura de textos clássicos e relacionam as histórias com a realidade da vida dos participantes; e o grupo interativo, que atua junto com as professoras na sala de aula para estimular nos alunos a prática de tarefas em grupo e orientar a concentração na execução das atividades.
Além das práticas centrais, que são desenvolvidas nas escolas participantes, cada instituição também promove ações particulares, de acordo com o perfil dos alunos e da comunidade. São aulas de língua estrangeira, informática e artesanato. O princípio básico do projeto é a aprendizagem dialógica que, como diz o próprio nome, está embasada no diálogo aberto da escola com a comunidade, de forma que todos possam colaborar para a melhoria da instituição de ensino.
No desenvolvimento dos trabalhos, o Niase conta com atuação de pesquisadores, docentes, graduandos, pós-graduandos e outros colaboradores, que atuam em pesquisa, ensino e extensão buscando construir e fortalecer redes entre conhecimentos, instituições, movimentos e grupos para superação de desigualdades sociais, culturais e escolares.
Em 2006, o Núcleo promoveu o primeiro encontro com o objetivo de possibilitar a troca de experiências entre as unidades escolares. Esta segunda edição visa difundir o projeto para outras escolas da cidade; oferecer formação em prática de aprendizagem dialógica; apresentar resultados sobre os impactos da transformação das escolas em comunidades de aprendizgem; além de aprofundar a compreensão sobre a contribuição de Paulo Freire para a construção de uma escola efetivamente democrática.
A programação do evento conta com exibição de documentário, palestras, oficinas e apresentação de trabalhos. Até o dia 31 de outubro, os estudantes das escolas que participam do projeto ou pessoas das comunidades do entorno dessas instituições podem inscrever trabalhos para apresentação durante o Encontro. A taxa de inscrição para alunos é R$ 10 e para os demais participantes R$ 20. A inscrição deve ser feita pela Internet, em www.ufscar.br/niase, no link II Encontro de Comunidade de Aprendizagem, onde também podem ser acessadas as normas para submissão de trabalhos.
As atividades podem ser acompanhadas por todos os interessados. A programação completa também está disponível na Internet. Além do site no Niase, outras informações podem ser obtidas pelo e-mail encontrocomunidades2008@yahoo.com ou pelo telefone (16) 3351-8277.

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Treinamento - IBEF: Responsabilidade Social nas Empresas

October 25th, 2008 by filipesouza

Dia 31 de Outubro de 2008
Local: IBEF-Rio -  Av. Rio Branco, 156/4º andar – Ala C – Centro – RJ, das 9h30 às 13h30.

Objetivo:

Conhecer os principais conceitos e teorias sobre responsabilidade social, balanço social, normas, indicadores, etc; Avaliar programas e resultados para as empresas e para a sociedade; aprender a desenvolver projetos de responsabilidade social para a sua empresa; reconhecer ganhos empresariais relacionados ao comportamento de empresas socialmente responsáveis; refletir sobre as práticas organizacionais existentes no país e no mundo através da apresentação de alguns casos de empresas consideradas socialmente responsáveis.

Metodologia:

A ênfase principalmente em aulas participativas, apresentação e análise de casos de empresas consideradas socialmente responsáveis. A metodologia proposta será predominantemente dinâmica e voltada para a ação, valorizando as experiências e vivências dos participantes e possibilitando uma reflexão sobre as práticas organizacionais com responsabilidade social no Brasil.

P R O G R A M A

  • Responsabilidade social e planejamento estratégico;
  • Ação Social X Responsabilidade Social, qual a diferença?;
  • Padrão AA1000;
  • O que é a SA8000 (RS8000)?;
  • Relato de Sustentabilidade da Global Reporting Initiative (GRI);
  • Diretrizes de Conformidade da International Standards Organization (ISO);
  • Comprometimento do Fair Trade Federation (Fairtrade Labelling Organizations);
  • A atitude ética da empresa em todas as suas atividades;
  • As interações da empresa e os Stakeholders: Acionistas, Empregados,  Fornecedores, Clientes, Comunidade/Sociedade, Governo, Concorrentes;
  • Histórico no Brasil sobre responsabilidade social: anos 60, 80, 90 e os dias atuais;
  • O papel das instituições:  IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social;
  • Indicadores de Responsabilidade Social usados pelo Instituto Ethos;
  • Tipos de Responsabilidade Social  Empresarial;
  • Ações das empresas em relação às demandas sociais;
  • Implantação e impactos da responsabilidade social;
  • Estudo de Caso: casos de empresas consideradas socialmente responsáveis e seu  Balanço Social.

