Intranet não é um House-Organ Digital

August 15th, 2008 by filipesouza

Em uma pesquisa realizada com cinco empresas para saber como era feito a comunicação através da intranet, os entrevistados descreveram como é a intranet, se existia bibliotecas virtuais e se existia treinamento de funcionários através de sistemas e-learning*.
Nas cinco empresas pesquisadas, a Comunicação Social se preocupou apenas com o conteúdo da intranet, por exemplo. Foram produzidos textos e mais textos para informar seus funcionários. Em muitas das vezes eram os mesmos textos que foram publicados em house-organs e fixados em murais.
A intranet geralmente não era atrativa, não instigava o funcionário a visitá-la. A disposição das seções e o fluxo de informação dentro de todo o portal são ambíguos e confusos. O jornalista Fernando Viberti, colunista do site www.intranetportal.com.br, faz algumas observações pertinentes ao foco que as empresas geralmente dão à intranet:

“O principal é entender que uma intranet ou portal corporativo não é simplesmente uma ferramenta tecnológica na qual cada um cuida da sua fatia, sem importar-se com o bolo como um todo. Antes, durante e depois que a primeira linha de código seja criada para dar vida ao sistema, há uma série de processos, metodologias e critérios que devem ser estabelecidos de forma muito clara. Caso contrário, não há tecnologia de ponta que salve o seu projeto.” (VIBERTI, Fernando. Centralizar ou descentralizar, eis a questão. Disponível em: http://www.intranetportal.com.br/comunicacao/cc_1. Acesso em: 14/07/2008).

Outro ponto fundamental é definir quais serão as pessoas responsáveis em publicar o conteúdo nessa intranet. Algumas empresas que pesquisei deixam a cargo dos próprios setores o desenvolvimento, manutenção e controle do conteúdo de suas respectivas seções dentro da intranet. Essa total liberdade gera um conteúdo sem padronização, uma intranet com aspecto bagunçado onde sequer a identidade visual da empresa é respeitada.
O interessante é usar a intranet para reafirmar as estratégias de marketing da empresa, usar o portal interno como ponto de referencia para os funcionários que buscam realizar cursos, conhecer a empresa, as metas e atribuições éticas da companhia. É interessante usar a intranet como ponto de partida para que os funcionários conheçam cada uma das seções da empresa. É interessante reservar algumas seções para clipping, pode ser algo do tipo “O que andam falando de nós por aí?”,  onde os funcionários saberiam o que circula na imprensa sobre a empresa que eles trabalham. Colocar avisos e materiais sobre cursos e workshops, mesmo que não sejam patrocinados pela empresa, mas que estejam acontecendo pela cidade.

Assim é possível enriquecer a intranet e fazer com que o portal flua e funcione mesmo como uma extensão da empresa ao invés de funcionar como apenas mais um canal de informação para apenas replicar as informações do house-organ.

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Mudanças no Ambiente Organizacional

August 15th, 2008 by filipesouza

A velha máquina de escrever foi aposentada, os cartões com os contatos de fornecedores, parceiros, jornalistas e membros atuais e antigos da diretoria guardados em arquivos ou pastas, já não ocupam mais imensos e pesados arquivos; as fotografias usadas como Banco de Imagem, também não estão mais armazenadas em gavetas, espalhadas e esquecidas em armários; e o computador a vista de quem entrasse na sala, já não figura mais como um utensílio para dar “status” a decoração do ambiente.  Esse computador se transformou em uma poderosíssima ferramenta de trabalho, indispensável nos dias atuais. Até a intranet velha e mal utilizada, criada no boom da internet, já não responde as necessidades de informação de uma empresa.
Todo o material de comunicação de uma empresa atualmente, senão está, já deveria há muito tempo ter sido digitalizado e armazenado em cd-rom, assim como também as informações de clientes em um CRM - Customer Relationship Manager - e tudo isso catalogado digitalmente em sistemas de fácil acesso para que futuramente a foto em alta resolução do Diretor, Presidente da Empresa ou uma área de fabricação importante possa ser encontrada com facilidade e distribuída a veículos de comunicação ou usada em um informativo interno.
Infelizmente esse cenário ainda é fictício em muitas empresas e parece estar longe de se tornar uma realidade. A maioria da empresas, que ainda guardam resquícios da “era manual”, não se integraram aos meios digitais de comunicação. Algumas empresas sequer possuem meios de comunicação com seus funcionários, parceiros, acionistas, etc.

