Vivemos em um mundo onde a propaganda, as formas, os sons , imagens e cores estão por toda a parte. Seja no mundo real ou digital, nos deparamos a todo o momento com sites onde a informação aparece: piscando, pulando e indo de um lado ao outro. A informação aglutinada para dar conta dos anseios dessa “nova sociedade digital” em se manter informada é o que mais vemos na rede.

Em alguns casos fica complicado fugir desse amontoado de textos e imagens, como em portais, zines, intranets, etc… Em outros momentos, podemos minimizar o efeito “carregado” optando por soluções mais simples: design leve e arquitetura de informação direta e sem rodeios.

Para resolver essa questão, que talvez se torne um ruído na comunicação mídia digital >> usuário, os designers de mídias digitais, ou webdesigners - como preferir, recorreram ao Minimalismo.

O Minimalismo é um dos diversos movimentos artísticos e culturais que atravessaram o século XX. Caso queira se aprofundar no assunto, sugiro uma visita ao artigo no site do Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Minimalismo.

E dessa vertente artística, que vem o bordão: onde o menos é mais. Muito usado por designers, arquitetos e programadores visuais.

O Minimalismo em design digital

Trabalhar com o conceito de design minimalista parece uma tarefa fácil e sem nenhuma complicação. Talvez, porque a principio você nada mais tem a fazer do que expurgar toda e qualquer vontade louca de incrementar o layout do site.

Mas isso é muito difícil! Digo isso porque como designer, acho muito, mas muito complexo me libertar da ânsia de colocar mais cor, degradês, imagens trabalhadas, boxes entre outros elementos gráficos para dar “riqueza” ao trabalho.

O segundo layout desenvolvi usando o mínimo de recursos gráficos e utilizando somente uma página. Onde todo o conteúdo do site pode ser lido, sem que o visitante saia buscando desvairadamente por links.

Layout 01 - Necessita da ação do visitante para acessar o conteúdo. (Clique na imagem para ampliar)

Layout 01 - Necessita da ação do visitante para acessar o conteúdo:

Layout 02 - Todo o conteúdo está condensado em uma única página. (Clique na imagem para ampliar)

Layout 02 - Todo o conteúdo está condensado em uma única página.

E o cliente?

Tudo bem que, esteticamente, um site minimalista é tido como simples, porém faço minhas as palavras do escritor Roger Cahen, no livro – Tudo o que os gurus não lhe contaram sobre Comunicação Empresarial (Editora Best Seller – 11ª Edição/2007):

“…Temos verdadeiro pavor de expor nossas idéias de forma clara e direta por julgarmos que, agindo assim, os outros vão achar que somos simples – no sentido de simplórios ou bobos. Assim, clareza, simplicidade e transparência vão ficando cada vez mais raras, e aqueles que as usam são, no mínimo, classificados como Excêntricos”. E o autor continua: “Acredito que a verdadeira beleza está na simplicidade, nitidez e transparência – seja de formas, seja de idéias.”

Esse pensamento do escritor Roger Cahen sintetiza o pensamento de designers e arquitetos de informação, mas vai contra a concepção de muitos clientes ao se defrontarem com um site minimalista. E talvez seu cliente se recuse a pagar um valor tido como exorbitante por um trabalho que “não tem nada”.

Direto e Reto

Um projeto minimalista expõe sua idéia de forma direta, sem voltas e entraves, que podem vir a existir. Mas como expliquei há alguns parágrafos atrás: - Ser minimalista é complexo.

Acredito em uma simbiose. Você pode desenvolver um site sem abusar de recursos gráficos, sem levar seu visitante/leitor a um balé através de links e dar a ele o que o coitado mais quer: INFORMAÇÃO!

Mas o conceito de “design para sites minimalista” ainda é uma teoria em formação. Poucos adotam esse conceito e muitos o acham sem graça e não vale investimento algum.

Onde aplicar esse conceito?

Sites sobre cursos, eventos empresariais, área de saúde, são alguns bons exemplos de aplicabilidade. Geralmente o público alvo desses sites estão em busca apenas de informação direta e sem rodeios: Quanto custa, quando será, o local do evento, atrações e conteúdo do curso. Mais nada.

Um exemplo interessante é o site desenvolvido pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, para ajudar a população na prevenção da epidemia de dengue: www.riocontradengue.com.br.