Apresentadora: ALICE FERRUCCIO - Currículo

Adesão:

Associados do IBEF: R$ 230,00

Demais participantes: R$ 270,00

Inclui: Coffee-break, material didático e certificado.

Inscrições, formas de pagamento e mais informações - Clique aqui!

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Reconhecimento de marca, comunicação e marketing no Terceiro Setor

October 25th, 2008 by filipesouza

Achei esse curso muito interessante além de bem atual com o cenário que vivemos.

Visibilidade e reconhecimento de marca a fim de incrementar os recursos de sua organização

31 de outubro de 2008, 6ª feira, das 9h às 18h - São Paulo   SP

Programa

Reconhecimento é tudo! E para uma organização social, é o berço de um trabalho eficiente.

O curso Reconhecimento de marca, comunicação e marketing no Terceiro Setor abordará os pontos fundamentais da comunicação e do marketing para organizações do Terceiro Setor, como o objetivo de realçar a importância, planejar e executá-la com eficiência a fim de ganhar reconhecimento da sociedade e incrementar a captação de recursos.

Importante treinamento para quem lida com a comunicação e a administração da instituição e quer novas informações sobre a área para aprimorar o marketing de uma organização sem fins lucrativos.

Ao longo de oito horas do curso, Marcio Zeppelini mostrará conceitos de marketing, ferramentas de comunicação, campanhas e planejamento estratégico da comunicação de uma organização.

Repleto de cases, imagens e vídeos de campanhas feitas por outras organizações.

Visibilidade e reconhecimento de marca a fim de incrementar os recursos de sua organização.

  • Conceitos de marketing e ferramentas de comunicação
  • Uso de fotos, imagens e identidade visualComo identificar e agregar valor à comunicação
  • A criatividade como ingrediente
  • Meios de comunicação mais eficientes e suas particularidades
  • Tipos de campanhas
  • Público-alvo e objetivos da comunicação
  • Comunicação digital
  • O Processo da comunicação
  • Eventos como forma de divulgação
  • Relacionamento com imprensa/jornalistas
  • Captação de recursos e fidelização de doadores
  • Marketing institucional x marketing promocional
  • Formas de abordagem em diferentes campanhas
  • Planejamento da comunicação de uma organização do Terceiro Setor

Local do Evento

ADVB - Instituto ADVB de Responsabilidade Social
Rua Treze de Maio, 1413 - Bela Vista (Centro)
São Paulo/SP (Metrô Brigadeiro)

Investimento

Inscreva TRÊS pessoas da mesma organização e GANHE A QUARTA;
Valor com desconto (até 29/10/2008)
R$ 245,00. Assinantes da Revista Filantropia, participantes de outros cursos da Diálogo Social, e estudantes e associados ADVB
Demais participantes (até 29/10/2008)
R$ 295,00. Interessados em geral
Pagamento parcelado (até 29/10/2008)
R$ 147,50. Duas parcelas de R$ 147,50 (a 2ª parcela deverá ser entregue no dia do evento, no credenciamento - cheque pré-datado para 30 dias)
Véspera e dia do evento (até 31/10/2008)
R$ 350,00. Valor para inscrições realizadas na véspera ou no dia do evento

Informações e Inscrições

www.dialogosocial.com.br
Telefones: (11) 2281-9643 / (11) 7864-1745
E-mail: dialogo@dialogosocial.com.br

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Rosatex é uma empresa comprometida com a comunidade