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Minimalismo: onde o “menos é mais”

April 25th, 2008 by filipesouza

Vivemos em um mundo onde a propaganda, as formas, os sons , imagens e cores estão por toda a parte. Seja no mundo real ou digital, nos deparamos a todo o momento com sites onde a informação aparece: piscando, pulando e indo de um lado ao outro. A informação aglutinada para dar conta dos anseios dessa “nova sociedade digital” em se manter informada é o que mais vemos na rede.

Em alguns casos fica complicado fugir desse amontoado de textos e imagens, como em portais, zines, intranets, etc… Em outros momentos, podemos minimizar o efeito “carregado” optando por soluções mais simples: design leve e arquitetura de informação direta e sem rodeios.

Para resolver essa questão, que talvez se torne um ruído na comunicação mídia digital >> usuário, os designers de mídias digitais, ou webdesigners - como preferir, recorreram ao Minimalismo.

O Minimalismo é um dos diversos movimentos artísticos e culturais que atravessaram o século XX. Caso queira se aprofundar no assunto, sugiro uma visita ao artigo no site do Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Minimalismo.

E dessa vertente artística, que vem o bordão: onde o menos é mais. Muito usado por designers, arquitetos e programadores visuais.

O Minimalismo em design digital

Trabalhar com o conceito de design minimalista parece uma tarefa fácil e sem nenhuma complicação. Talvez, porque a principio você nada mais tem a fazer do que expurgar toda e qualquer vontade louca de incrementar o layout do site.

Mas isso é muito difícil! Digo isso porque como designer, acho muito, mas muito complexo me libertar da ânsia de colocar mais cor, degradês, imagens trabalhadas, boxes entre outros elementos gráficos para dar “riqueza” ao trabalho.

O segundo layout desenvolvi usando o mínimo de recursos gráficos e utilizando somente uma página. Onde todo o conteúdo do site pode ser lido, sem que o visitante saia buscando desvairadamente por links.

Layout 01 - Necessita da ação do visitante para acessar o conteúdo. (Clique na imagem para ampliar)

Layout 01 - Necessita da ação do visitante para acessar o conteúdo:

Layout 02 - Todo o conteúdo está condensado em uma única página. (Clique na imagem para ampliar)

Layout 02 - Todo o conteúdo está condensado em uma única página.

E o cliente?

Tudo bem que, esteticamente, um site minimalista é tido como simples, porém faço minhas as palavras do escritor Roger Cahen, no livro – Tudo o que os gurus não lhe contaram sobre Comunicação Empresarial (Editora Best Seller – 11ª Edição/2007):

“…Temos verdadeiro pavor de expor nossas idéias de forma clara e direta por julgarmos que, agindo assim, os outros vão achar que somos simples – no sentido de simplórios ou bobos. Assim, clareza, simplicidade e transparência vão ficando cada vez mais raras, e aqueles que as usam são, no mínimo, classificados como Excêntricos”. E o autor continua: “Acredito que a verdadeira beleza está na simplicidade, nitidez e transparência – seja de formas, seja de idéias.”

Esse pensamento do escritor Roger Cahen sintetiza o pensamento de designers e arquitetos de informação, mas vai contra a concepção de muitos clientes ao se defrontarem com um site minimalista. E talvez seu cliente se recuse a pagar um valor tido como exorbitante por um trabalho que “não tem nada”.

Direto e Reto

Um projeto minimalista expõe sua idéia de forma direta, sem voltas e entraves, que podem vir a existir. Mas como expliquei há alguns parágrafos atrás: - Ser minimalista é complexo.

