Recebi hoje de amigo aqui do trabalho essa série de fotografias comentadas, que fizeram história e rodaram o mundo.  Muitas das imagens não mudaram a forma de agir e pensar dos governantes, muito menos diminuíram as guerras e suas conseqüências sobre os civis inocentes, mas angustiaram e comoveram muitas pessoas ao redor do globo, que estão até hoje de mãos atadas diante as atrocidades de governos opressores, democratas ou não.

Nem todas as fotos são sobre guerras e catástrofes, mas as poucas que fazem parte desse contexto, são bem angustiantes.

Bem, no e-mail não tinha o nome do autor dos comentários, porém você encontrará o nome do fotógrafo.

Valeu M. Good pelo e-mail.

A imagem de Che

A imagem de Che

A famosa foto de Che Guevara, conhecida formalmente como “Guerrilheiro Heróico”, onde aparece seu rosto com a boina negra olhando ao longe, foi tirada por Alberto Korda em cinco de março de 1960 quando Guevara tinha 31 anos num enterro de vítimas de uma explosão. Somente foi publicada sete anos depois.
O Instituto de Arte de Maryland - EUA denominou-a “A mais famosa fotografia e maior ícone gráfico do mundo do século XX”. É, sem sombra de dúvidas, a imagem mais reproduzida de toda a história expressa um símbolo universal de rebeldia, em todas suas interpretações, (segue sendo um ícone para a juventude não filiada às tendências políticas principais).

A agonia de Omayra

A agonia de Omayra

Omayra Sanchez foi uma menina vítima do vulcão Nevado do Ruiz durante a erupção que arrasou o povoado de Armero, Colômbia em 1985.
Omayra ficou três dias jogada sobre o lodo, água e restos de sua própria casa e presa aos corpos dos próprios pais. Quando os paramédicos de parcos recursos tentaram ajudá-la, comprovaram que era impossível, já que para tirá-la precisavam amputar-lhe as pernas, e a falta de um especialista para tal cirurgia resultaria na morte da menina. Omayra mostrou-se forte até o último momento de sua vida, segundo os paramédicos e jornalistas que a rodeavam.
Durante os três dias,  manteve-se pensando somente em voltar ao colégio e a seus exames e a  convivência com seus amigos.
O fotógrafo Frank Fournier, fez uma foto de Omayra que deu a volta ao mundo e originou uma controvérsia a respeito da indiferença do Governo Colombiano com respeito às vítimas de catástrofes. A fotografia foi publicada meses após o falecimento da garota.
Muitos vêem nesta imagem de 1985 o começo do que hoje chamamos Globalização, pois sua agonia foi vivenciada em tempo real pelas câmaras de televisão de todo o mundo.

A menina do Vietnã

A menina do Vietnã

 Em oito de junho de 1972, um avião norte-americano bombardeou a população de Trang Bang com napalm. Ali se encontrava Kim Phuc e sua família. Com sua roupa em chamas, a menina de nove anos corria em meio ao povo desesperado e no momento, que suas roupas tinham sido consumidas, o fotógrafo Nic Ut registrou a famosa imagem. Depois, Nic levou-a para um hospital onde ela permaneceu por durante 14 meses sendo submetida a 17 operações de enxerto de pele.
Qualquer um que vê essa fotografia, mesmo que menos sensível, poderá ver a profundidade do sofrimento, a desesperança, a dor humana na guerra, especialmente para as crianças.
Hoje em dia Pham Thi Kim Phuc está casada, com dois filhos e reside no Canadá onde preside a “Fundação Kim Phuc”, dedicada a ajudar as crianças vítimas da guerra e é embaixadora da UNESCO.

Execução em Saigon

 Execução em Saigon

“O coronel assassinou o preso; mas e eu… assassinei o coronel com minha câmara? - Palavras de Eddie Adams, fotógrafo de guerra, autor desta foto que mostra o assassinato, em um de fevereiro de 1968, por parte do chefe de polícia de Saigon, a sangue frio, de um guerrilheiro do Vietcong.
Adams, correspondente em 13 guerras, obteve por esta fotografia um prêmio Pulitzer; mas ficou tão emocionalmente tocado com ela que se converteu em fotógrafo paisagístico.