October 25th, 2008 by filipesouza

Recebi recentemente um release sobre o trabalho de responsabilidade social da empresa Rosatex, um fabricante de produtos de limpeza localizado na cidade de Guarulhos/SP. O material foi enviado pela Priscila Rodrigues da Great Assessoria e Comunicação, que tem a Rosatex como um de seus clientes.
Publicarei o release na íntegra, já que é pequeno e tem informações relevantes sobre o trabalho social da empresa junto a comunidade a qual está inserida. O papel da Rosatex é sócio ambiental, já que a empresa se preocupa com a sociedade que a cerca e o meio ambiente na qual vive. Um exemplo disso eu extraí de um release sobre uma nova linha de produtos da empresa:

Preocupada com o meio ambiente, a Rosatex traz ao mercado de limpeza a linha de produtos biodegradáveis Amazon H2O (lava roupas em pó, sabão em pó e sabão em pedra). Com fragrâncias originais da Amazônia e com uma composição natural são produtos ecologicamente corretos. O Sabão em Pó, por exemplo, é feito à base do óleo de Babaçu (óleo de coco), composição natural e brasileira encontrada na região nordeste do Brasil.

Agora só falta a Rosatex reformular seu site para que esses trabalhos tenham uma maior divulgação na web, já que o site da empresa é todo em flash, extremamente pesado e com uma navegação horrível. Além do que todo o conteúdo do site acaba não sendo catalogado pelo Google. E a empresa perde assim muitas visitas.

O trabalho da Rosatex só afirma todo e qualquer conceito de que as empresas estão a cada dia percebendo que além da necessidade de manter seus clientes, precisam também manter e conservar a sociedade da qual fazem parte.  O trabalho da Rosatex, bem como o de centenas de outras empresas que investem em Responsabilidade Social é cada vez mais importante.

Release original:
A Rosatex, fabricante de produtos de limpeza das marcas URCA, Amazon H2O, Summer e Neotrat, empenhada em ser uma empresa socialmente responsável, auxilia com doações de produtos Rosatex, há três anos, instituições como APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Arujá), Centro Educacional Catarina Kentenich/ SP, Paróquia Nossa Senhora do Bonsucesso– Guarulhos/SP, entre outros.
O objetivo da iniciativa voluntária da companhia de Guarulhos (SP) é fazer parte da comunidade onde está instalada, além, é claro, de visar o bem social. “A Rosatex tem como uma das metas envolver-se com a sociedade de forma pró ativa, ou seja, dar assistência e ressaltar os valores humanitários”, revela Talita Santos, Relações Públicas da Rosatex.

A ação social da fabricante atende diversas solicitações de doação de produtos de limpeza todo ano. Em 2008, 16 entidades já foram beneficiadas com a ação da Rosatex. O centro Educacional Catarina Kentenich é uma das beneficiadas e defende a importância da responsabilidade social. “Vivemos de doações e cada ação social é revertida para algo grande e nobre. As doações mensais da Rosatex ajudam a dar continuidade ao trabalho da entidade”, ressalta Mara Silva, administradora do Centro Catarina Kentenich.

No Brasil, segundo pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) a proporção de empresas privadas brasileiras que realizam ações sociais tem crescido. O último levantamento feito pela IPEA, em 2006, mostrou que entre 2000 e 2004, houve um aumento de 10 pontos percentuais, passando de 59% para 69% a participação privada em área social.
Atualmente, com 35 anos de mercado e buscando resultados cada vez melhores, a Rosatex é um exemplo de empresa privada preocupada com a sociedade onde está inserida.
Para saber mais acesse: www.rosatex.com.br
APAE – Guarulhos – Instituição filantrópica e sem fins lucrativos que atende 281 jovens e adultos, com idade entre 14 e 40 anos. Hoje, considerada de utilidade pública em âmbito municipal e federal, a APAE foi criada, em 1979, para suprir uma carência na cidade ao atendimento de crianças com deficiência mental.

Centro Educacional Catarina Kentenich – Centro educacional que atende, aproximadamente, 300 crianças e adolescentes órfãos, vitímas de maus tratos e abandonados, sendo 60 na Casa de Abrigo, 130 na Creche e 100 nos Núcleos Sócio – Educacional.