Acredito em uma simbiose. Você pode desenvolver um site sem abusar de recursos gráficos, sem levar seu visitante/leitor a um balé através de links e dar a ele o que o coitado mais quer: INFORMAÇÃO!

Mas o conceito de “design para sites minimalista” ainda é uma teoria em formação. Poucos adotam esse conceito e muitos o acham sem graça e não vale investimento algum.

Onde aplicar esse conceito?

Sites sobre cursos, eventos empresariais, área de saúde, são alguns bons exemplos de aplicabilidade. Geralmente o público alvo desses sites estão em busca apenas de informação direta e sem rodeios: Quanto custa, quando será, o local do evento, atrações e conteúdo do curso. Mais nada.

Um exemplo interessante é o site desenvolvido pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, para ajudar a população na prevenção da epidemia de dengue: www.riocontradengue.com.br.

O site só peca por poluir a página principal com notas sobre a doença. Na parte superior do site, já deveriam vir informação de prevenção e telefones para denunciar os focos de dengue. E remover a terceira coluna, já que de nada serviu.

E poderiam usar tableless para desenvolver o site ao invés de tabelas. E nenhum FLASH!!!! Para que menu em FLASH? Flash tinha que ser abolido de casos como esse, em que o acesso ao site é monstruoso. Flash depende de plugin, browser, velocidade de conexão entre diversos outros fatores: E se a pessoa for deficiente visual? Pronto! Não acessa o site.

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Novos Profissionais em Mídias Digitais

April 24th, 2008 by filipesouza

Li recentemente uma matéria muito interessante sobre os novos profissionais em mídias digitais. O texto não se referia à mídias digitais diretamente, mas a internet, uma das ramificações desse monstro digital do novo século.

O artigo foi publicado no site IDG Now (www.idgnow.uol.com.br), sob o título “Conheça o novo profissional da internet, o mediador de mídias sociais”. O  texto trata da “descoberta” de um novo profissional em mídias digitais. Esse tal mediador será responsável por averiguar o que estão falando do seu cliente em: Blogs, Wordpress e redes sociais como o Orkut.

“Na web, o consumidor insatisfeito pode atingir até 220 pessoas ao falar mal de uma empresa - muito mais que no mundo real, quando ele atinge cerca de 11 pessoas, segundo Alessandro Lima, diretor de negócios da e.Life, que monitora o boca-a-boca on sobre marcas, produtos e serviços.

Estes profissionais devem, logo, monitorar e mediar o boca-a-boca virtual gerado pela velocidade com que os consumidores podem se manifestar online - negativa ou positivamente - sobre um produto, atingindo um grande número de internautas que concordam com o elogio ou reclamação.”

Há alguns posts atrás, eu falava sobre a importância das redes sociais corporativas para auxiliar na instrução de funcionários e reduzir o fluxo de chamados ao Helo Desk, como um singelo exemplo.  Mas agora você pode perceber que o investimento nessa área vai muito além disso.

Retomando então o assunto sobre redes sociais corporativas, impulsionado pelo artigo da IDG Now, posso acrescentar que essas redes tem muito o que  fazer pela empresa ou por um produto. Principalmente se o funcionário se sentir a vontade para se expor, escrever e debater os mais diversos assuntos.
Além das redes sociais, os blogs, wikis, podcasts, videocasts, fóruns, entre outros recursos podem ser muito úteis para aumentar a eficácia na comunicação entre a empresa, seus funcionários e clientes.

Quem quiser ler o artigo na íntegra, basta visitar:
http://idgnow.uol.com.br/carreira/2008/04/18/conheca-o-novo-profissional-da-internet-o-mediador-de-midias-sociais/

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Descentralizar para unificar! – Parte 1: Divide e impera! (Maquiavel)

April 14th, 2008 by filipesouza

Na verdade, esta frase vem do método “dividir para conquistar”, primeiramente citado pelo General Sun Tzu, em “A Arte da Guerra”, alguns séculos antes de Cristo.

Parafraseando o general Chinês Sun Tzu, a idéia de se criar meios de comunicação interna cada vez mais descentralizados e, que ajudem os funcionários a desempenhar melhor suas funções é uma medida primordial dentro de uma empresa.  Novidade nenhuma até agora, não é mesmo?

