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Abaixo segue o resumo do projeto que apresentei como pôster na 59º Reunião da SBPC.
INTRODUÇÃO:
Quando o tema mídias digitais no jornalismo entra em discussão, o primeiro conceito que surge é a Internet. Desde sua chegada ao Brasil, entre 1995 e 1997, a popularização da Internet a colocou em um patamar de heroína e vilã, simultaneamente. Heroína pela possibilidade de a informação ser distribuída com mais igualdade e velocidade que as mídias impressas, e vilã pelos boatos de que as vendas de impressos iriam diminuir e os jornais tradicionais desapareciam em cerca de dez anos.
A chegada da Internet móvel possibilitou a ampliação da gama de serviços que o jornalismo digital poderia oferecer. Notícias em celulares, palms e notebooks são apenas alguns exemplos. Todo esse avanço tecnológico para a transmissão da noticia gerou uma mudança profunda nos conceitos do jornalismo.
Cada vez mais portais de informação são criados para satisfazer a ânsia que grupos e indivíduos têm de se informar e se manter informados. E o papel do jornalista nessa esfera é de suma importância para a manutenção, agilidade e qualidade dessas informações.
Neste contexto, define-se como objetivos deste estudo desenvolver um veículo (website) capaz de informar um público musical específico, e gerar mobilidade e portabilidade a esta informação, através de arquivos pdf e áudio em mp3 (podcast).
METODOLOGIA:
Todo o conteúdo do site Metal Zone provém de material enviado por gravadoras, assessorias e artistas. A idéia é torná-lo interessante para o usuário que busca informação sobre heavy metal e outros assuntos de interesse paralelo, como literatura, HQs, filmes, eventos e shows, independente de sua faixa etária.
Criou-se uma arquitetura de informação clara e objetiva capaz de fazer com que o usuário acesse a matéria desejada e tenha uma visão ampliada de outras informações, sem poluição visual. O layout do portal possui seções e textos dispostos em blocos para facilitar a visualização na tela e compreensão do conteúdo.
A cor escolhida provém de escalas de cinza, que gera uma identificação com seu público-alvo, além de permitir destaque maior para o conteúdo gráfico como fotos e artes de CDs e livros, entre outros.
Para o desenvolvimento de sua estrutura gráfica foram utilizados Photoshop 7 e Corel Draw 12. Para gerenciar e manipular o conteúdo usou-se a linguagem PHP e banco de dados MySQL. A formatação do conteúdo na tela foi realizada através de CSS adotando os padrões Web sugeridos pela W3C. Foi utilizada a ferramenta opensource chamada LoudBlog para gerenciamento do podcast. Os arquivos mp3 foram editados e gravados com o programa ACID pro 6 e animações foram feitas em Flash 8.
RESULTADOS:
Os dados foram obtidos através de acompanhamentos regulares ao webtrands permitindo realizar estatística de acessos ao site, seções mais visitadas e downloads de arquivos pdf e mp3.
Assim, desde sua criação em 2003, o site passou de 200 visitas diárias para 4.000 visitas/dia, contando os acessos no Brasil e no exterior. Dentre os países que mais visitam o site estão Portugal e países da América Latina como Chile, Argentina e Paraguai.
A possibilidade de salvar as matérias em pdf fez com que o site saísse da internet e acompanhasse os usuários em suas leituras em palm tops, smartphones, pocket PC e mp3 players capazes de ler esses arquivos. O mesmo acontece com as matérias em áudio disponibilizadas em podcast, que são mais acessadas que as escritas.
Isso reflete dois parâmetros na cultura cibernética brasileira: a primeira é que os usuários não satisfeitos em somente ler as matérias em hipertexto ou pdf optam por acompanhá-las em áudio, já que podem no caso de uma resenha de cd entender a crítica e acompanhar a música do artista, além de opinar sobre as matérias. A segunda insere o jornalismo digital nessa modalidade de transmissão e portabilidade de informação.
CONCLUSÕES:
No campo da cultura, surgem diversos sites que abrangem os mais significativos ramos de entretenimento. E em cada um desses websites faz-se necessária a figura do profissional de comunicação para que possa estruturar e também passar a informação de uma forma clara, objetiva e agradável.
Através desse modelo de arquitetura de informação e dos resultados positivos alcançados com o site Metal Zone, é possível aplicar essa estrutura a qualquer área de interesse.
A informação não ficou restrita a uma “mão única”, ou seja, do emissor para o receptor. O círculo da informação se completou ao possibilitar que os usuários do site opinassem em cada uma das matérias, finalizando-o com o feedback e fazendo com que o emissor possa rever os seus conceitos e melhorar a transmissão da informação.
Assim, conclui-se que se deveria disponibilizar ao aluno de jornalismo mais conhecimentos em linguagem de programação, editores de foto e banco de dados, pois como um futuro arquiteto da informação, cargo esse que o fará responsável pela organização e estruturação da informação em meios digitais, essa formação em tecnologia torna-se cada vez mais necessária nos dias atuais.
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A 59º Reunião Anual da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência) começou oficialmente no domingo, dia 8 de julho, com uma reunião das personalidades responsáveis direta ou indiretamente para a realização do evento na cidade de Belém/PA. Entre os convidados estavam a Governadora do Estado do Pará, Ana Júlia Carepa e o Governador do Estado do Amazonas, Eduardo Braga. O Governador fez um curto e inteligente discurso sobre o uso sustentável da Amazônia e saiu em defesa do povo do seu estado. O governador não quer que a Amazônia continue sendo um celeiro de ongs, que só pensam no meio ambiente e esquecem que os seres humanos moradores do estado fazem parte desse meio.
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Estou na cidade de Belém capital do Estado do Pará participando da 59 edição do Congresso da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência). Pretendo publicar aqui algumas notas sobre o evento e fotos, além de publicar o projeto que apresentei em formato de poster no primeiro dia do evento.