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Comunicação e Responsabilidade Social

October 25th, 2008 by filipesouza

Acredito que ao ler esse título, a pessoa que está “de fora” de qualquer ação de responsabilidade social, trabalho voluntário, ou seja o que for, pensará: - Mais um que entrou na onda ou na moda. Mas se você trabalha ou já trabalhou com ações sociais, percebe o quanto é gratificante e inovador pensar comunicação em uma vertente tão abrangente quanto é criar meios de levar informação e fazer comunicação e marketing com fins sociais.

Atualmente estou engajado em um planejamento de comunicação para uma comunidade aqui do Rio de Janeiro. Primeiramente dividi meu planejamento de comunicação para a Associação de Moradores em duas fases: a primeira englobou a criação de um informativo que foi impresso e distribuído gratuitamente dentro da comunidade. É um canal mais direto entre tudo o que acontece dentro da comunidade, os serviços que a Associação de Moradores realiza, e o os moradores. Através do informativo impresso os moradores descobrem o que acontece em sua comunidade, tem informações sobre saúde e educação, entre outros temas.  Em paralelo ao informativo impresso, desenvolvi um website que é um canal entre a comunidade e a sociedade, o poder público, ONGs e outras Associações de Moradores. A idéia do site é angariar mais parceiros para a comunidade, mostrar os projetos sociais que são desenvolvidos por lá e o principal: diluir a imagem de violência muitas vezes propagada erroneamente pela imprensa. O site está em desenvolvimento, ainda preciso de algumas informações que não em foram passadas. Assim que estiver online deixo o endereço aqui.

Como estou finalizando muitos pontos desse projeto, principalmente em relação ao site, não vou agora divulgar o nome da comunidade. Assim que o trabalho estiver concluído postarei aqui o site e um PDF do jornal.
Mas a idéia desse post é informar que postarei mais informações sobre o trabalho da Comunicação e Marketing, que influem diretamente em projetos e trabalhos de Responsabilidade Social.

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O COOLHUNTING e a Comunicação Mercadológica na Era das Novas Mídias

August 15th, 2008 by filipesouza

INTRODUÇÃO

A juventude sempre foi encarada pelo mercado publicitário como seres sem cérebro e sem nenhum poder de decisão. Principalmente, a juventude da década de 80, que não tinha contra o que se rebelar, lutar ou reclamar, já que receberam um mundo bem melhor do que o de seus pais.  Enquanto a recém criada MTV e as revistas ditavam a moda daquela época, as grandes marcas ainda não tinham dado conta do tamanho do nicho de mercado que a juventude representava.

A percepção desse nicho de mercado só aconteceu no início da década de 90 com o surgimento dos coolhunters. Essa palavra de origem inglesa surgiu na mesma época, e foi criada para designar os profissionais de marketing que observavam as mudanças culturais do mercado, e estavam principalmente de olho nos jovens.

O COOLHUNTING E A COMUNICAÇÃO MERCADOLÓGICA NA ERA DAS NOVAS TECNOLOGIAS

A Doutora em Sociologia formada pela PUC de São Paulo, Isleide A. Fontenele, destrinchou todos os pormenores do coolhunting em seu artigo “Os caçadores do Cool” (2004).

A doutora relata desde a origem e criação de empresas especializadas em “caçar” quem é cool, definindo o que é interessante para um grupo específico de pessoas e assim, podendo-se tornar “febre”, caso a idéia for bem trabalhada e vendida aos “não-cools”.

Mas como funcionariam esses caçadores de cool em um mundo cada vez mais conectado e volátil? No artigo da Doutora Isleide, ela faz uma breve citação das novas tecnologias e o trabalho dos cool hunters nessa esfera.

Definir o termo ”novas tecnologias” gastaria páginas e mais páginas, mas em um overview rápido, podemos citar as tecnologias baseadas na internet ou que geram conteúdo para web, como ferramentas para o entretenimento dos “cools”.