O site só peca por poluir a página principal com notas sobre a doença. Na parte superior do site, já deveriam vir informação de prevenção e telefones para denunciar os focos de dengue. E remover a terceira coluna, já que de nada serviu.

E poderiam usar tableless para desenvolver o site ao invés de tabelas. E nenhum FLASH!!!! Para que menu em FLASH? Flash tinha que ser abolido de casos como esse, em que o acesso ao site é monstruoso. Flash depende de plugin, browser, velocidade de conexão entre diversos outros fatores: E se a pessoa for deficiente visual? Pronto! Não acessa o site.

Li recentemente uma matéria muito interessante sobre os novos profissionais em mídias digitais. O texto não se referia à mídias digitais diretamente, mas a internet, uma das ramificações desse monstro digital do novo século.

O artigo foi publicado no site IDG Now (www.idgnow.uol.com.br), sob o título “Conheça o novo profissional da internet, o mediador de mídias sociais”. O  texto trata da “descoberta” de um novo profissional em mídias digitais. Esse tal mediador será responsável por averiguar o que estão falando do seu cliente em: Blogs, Wordpress e redes sociais como o Orkut.

“Na web, o consumidor insatisfeito pode atingir até 220 pessoas ao falar mal de uma empresa - muito mais que no mundo real, quando ele atinge cerca de 11 pessoas, segundo Alessandro Lima, diretor de negócios da e.Life, que monitora o boca-a-boca on sobre marcas, produtos e serviços.

Estes profissionais devem, logo, monitorar e mediar o boca-a-boca virtual gerado pela velocidade com que os consumidores podem se manifestar online - negativa ou positivamente - sobre um produto, atingindo um grande número de internautas que concordam com o elogio ou reclamação.”

Há alguns posts atrás, eu falava sobre a importância das redes sociais corporativas para auxiliar na instrução de funcionários e reduzir o fluxo de chamados ao Helo Desk, como um singelo exemplo.  Mas agora você pode perceber que o investimento nessa área vai muito além disso.

Retomando então o assunto sobre redes sociais corporativas, impulsionado pelo artigo da IDG Now, posso acrescentar que essas redes tem muito o que  fazer pela empresa ou por um produto. Principalmente se o funcionário se sentir a vontade para se expor, escrever e debater os mais diversos assuntos.
Além das redes sociais, os blogs, wikis, podcasts, videocasts, fóruns, entre outros recursos podem ser muito úteis para aumentar a eficácia na comunicação entre a empresa, seus funcionários e clientes.

Quem quiser ler o artigo na íntegra, basta visitar:
http://idgnow.uol.com.br/carreira/2008/04/18/conheca-o-novo-profissional-da-internet-o-mediador-de-midias-sociais/

Papel de Parede do PC também é comunicação!

Um recurso valiosíssimo e muito mal utilizado dentro das empresas é o desktop do PC.  Muitos usuários colocam a foto da família, o cachorro, o time de futebol favorito como Papel de Parede.  E porque a empresa não usa esse recurso para divulgar mensagens?

Sem querer tirar a privacidade dos seus funcionários, ou mesmo ser ditador quanto ao uso do Papel de Parede no PC desses funcionários, a TI da sua empresa pode desenvolver softwares que mudem o Papel de Parede simultaneamente em todos os PC da empresa.  Através de scripts de rede, o papel de parede pode mudar em horários pré determinados: assim que o usuário liga o PC pela manha ou depois do almoço, por exemplo.  O aviso pode ficar na tela por uma hora e depois o sistema retorna o papel de parede que o usuário usava.

Caso a política da empresa não permita que seus funcionários coloquem papéis de parede pessoas, ou personalizem o PC, essa tarefa fica mais fácil ainda.  Você pode criar as mais diversas campanhas e avisos, como: informar atualizações na intranet, novo vídeo na TV Web, lançamentos da empresa, etc…

E Web TV na intranet? Pode?

Pode sim senhor! E é outro excelente canal para endomarketing, veicular informação institucional, campanhas, além de discursos de gerentes, diretores, superintendentes, etc.

E a implementação dessa tecnologia também é com custo zero. A empresa vai usar um servidor Linux, com apache para rodar os vídeos.  Para criar os vídeos pode usar o Flash e o Total Vídeo Converter para gerar os arquivos FLV.