Tudo bem, não é nenhuma novidade, então porque na prática isso não funciona?

Geralmente a estrutura organizacional de uma empresa é divida assim:

Geralmente a estrutura organizacional de uma empresa é divida assim:

A Sede ou Matriz, como muitos chamam, seria o “quartel general” da empresa.  É o local de onde vem as ordens, planejamentos estratégicos e organizacionais dos mais diversos (TI, RH, Administração, etc).

Vamos supor que essa nossa empresa tenha cerca de 10 mil funcionários. Uma sede localizada em Brasília, 4 filiais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. Além disso, cada uma das filiais fica responsável por mais 3 empresas localizadas em cidades no interior dessas capitais.

O corpo de funcionários ficaria assim:

Sede: 1000 funcionários
Filial São Paulo: 4 mil funcionários
Filial Rio de Janeiro: 4 mil funcionários
Filial Porto Alegre: 500 funcionários
Filial Belo Horizonte: 500 funcionários

Neste nosso exemplo, a Matriz está sediada em Brasília.  E de lá vem a intranet que toda a corporação acessa. O mesmo portal de intranet com as mesmas informações é distribuído para todos os funcionários de empresa.  Ou seja, o mesmo modelo de comunicação com a mesma informação é disponibilizado para pessoas com culturas diferentes, as necessidades de informação são diferentes e muitas vezes específicas e localizadas.

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Comunicação Social “Digital” nas empresas – parte 4

April 13th, 2008 by filipesouza

Papel de Parede do PC também é comunicação!

Um recurso valiosíssimo e muito mal utilizado dentro das empresas é o desktop do PC.  Muitos usuários colocam a foto da família, o cachorro, o time de futebol favorito como Papel de Parede.  E porque a empresa não usa esse recurso para divulgar mensagens?

Sem querer tirar a privacidade dos seus funcionários, ou mesmo ser ditador quanto ao uso do Papel de Parede no PC desses funcionários, a TI da sua empresa pode desenvolver softwares que mudem o Papel de Parede simultaneamente em todos os PC da empresa.  Através de scripts de rede, o papel de parede pode mudar em horários pré determinados: assim que o usuário liga o PC pela manha ou depois do almoço, por exemplo.  O aviso pode ficar na tela por uma hora e depois o sistema retorna o papel de parede que o usuário usava.

Caso a política da empresa não permita que seus funcionários coloquem papéis de parede pessoas, ou personalizem o PC, essa tarefa fica mais fácil ainda.  Você pode criar as mais diversas campanhas e avisos, como: informar atualizações na intranet, novo vídeo na TV Web, lançamentos da empresa, etc…

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Comunicação Social “Digital” nas empresas – parte 3

April 12th, 2008 by filipesouza

E Web TV na intranet? Pode?

Pode sim senhor! E é outro excelente canal para endomarketing, veicular informação institucional, campanhas, além de discursos de gerentes, diretores, superintendentes, etc.

E a implementação dessa tecnologia também é com custo zero. A empresa vai usar um servidor Linux, com apache para rodar os vídeos.  Para criar os vídeos pode usar o Flash e o Total Vídeo Converter para gerar os arquivos FLV.

A criação dos arquivos e o sistema para exibição é tão simples como descascar banana.  É claro que você vai precisar de um profissional em flash/webdesign.

Mas como eu havia dito, o sistema em si não é nenhum bicho de sete cabeças. E depois é só bolar um email marketing bem bacana, um hotsite simples e mandar para todo mundo.  Não esqueça de medir o tráfego de visitas desse canal.

Já cheguei a fazer alguns sistemas que ficaram bem semelhantes ao You Tube.  Imagine um You Tube institucional!  Você poderá veicular a festa de fim de ano, informativos com base em clipping, boletins da TI sobre Segurança da Informação, Segurança do Trabalho, entrevistas com a equipe de Medicina do Trabalho da empresa sobre má postura frente ao PC. Isso são apenas alguns parcos exemplos de pauta para sua Web TV.