As máquinas digitais e celulares multifuncionais (com câmera, mp3 player e internet) são alguns dos Gadgets1 preferidos dos “cools”. Cada vez mais modernos e com funcionalidades das mais variadas, como saber quais marcas mais consumidas? E para que essas pessoas estão usando os aparelhos?

Atualmente as redes sociais dominam a internet e servem como um manancial de informações e fonte inesgotável de material para pesquisa de perfis sociais e de consumo sobre e para a população cool.

1 Gadget é uma gíria tecnológica recente que se refere a, genericamente, um equipamento que tem um propósito e uma função específica, prática e útil no cotidiano. São comumente chamado de gadgets dispositivos eletrônicos portáteis como PDAs, celulares, smartphones, tocadores mp3, entre outros. Em outras palavras, é uma “geringonça” eletrônica. Na Internet ou mesmo dentro de algum sistema computacional (sistema operacional, navegador web ou desktop), chama-se também de gadget algum pequeno software, pequeno módulo, ferramenta ou serviço que pode ser agregado a um ambiente maior. No site iGoogle, por exemplo, é possível que seja adicionado alguns dos muitos gadgets disponíveis. O Google Desktop, o Windows Vista, o Mac OS X, o KDE e o Gnome são ambientes que aceitam alguns tipos de gadgets específicos, acrescentando funcionalidades ao desktop do sistema.
Os Gadgets têm função social de status (além da lógica finalidade do aparelho), quando se tratam de equipamentos ostensivos. Na medida a que se referem, na maioria das vezes, a equipamentos de ponta e por muitas vezes com preços elevados, a gíria Gadget é referência de produto tecnológico para poucos, embora seja usada de forma genérica quando se trata de software.
(Fonte: Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Gadgets. Pesquisado em: 05/06/2008)

A mais famosa rede social no Brasil é o Orkut, que pertence ao grupo Google. O Orkut é a rede social mais popular no país, com marcas superando os 23 milhões de usuários (fonte: Wikipédia).

Pelo Orkut os cool hunters podem medir a satisfação dos usuários por um determinado seguimento de produto, criar perfis para divulgar produto, tendências, etc…

Com o crescimento das redes sociais, um tipo de profissional que surge cada vez mais no mercado é o “mediador de mídias sociais”. Esse profissional é responsável por medir o grau de satisfação de uma marca entre os usuários da rede social.
Em um artigo, que foi publicado no site IDG Now (www.idgnow.uol.com.br), sob o título “Conheça o novo profissional da internet, o mediador de mídias sociais”. O  texto trata da “descoberta” de um novo profissional em mídias digitais. Esse tal mediador será responsável por averiguar o que estão falando do seu cliente em: Blogs, Wordpress e redes sociais como o Orkut.
“Na web, o consumidor insatisfeito pode atingir até 220 pessoas ao falar mal de uma empresa - muito mais que no mundo real, quando ele atinge cerca de 11 pessoas, segundo Alessandro Lima, diretor de negócios da e.Life, que monitora o boca-a-boca online sobre marcas, produtos e serviços.
Estes profissionais devem, logo, monitorar e mediar o boca-a-boca virtual gerado pela velocidade com que os consumidores podem se manifestar online - negativa ou positivamente - sobre um produto, atingindo um grande número de internautas que concordam com o elogio ou reclamação.”
Não só as redes sociais podem servir de “base” para o trabalho dos cool hunters, mas também blogs, You Tube, Wordpress e Podcasts. Lugares onde tendências podem ser criadas. São lugares como esses, que o marketing viral2, uma excelente ferramenta para o cool hunters cibernéticos, podem agir para saber qual é a “onda” do momento ou fomentar discussões sobre algum determinado assunto.

CONCLUSÃO

Com a crescente onda tecnológica que assola o mundo, e o público cada vez se reunindo mais através de redes sociais, o trabalho dos cool hunters e a comunicação mercadológica como um todo, pode ficar mais abrangente. E também facilita mensurar seus resultados de impacto, gerando riscos menores de erro e aumentando a fatia de mercado das empresas.