A criação dos arquivos e o sistema para exibição é tão simples como descascar banana.  É claro que você vai precisar de um profissional em flash/webdesign.

Mas como eu havia dito, o sistema em si não é nenhum bicho de sete cabeças. E depois é só bolar um email marketing bem bacana, um hotsite simples e mandar para todo mundo.  Não esqueça de medir o tráfego de visitas desse canal.

Já cheguei a fazer alguns sistemas que ficaram bem semelhantes ao You Tube.  Imagine um You Tube institucional!  Você poderá veicular a festa de fim de ano, informativos com base em clipping, boletins da TI sobre Segurança da Informação, Segurança do Trabalho, entrevistas com a equipe de Medicina do Trabalho da empresa sobre má postura frente ao PC. Isso são apenas alguns parcos exemplos de pauta para sua Web TV.

Atualmente o uso da intranet em algumas empresas limita-se a agrupar documentos, exibir os aniversariantes do dia, lista telefônica e às vezes os classificados. Algumas empresas até conseguem ir um pouco além da mesmice ao agregar seus manuais de sistemas internos e manuais para treinamentos.

Com o uso de recursos oriundos da internet está cada vez mais fácil para implementar essas novas funcionalidades. E o melhor de tudo isso: é que em muitas vezes o custo dessa implementação é zero.

Um recurso interessante para a intranet é uma rádio digital ou um podcast.  Com programas semanais. O conteúdo dessa programação varia de acordo com o modelo de negócios da empresa.

Mais uma vez usarei como exemplo a Infraero, empresa onde trabalho.  Como poderíamos usar os recursos multimídia oferecidos pela web aqui na regional do Galeão?  Simples, boletins sobre assuntos que dizem respeito a Regional.  Entrevistas com passageiros e funcionários, orgânicos ou terceirizados, novos projetos sociais. O interessante é fazer tudo isso em podcast e seguir o modelo de informação da Band News FM. Acho a forma como a Band News FM faz seus boletins de informação extremamente dinâmicos e atraentes.

Mas o que é Podcast?

Não vou reinventar a roda, escrevendo linhas e mais linhas e dissertando sobre Podcast. Vou recorrer ao excepcional Wikipédia e traduzir o verbete: Podcast.

Podcasting é uma forma de publicação de programas de áudio, vídeo e/ou fotos pela Internet que permite aos utilizadores acompanhar a sua atualização. A palavra “podcasting” é uma junção de iPod - um aparelho que toca arquivos digitais em MP3/MP4 - e broadcasting (transmissão de rádio ou tevê).
Assim, podcast são arquivos de áudio que podem ser acessados pela internet.
Estes áudios podem ser atualizados automaticamente mediante uma espécie de assinatura. Os arquivos podem ser ouvidos diretamente no navegador ou baixados no computador.
Fonte: Wikipédia - http://pt.wikipedia.org/wiki/Podcast

Então! Entenderam o que é um podcast?  Perceberam o alcance que arquivos de áudio podem ter dentro da sua empresa e na vida profissional e na rede de informação de seus funcionários?  Não?

Pois bem, pense no seguinte: Quantas pessoas que trabalham com você possuem celular com mp3 player? Senão possuem, talvez tenham um mp3 player portátil, desses genéricos que se compra por R$ 70,00 na Casa & Vídeo ou camelôs da vida.  E no carro? Muitos já possuem cd-player automotivos com mp3. Isso sem contar Palms, Pocket Pcs e etc…  Então, todos esses gadgets estão cada vez mais acessíveis e os mais diversos possuem o que é já considerado o mínimo atualmente: reproduzir arquivos mp3.

Isso tudo significa: Portabilidade e Mobilidade. Gerentes, diretores, funcionários, podem levar as informações de sua empresa para onde quiserem.

Como criar um Podcast?

A edição e distribuição desse material são de extrema facilidade, já que existem ferramentas gratuitas tanto para edição quanto para distribuição.

Para edição podemos usar o Audacity.  Inclusive em alguns posts atrás eu explico como editar em um breve tutorial.

Para distribuir o podcast você pode usar uma ferramenta chamada loudblog. O Loundblog é um gerenciador para conteúdo em áudio e vídeo, e o melhor de tudo: é totalmente customizável. Usa plataforma PHP e tem código aberto, ou seja, você pode modificá-lo como achar melhor.