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Comunicação Social “Digital” nas empresas – parte 2

April 11th, 2008 by filipesouza

Atualmente o uso da intranet em algumas empresas limita-se a agrupar documentos, exibir os aniversariantes do dia, lista telefônica e às vezes os classificados. Algumas empresas até conseguem ir um pouco além da mesmice ao agregar seus manuais de sistemas internos e manuais para treinamentos.

Com o uso de recursos oriundos da internet está cada vez mais fácil para implementar essas novas funcionalidades. E o melhor de tudo isso: é que em muitas vezes o custo dessa implementação é zero.

Um recurso interessante para a intranet é uma rádio digital ou um podcast.  Com programas semanais. O conteúdo dessa programação varia de acordo com o modelo de negócios da empresa.

Mais uma vez usarei como exemplo a Infraero, empresa onde trabalho.  Como poderíamos usar os recursos multimídia oferecidos pela web aqui na regional do Galeão?  Simples, boletins sobre assuntos que dizem respeito a Regional.  Entrevistas com passageiros e funcionários, orgânicos ou terceirizados, novos projetos sociais. O interessante é fazer tudo isso em podcast e seguir o modelo de informação da Band News FM. Acho a forma como a Band News FM faz seus boletins de informação extremamente dinâmicos e atraentes.

Mas o que é Podcast?

Não vou reinventar a roda, escrevendo linhas e mais linhas e dissertando sobre Podcast. Vou recorrer ao excepcional Wikipédia e traduzir o verbete: Podcast.

Podcasting é uma forma de publicação de programas de áudio, vídeo e/ou fotos pela Internet que permite aos utilizadores acompanhar a sua atualização. A palavra “podcasting” é uma junção de iPod - um aparelho que toca arquivos digitais em MP3/MP4 - e broadcasting (transmissão de rádio ou tevê).
Assim, podcast são arquivos de áudio que podem ser acessados pela internet.
Estes áudios podem ser atualizados automaticamente mediante uma espécie de assinatura. Os arquivos podem ser ouvidos diretamente no navegador ou baixados no computador.
Fonte: Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Podcast

Então! Entenderam o que é um podcast?  Perceberam o alcance que arquivos de áudio podem ter dentro da sua empresa e na vida profissional e na rede de informação de seus funcionários?  Não?

Pois bem, pense no seguinte: Quantas pessoas que trabalham com você possuem celular com mp3 player? Senão possuem, talvez tenham um mp3 player portátil, desses genéricos que se compra por R$ 70,00 na Casa & Vídeo ou camelôs da vida.  E no carro? Muitos já possuem cd-player automotivos com mp3. Isso sem contar Palms, Pocket Pcs e etc…  Então, todos esses gadgets estão cada vez mais acessíveis e os mais diversos possuem o que é já considerado o mínimo atualmente: reproduzir arquivos mp3.

Isso tudo significa: Portabilidade e Mobilidade. Gerentes, diretores, funcionários, podem levar as informações de sua empresa para onde quiserem.

Como criar um Podcast?

A edição e distribuição desse material são de extrema facilidade, já que existem ferramentas gratuitas tanto para edição quanto para distribuição.

Para edição podemos usar o Audacity.  Inclusive em alguns posts atrás eu explico como editar em um breve tutorial.

Para distribuir o podcast você pode usar uma ferramenta chamada loudblog. O Loundblog é um gerenciador para conteúdo em áudio e vídeo, e o melhor de tudo: é totalmente customizável. Usa plataforma PHP e tem código aberto, ou seja, você pode modificá-lo como achar melhor.

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Ética na comunicação já! Mesmo para estudantes?

April 11th, 2008 by filipesouza

Ontem aconteceu comigo um fato lamentável. Muito lamentável, que tirou minha vontade de terminar um trabalho “freela” que eu tinha para fazer.

Antes de começar meus trabalhos em casa, sigo um pequeno ritual: chegar em casa (óbvio!, mas com o trânsito….), tomar um maravilhoso e exorcizante banho, sentar na minha confortável cadeira à frente no notebook e: Let´s Begin!