Se o coolhunter cocar seu trabalho nas redes sociais e em novas mídias, encontrará perfis sociais completos, bem como o gosto do usuário, suas áreas de atuação, por exemplo. Tudo isso em um lugar onde geralmente a maioria dos usuários são facilmente manipulados e atraídos por novidades.

2 O marketing viral e a publicidade viral referem-se a técnicas de marketing que tentam explorar redes sociais pré-existentes para produzir aumentos exponenciais em conhecimento de marca, com processos similares a extensão de uma epidemia. A definição de marketing viral foi cunhada originalmente para descrever a prática de vários serviços livres de email de adicionar sua publicidade ao email que sai de seus usuários. O que se assume é que se tal anuncio alcança um usuario “susceptivel”, esse usuario “será infectado” (ou seja, se ativará uma conta) e pode então seguir infectando a outros usuários susceptiveis. Enquanto cada usuario infectado envía o email a mais de um usuário susceptível por média (ou seja, a taxa reprodutiva básica é maior que um), Os resultados “standard” em epidemiología implicam que o número de usuários infectados crescerá segundo uma curva logística, cujo segmento inicial é exponencial.

De forma mais geral, o marketing viral se utiliza às vezes para descrever algumas classes de campanhas de marketing baseadas na internet, incluindo o uso de blogues, de sites aparentemente amadores, e de outras formas de astroturfing para criar o rumor de um novo produto ou serviço. O termo “publicidade viral” se refere a idéia que as pessoas passarão e compartilharão conteúdos divertidos. Esta técnica muitas vezes está patrocinada por uma marca, que busca construir conhecimento de um produto ou serviço. Os anúncios virais tomam muitas vezes a forma de divertidos videoclipes ou jogos Flash interativos, imagens, e inclusive textos.
(Fonte: Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_viral - Pesquisado em 05/06/2008)

BIBLIOGRAFIA

- FONTENELE, ISLEIDE. Os Caçadores de Cool, 2004.
- Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki);
- IDG Now (IDG Now (www.idgnow.uol.com.br);
- Filipe Souza Blog (www.filipesouza.com.br/palavras)

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Intranet não é um House-Organ Digital

August 15th, 2008 by filipesouza

Em uma pesquisa realizada com cinco empresas para saber como era feito a comunicação através da intranet, os entrevistados descreveram como é a intranet, se existia bibliotecas virtuais e se existia treinamento de funcionários através de sistemas e-learning*.
Nas cinco empresas pesquisadas, a Comunicação Social se preocupou apenas com o conteúdo da intranet, por exemplo. Foram produzidos textos e mais textos para informar seus funcionários. Em muitas das vezes eram os mesmos textos que foram publicados em house-organs e fixados em murais.
A intranet geralmente não era atrativa, não instigava o funcionário a visitá-la. A disposição das seções e o fluxo de informação dentro de todo o portal são ambíguos e confusos. O jornalista Fernando Viberti, colunista do site www.intranetportal.com.br, faz algumas observações pertinentes ao foco que as empresas geralmente dão à intranet:

“O principal é entender que uma intranet ou portal corporativo não é simplesmente uma ferramenta tecnológica na qual cada um cuida da sua fatia, sem importar-se com o bolo como um todo. Antes, durante e depois que a primeira linha de código seja criada para dar vida ao sistema, há uma série de processos, metodologias e critérios que devem ser estabelecidos de forma muito clara. Caso contrário, não há tecnologia de ponta que salve o seu projeto.” (VIBERTI, Fernando. Centralizar ou descentralizar, eis a questão. Disponível em: http://www.intranetportal.com.br/comunicacao/cc_1. Acesso em: 14/07/2008).

