O COOLHUNTING e a Comunicação Mercadológica na Era das Novas Mídias
INTRODUÇÃO
A juventude sempre foi encarada pelo mercado publicitário como seres sem cérebro e sem nenhum poder de decisão. Principalmente, a juventude da década de 80, que não tinha contra o que se rebelar, lutar ou reclamar, já que receberam um mundo bem melhor do que o de seus pais. Enquanto a recém criada MTV e as revistas ditavam a moda daquela época, as grandes marcas ainda não tinham dado conta do tamanho do nicho de mercado que a juventude representava.
A percepção desse nicho de mercado só aconteceu no início da década de 90 com o surgimento dos coolhunters. Essa palavra de origem inglesa surgiu na mesma época, e foi criada para designar os profissionais de marketing que observavam as mudanças culturais do mercado, e estavam principalmente de olho nos jovens.
O COOLHUNTING E A COMUNICAÇÃO MERCADOLÓGICA NA ERA DAS NOVAS TECNOLOGIAS
A Doutora em Sociologia formada pela PUC de São Paulo, Isleide A. Fontenele, destrinchou todos os pormenores do coolhunting em seu artigo “Os caçadores do Cool” (2004).
A doutora relata desde a origem e criação de empresas especializadas em “caçar” quem é cool, definindo o que é interessante para um grupo específico de pessoas e assim, podendo-se tornar “febre”, caso a idéia for bem trabalhada e vendida aos “não-cools”.
Mas como funcionariam esses caçadores de cool em um mundo cada vez mais conectado e volátil? No artigo da Doutora Isleide, ela faz uma breve citação das novas tecnologias e o trabalho dos cool hunters nessa esfera.
Definir o termo ”novas tecnologias” gastaria páginas e mais páginas, mas em um overview rápido, podemos citar as tecnologias baseadas na internet ou que geram conteúdo para web, como ferramentas para o entretenimento dos “cools”.
As máquinas digitais e celulares multifuncionais (com câmera, mp3 player e internet) são alguns dos Gadgets1 preferidos dos “cools”. Cada vez mais modernos e com funcionalidades das mais variadas, como saber quais marcas mais consumidas? E para que essas pessoas estão usando os aparelhos?
Atualmente as redes sociais dominam a internet e servem como um manancial de informações e fonte inesgotável de material para pesquisa de perfis sociais e de consumo sobre e para a população cool.
1 Gadget é uma gíria tecnológica recente que se refere a, genericamente, um equipamento que tem um propósito e uma função específica, prática e útil no cotidiano. São comumente chamado de gadgets dispositivos eletrônicos portáteis como PDAs, celulares, smartphones, tocadores mp3, entre outros. Em outras palavras, é uma “geringonça” eletrônica. Na Internet ou mesmo dentro de algum sistema computacional (sistema operacional, navegador web ou desktop), chama-se também de gadget algum pequeno software, pequeno módulo, ferramenta ou serviço que pode ser agregado a um ambiente maior. No site iGoogle, por exemplo, é possível que seja adicionado alguns dos muitos gadgets disponíveis. O Google Desktop, o Windows Vista, o Mac OS X, o KDE e o Gnome são ambientes que aceitam alguns tipos de gadgets específicos, acrescentando funcionalidades ao desktop do sistema.
Os Gadgets têm função social de status (além da lógica finalidade do aparelho), quando se tratam de equipamentos ostensivos. Na medida a que se referem, na maioria das vezes, a equipamentos de ponta e por muitas vezes com preços elevados, a gíria Gadget é referência de produto tecnológico para poucos, embora seja usada de forma genérica quando se trata de software.
(Fonte: Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Gadgets. Pesquisado em: 05/06/2008)
A mais famosa rede social no Brasil é o Orkut, que pertence ao grupo Google. O Orkut é a rede social mais popular no país, com marcas superando os 23 milhões de usuários (fonte: Wikipédia).