Assim que abro o Photoshop, a editora chefe do jornal da faculdade fala comigo pelo Google Talk: - Posso falar com você?

Quando estou trabalhando, não sou de muitos amigos, mesmo porque, me concentro muito, mas dei atenção. Foi quando ela disse que a editora da seção Cultura, do jornal, havia dito que minha resenha sobre o show do Ozzy, que gentilmente cedi ao jornal da faculdade: Unica Voz, era um PLÁGIO!

Nesse momento gelei, ao mesmo tempo o sangue ferveu em minhas veias, a vontade de explodir, virar uma bola de fogo, sair pela janela e pulverizar aquela criaturinha sem o mínimo de Ética Profissional (editora da Seção Cultura).

Por que essa criatura não tem Ética Profissional? Pelo simples fato de acusar um profissional, sem ao menos realizar três funções básicas do profissional de jornalismo:
1) Pesquisar a fundo o assunto
2) Checar as fontes
3) Confrontar os dados e Checar tudo novamente

O mais engraçado disso tudo é que a criatura acéfala usou como fonte e como acusação, o meu próprio portal de informação o Metal Zone (www..metalzone.com.br), uma revista eletrônica sobre rock e metal, que tenho há oito anos (sim, faço jornalismo há oito anos, mas só agora tive grana pra me formar).

Então a partir dessa anedota verdadeira, fiquei me questionando o quanto é necessário ser ético e tomar cuidado com acusações que fazemos, informações que veiculamos e mesmo sendo verdadeiras é obrigação do repórter checar suas fontes, refazer todo o percurso das informações.

O mais absurdo dessa anedota, foi que eu “a vítima” tive que me defender e correr atrás do prejuízo e não a aluna sem escrúpulos e sem moral profissional, que deveria provar que a matéria foi plagio.

Mas afinal, o que é ética?

A ética pode ser interpretada como um termo genérico que designa aquilo que é freqüentemente descrito como a “ciência da moralidade”, seu significado derivado do grego, quer dizer ‘Morada da Alma’, isto é, suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto. (Fonte: Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89tica)

Ética vem de berço ou se aprende na faculdade?

Os cursos de comunicação deveriam colocar algumas matérias já extintas do currículo do antigo segundo grau (bem antigo mesmo) em pauta novamente. Matérias como: Moral e Civismo, Moral é Ética e Educação em Sociedade.

Matérias relacionadas a ética e formadoras de caráter profissional deviam ser aplicadas logo no início do curso, para amenizar o impacto da falta de moral e ética profissional, que já deviam vir de berço.

Assim, deixo no ar uma pergunta: - É esse o tipo de profissional que vai para o mercado? Foi esse mesmo tipo de profissional que gerou toda aquela confusão da Escola Base em março de 1994. [ leia mais aqui: http://oglobo.globo.com/sp/mat/2006/11/13/286621871.asp ]

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Redes Sociais Corporativas. É possível?

March 25th, 2008 by filipesouza

Integração Empresa – Funcionário através de redes sociais internas

As redes sociais virtuais já são um cenário mais do que real e de aplicabilidade infinita, que extrapolam as necessidades básicas de entretenimento e aglutinação de pessoas.

Usando como exemplo um dos mais populares sites de relacionamento no Brasil, o orkut, veremos que nem tudo nessa mídia é usado para passar o tempo. Através do orkut se tem acesso a comunidades com foco em trabalho e aperfeiçoamento profissional, além de discussões das mais diversas.

Algumas empresas usam comunidades populares para divulgar produtos, criar vínculos entre a marca e o público e até medir o nível de popularidade da marca.

Esses modelos de marketing ficaram conhecidos na rede como “Marketing Viral”. Onde o indivíduo acaba se “contaminando” com um determinado assunto postado em uma comunidade e ou perfil que o adiciona oferecendo serviços ou produtos.