Outro ponto fundamental é definir quais serão as pessoas responsáveis em publicar o conteúdo nessa intranet. Algumas empresas que pesquisei deixam a cargo dos próprios setores o desenvolvimento, manutenção e controle do conteúdo de suas respectivas seções dentro da intranet. Essa total liberdade gera um conteúdo sem padronização, uma intranet com aspecto bagunçado onde sequer a identidade visual da empresa é respeitada.
O interessante é usar a intranet para reafirmar as estratégias de marketing da empresa, usar o portal interno como ponto de referencia para os funcionários que buscam realizar cursos, conhecer a empresa, as metas e atribuições éticas da companhia. É interessante usar a intranet como ponto de partida para que os funcionários conheçam cada uma das seções da empresa. É interessante reservar algumas seções para clipping, pode ser algo do tipo “O que andam falando de nós por aí?”,  onde os funcionários saberiam o que circula na imprensa sobre a empresa que eles trabalham. Colocar avisos e materiais sobre cursos e workshops, mesmo que não sejam patrocinados pela empresa, mas que estejam acontecendo pela cidade.

Assim é possível enriquecer a intranet e fazer com que o portal flua e funcione mesmo como uma extensão da empresa ao invés de funcionar como apenas mais um canal de informação para apenas replicar as informações do house-organ.

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Mudanças no Ambiente Organizacional

August 15th, 2008 by filipesouza

A velha máquina de escrever foi aposentada, os cartões com os contatos de fornecedores, parceiros, jornalistas e membros atuais e antigos da diretoria guardados em arquivos ou pastas, já não ocupam mais imensos e pesados arquivos; as fotografias usadas como Banco de Imagem, também não estão mais armazenadas em gavetas, espalhadas e esquecidas em armários; e o computador a vista de quem entrasse na sala, já não figura mais como um utensílio para dar “status” a decoração do ambiente.  Esse computador se transformou em uma poderosíssima ferramenta de trabalho, indispensável nos dias atuais. Até a intranet velha e mal utilizada, criada no boom da internet, já não responde as necessidades de informação de uma empresa.
Todo o material de comunicação de uma empresa atualmente, senão está, já deveria há muito tempo ter sido digitalizado e armazenado em cd-rom, assim como também as informações de clientes em um CRM - Customer Relationship Manager - e tudo isso catalogado digitalmente em sistemas de fácil acesso para que futuramente a foto em alta resolução do Diretor, Presidente da Empresa ou uma área de fabricação importante possa ser encontrada com facilidade e distribuída a veículos de comunicação ou usada em um informativo interno.
Infelizmente esse cenário ainda é fictício em muitas empresas e parece estar longe de se tornar uma realidade. A maioria da empresas, que ainda guardam resquícios da “era manual”, não se integraram aos meios digitais de comunicação. Algumas empresas sequer possuem meios de comunicação com seus funcionários, parceiros, acionistas, etc.

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Minimalismo: onde o “menos é mais”

April 25th, 2008 by filipesouza

Vivemos em um mundo onde a propaganda, as formas, os sons , imagens e cores estão por toda a parte. Seja no mundo real ou digital, nos deparamos a todo o momento com sites onde a informação aparece: piscando, pulando e indo de um lado ao outro. A informação aglutinada para dar conta dos anseios dessa “nova sociedade digital” em se manter informada é o que mais vemos na rede.

Em alguns casos fica complicado fugir desse amontoado de textos e imagens, como em portais, zines, intranets, etc… Em outros momentos, podemos minimizar o efeito “carregado” optando por soluções mais simples: design leve e arquitetura de informação direta e sem rodeios.

Para resolver essa questão, que talvez se torne um ruído na comunicação mídia digital >> usuário, os designers de mídias digitais, ou webdesigners - como preferir, recorreram ao Minimalismo.

O Minimalismo é um dos diversos movimentos artísticos e culturais que atravessaram o século XX. Caso queira se aprofundar no assunto, sugiro uma visita ao artigo no site do Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Minimalismo.

E dessa vertente artística, que vem o bordão: onde o menos é mais. Muito usado por designers, arquitetos e programadores visuais.

O Minimalismo em design digital

Trabalhar com o conceito de design minimalista parece uma tarefa fácil e sem nenhuma complicação. Talvez, porque a principio você nada mais tem a fazer do que expurgar toda e qualquer vontade louca de incrementar o layout do site.

Mas isso é muito difícil! Digo isso porque como designer, acho muito, mas muito complexo me libertar da ânsia de colocar mais cor, degradês, imagens trabalhadas, boxes entre outros elementos gráficos para dar “riqueza” ao trabalho.