Pelo Orkut os cool hunters podem medir a satisfação dos usuários por um determinado seguimento de produto, criar perfis para divulgar produto, tendências, etc…
Com o crescimento das redes sociais, um tipo de profissional que surge cada vez mais no mercado é o “mediador de mídias sociais”. Esse profissional é responsável por medir o grau de satisfação de uma marca entre os usuários da rede social.
Em um artigo, que foi publicado no site IDG Now (www.idgnow.uol.com.br), sob o título “Conheça o novo profissional da internet, o mediador de mídias sociais”. O texto trata da “descoberta” de um novo profissional em mídias digitais. Esse tal mediador será responsável por averiguar o que estão falando do seu cliente em: Blogs, Wordpress e redes sociais como o Orkut.
“Na web, o consumidor insatisfeito pode atingir até 220 pessoas ao falar mal de uma empresa - muito mais que no mundo real, quando ele atinge cerca de 11 pessoas, segundo Alessandro Lima, diretor de negócios da e.Life, que monitora o boca-a-boca online sobre marcas, produtos e serviços.
Estes profissionais devem, logo, monitorar e mediar o boca-a-boca virtual gerado pela velocidade com que os consumidores podem se manifestar online - negativa ou positivamente - sobre um produto, atingindo um grande número de internautas que concordam com o elogio ou reclamação.”
Não só as redes sociais podem servir de “base” para o trabalho dos cool hunters, mas também blogs, You Tube, Wordpress e Podcasts. Lugares onde tendências podem ser criadas. São lugares como esses, que o marketing viral2, uma excelente ferramenta para o cool hunters cibernéticos, podem agir para saber qual é a “onda” do momento ou fomentar discussões sobre algum determinado assunto.
CONCLUSÃO
Com a crescente onda tecnológica que assola o mundo, e o público cada vez se reunindo mais através de redes sociais, o trabalho dos cool hunters e a comunicação mercadológica como um todo, pode ficar mais abrangente. E também facilita mensurar seus resultados de impacto, gerando riscos menores de erro e aumentando a fatia de mercado das empresas.
Se o coolhunter cocar seu trabalho nas redes sociais e em novas mídias, encontrará perfis sociais completos, bem como o gosto do usuário, suas áreas de atuação, por exemplo. Tudo isso em um lugar onde geralmente a maioria dos usuários são facilmente manipulados e atraídos por novidades.
2 O marketing viral e a publicidade viral referem-se a técnicas de marketing que tentam explorar redes sociais pré-existentes para produzir aumentos exponenciais em conhecimento de marca, com processos similares a extensão de uma epidemia. A definição de marketing viral foi cunhada originalmente para descrever a prática de vários serviços livres de email de adicionar sua publicidade ao email que sai de seus usuários. O que se assume é que se tal anuncio alcança um usuario “susceptivel”, esse usuario “será infectado” (ou seja, se ativará uma conta) e pode então seguir infectando a outros usuários susceptiveis. Enquanto cada usuario infectado envía o email a mais de um usuário susceptível por média (ou seja, a taxa reprodutiva básica é maior que um), Os resultados “standard” em epidemiología implicam que o número de usuários infectados crescerá segundo uma curva logística, cujo segmento inicial é exponencial.
De forma mais geral, o marketing viral se utiliza às vezes para descrever algumas classes de campanhas de marketing baseadas na internet, incluindo o uso de blogues, de sites aparentemente amadores, e de outras formas de astroturfing para criar o rumor de um novo produto ou serviço. O termo “publicidade viral” se refere a idéia que as pessoas passarão e compartilharão conteúdos divertidos. Esta técnica muitas vezes está patrocinada por uma marca, que busca construir conhecimento de um produto ou serviço. Os anúncios virais tomam muitas vezes a forma de divertidos videoclipes ou jogos Flash interativos, imagens, e inclusive textos.
(Fonte: Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_viral - Pesquisado em 05/06/2008)
BIBLIOGRAFIA
- FONTENELE, ISLEIDE. Os Caçadores de Cool, 2004.
- Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki);
- IDG Now (IDG Now (www.idgnow.uol.com.br);
- Filipe Souza Blog (www.filipesouza.com.br/palavras)
Publicado em: Comunicação Empresarial