No Wikipédia existe uma definição interessante para Marketing Viral:

O marketing viral e a publicidade viral referem-se a técnicas de marketing que tentam explorar redes sociais pré-existentes para produzir aumentos exponenciais em conhecimento de marca, com processos similares a extensão de uma epidemia. A definição de marketing viral foi cunhada originalmente para descrever a prática de vários serviços livres de email de adicionar sua publicidade ao email que sai de seus usuários. O que se assume é que esse anúncio, alcance um usuário “susceptível”, esse usuário “será infectado” (ou seja, se ativará uma conta) e pode então seguir infectando a outros usuários susceptíveis. Enquanto cada usuário infectado envia o email a mais de um usuário susceptível por média (ou seja, a taxa reprodutiva básica é maior que um), Os resultados “standard” em epidemiologia implicam que o número de usuários infectados crescerá segundo uma curva logística, cujo segmento inicial é exponencial.

Fonte: Wikipédia [http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_viral]

Qual a aplicabilidade desse modelo em uma organização?

Tomando como exemplo a INFRAERO, empresa na qual trabalho, o uso de uma rede social estreitaria os laços de amizade e cooperação entre os mais diversos departamentos, entre funcionários orgânicos e terceirizados. Os funcionários poderiam trocar experiências de trabalho, se juntar em comunidades para partilhar conhecimentos específicos, etc..

Muitos funcionários viajam e poderiam fazer um ranking dos melhores hotéis, instalações e restaurantes etc… Isso serviria de guia para que outros funcionários se sintam mais confortáveis ao fazer suas viagens a trabalho.

Algumas comunidades sobre softwares comumente usados como: Powerpoint e Excel, serviriam de suporte e desafogaria o Helpdesk da empresa. Esses programas sempre geram dúvidas e com algumas dicas através dessas comunidades, os funcionários teriam mais facilidade de desenvolver seus trabalhos.

O departamento de recursos humanos pode manter uma comunidade que funcione como um FAQ (Perguntas Freqüentes) para os funcionários.

Redes sociais em ambiente web ampliam os horizontes de relacionamento empresa-empregado, onde a empresa não é apenas a provedora de recursos e suporte ao trabalho do funcionário. Através dessa rede social interna, os empregados serão os responsáveis pela ajuda mútua e suporte em diversas áreas.

Ações indevidas nessa rede social

Assim como no orkut, uma das grandes barreiras para implementar um projeto nesses moldes, em uma empresa de grande porte como a Infraero é a monitoração. Para que essa rede social interna não se transforme em mundo fora de controle. E até mesmo um manancial para crimes cibernéticos (Ullises Campbell – Jornalista do Correio Brasiliense).

Atrair os mesmos problemas do orkut como : dispersão de trabalho, tempo gasto com fofocas, intrigas e assuntos que levem o funcionário a semear a discórdia devem ser fiscalizados e combatidos. Assim, esse novo molde de rede social funcionaria de forma pacífica e seus fins  serão alcançados.

Formas de Controle

Para manter o propósito desse trabalho e o nível harmônico da aplicação digital é necessário criar mecanismos de controle de acesso e conteúdo publicado. E impossibilitar os usuários, criarem perfis anônimos. Usar como controle sua matrícula seria um das primeiras atitudes. Além de criar regras claras para o uso da ferramenta como: Não publicar assuntos ofensivos, discriminatórios, de cunho sexual e/ou pornográfico, etc..

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Sobre o autor:

Trabalho com comunicação digital há oito anos, sou um profissional de mídias, mas com interesses multidisciplinares.
O que sei produzir?
Atualmente planejo e desenvolvo soluções para todo o tipo de negócio digital. Integro equipes com diversos focos: tecnologia (TI), conteúdo, design e marketing. Gerencio a criação e manutenção de sites e projetos digitais.

Tenho formação em jornalismo, mas decidi ir além das palavras, letras e textos. Gosto de pesquisar e projetar soluções digitais, interatividade, novas ferramentas, tendências, mídias sociais, endomarketing e marketing multimídia.

Criei esse Wordpress para saciar meus anseios em mostrar o uso de recursos digitais na Comunicação Empresarial com foco no público interno e em campanhas de incentivo.