O segundo layout desenvolvi usando o mínimo de recursos gráficos e utilizando somente uma página. Onde todo o conteúdo do site pode ser lido, sem que o visitante saia buscando desvairadamente por links.

Layout 01 - Necessita da ação do visitante para acessar o conteúdo. (Clique na imagem para ampliar)

Layout 01 - Necessita da ação do visitante para acessar o conteúdo:

Layout 02 - Todo o conteúdo está condensado em uma única página. (Clique na imagem para ampliar)

Layout 02 - Todo o conteúdo está condensado em uma única página.

E o cliente?

Tudo bem que, esteticamente, um site minimalista é tido como simples, porém faço minhas as palavras do escritor Roger Cahen, no livro – Tudo o que os gurus não lhe contaram sobre Comunicação Empresarial (Editora Best Seller – 11ª Edição/2007):

“…Temos verdadeiro pavor de expor nossas idéias de forma clara e direta por julgarmos que, agindo assim, os outros vão achar que somos simples – no sentido de simplórios ou bobos. Assim, clareza, simplicidade e transparência vão ficando cada vez mais raras, e aqueles que as usam são, no mínimo, classificados como Excêntricos”. E o autor continua: “Acredito que a verdadeira beleza está na simplicidade, nitidez e transparência – seja de formas, seja de idéias.”

Esse pensamento do escritor Roger Cahen sintetiza o pensamento de designers e arquitetos de informação, mas vai contra a concepção de muitos clientes ao se defrontarem com um site minimalista. E talvez seu cliente se recuse a pagar um valor tido como exorbitante por um trabalho que “não tem nada”.

Direto e Reto

Um projeto minimalista expõe sua idéia de forma direta, sem voltas e entraves, que podem vir a existir. Mas como expliquei há alguns parágrafos atrás: - Ser minimalista é complexo.

Acredito em uma simbiose. Você pode desenvolver um site sem abusar de recursos gráficos, sem levar seu visitante/leitor a um balé através de links e dar a ele o que o coitado mais quer: INFORMAÇÃO!

Mas o conceito de “design para sites minimalista” ainda é uma teoria em formação. Poucos adotam esse conceito e muitos o acham sem graça e não vale investimento algum.

Onde aplicar esse conceito?

Sites sobre cursos, eventos empresariais, área de saúde, são alguns bons exemplos de aplicabilidade. Geralmente o público alvo desses sites estão em busca apenas de informação direta e sem rodeios: Quanto custa, quando será, o local do evento, atrações e conteúdo do curso. Mais nada.

Um exemplo interessante é o site desenvolvido pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, para ajudar a população na prevenção da epidemia de dengue: www.riocontradengue.com.br.

O site só peca por poluir a página principal com notas sobre a doença. Na parte superior do site, já deveriam vir informação de prevenção e telefones para denunciar os focos de dengue. E remover a terceira coluna, já que de nada serviu.

E poderiam usar tableless para desenvolver o site ao invés de tabelas. E nenhum FLASH!!!! Para que menu em FLASH? Flash tinha que ser abolido de casos como esse, em que o acesso ao site é monstruoso. Flash depende de plugin, browser, velocidade de conexão entre diversos outros fatores: E se a pessoa for deficiente visual? Pronto! Não acessa o site.

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Sobre o autor:

Trabalho com comunicação digital há oito anos, sou um profissional de mídias, mas com interesses multidisciplinares.
O que sei produzir?
Atualmente planejo e desenvolvo soluções para todo o tipo de negócio digital. Integro equipes com diversos focos: tecnologia (TI), conteúdo, design e marketing. Gerencio a criação e manutenção de sites e projetos digitais.

Tenho formação em jornalismo, mas decidi ir além das palavras, letras e textos. Gosto de pesquisar e projetar soluções digitais, interatividade, novas ferramentas, tendências, mídias sociais, endomarketing e marketing multimídia.

Criei esse Wordpress para saciar meus anseios em mostrar o uso de recursos digitais na Comunicação Empresarial com foco no público interno e em campanhas de incentivo.