A menina Afegã

 A menina Afegã

Sharbat Gula foi fotografada quando tinha 12 anos pelo fotógrafo Steve McCurry, em junho de 1984. Foi no acampamento de refugiados Nasir Bagh do Paquistão durante a guerra contra a invasão soviética.
Sua foto foi publicada na capa da National Geographic em junho de 1985 e, devido a seu expressivo rosto de olhos verdes, a capa converteu-se numa das mais famosas da revista e do mundo. No entanto, naquele tempo ninguém sabia o nome da  garota. O mesmo homem que a fotografou realizou uma busca à jovem que durou exatos 17 anos. Em janeiro de 2002, encontrou a menina, já uma mulher de 30 anos e pôde saber seu nome.

Ela regressou ao Afeganistão em 1992.

Sharbat Gula vive numa aldeia remota do Afeganistão, é uma mulher tradicional pastún, casada e mãe de três filhos.

O beijo do Hotel de Ville

O beijo do Hotel de Ville

Esta bela foto, que data de 1950, é considerada como a mais vendida da história. Isto devido à intrigante história com a que foi descrita durante muitos anos: segundo contava-se, esta foto foi tirada fortuitamente por Robert Doisneau enquanto encontrava-se sentado tomando um café. O fotógrafo acionava regularmente sua câmara entre as pessoas que passavam e captou esta imagem de amantes beijando-se com paixão enquanto caminhavam no meio da multidão.
Esta foi a história que se conheceu durante muitos anos até 1992, quando dois impostores se fizeram passar pelo casal protagonista desta foto. No entanto o Sr. Doisneau, indignado pela falsa declaração, revelaria a história original declarando assim aquela lenda: a fotografia  não tinha sido tirada a esmo, tratava-se de dois transeuntes que pediu que posassem para sua lente, lhes enviando uma cópia da foto como agradecimento.
55 anos depois Françoise Bornet (a mulher do beijo) reclamou os direitos de imagem das cópias desta foto e recebeu 200 mil dólares.

O beijo da Time Square

O beijo da Time Square

O Beijo de despedida a Guerra foi feita por Victor Jorgensen na Times Square em 14 de Agosto de 1945, onde um soldado da marinha norte-americana beija apaixonadamente uma enfermeira. O que é fora do comum para aquela época é que os dois personagens não eram um casal, eram perfeitos estranhos que haviam acabado de encontrar-se.
A fotografia, grande ícone, é considerada uma analogia da excitação e paixão que significa regressar à casa depois de passar uma longa temporada fora, como também a alegria experimentada ao término de uma guerra.

O homem do tanque de Tiananmen

O homem do tanque de Tiananmen

Também conhecido como o “Rebelde Desconhecido”, esta foi a alcunha que foi atribuída a um jovem anônimo que se tornou internacionalmente famoso ao ser gravado e fotografado em pé em frente a uma linha de vários tanques durante a revolta da Praça de Tiananmen de 1989 na República Popular Chinesa.
A foto foi tirada por Jeff Widener, e na mesma noite foi capa de centenas de jornais, noticiários e revistas de todo mundo. O jovem estudante (certamente morto horas depois) interpôs se a duas linhas de tanques que tentavam avançar. No ocidente as imagens do rebelde foram apresentadas como um símbolo do movimento democrático Chinês: um jovem arriscando a vida para opor-se a um esquadrão militar.
Na China, a imagem foi usada pelo governo como símbolo do cuidado dos soldados do Exército Popular de Libertação para proteger o povo chinês: apesar das ordens de avançar, o condutor do tanque recusou fazê-lo se isso implicava causar algum dano a um cidadão!!!

Protesto silencioso

Protesto silencioso

Thich Quang Duc, nascido em 1897, foi um monge budista vietnamita que se sacrificou até a morte numa rua movimentada de Saigon em 11 de junho de 1963. Seu ato foi repetido por outros monges. Enquanto seu corpo ardia sob as chamas, o monge manteve-se completamente imóvel. Não gritou, nem sequer fez um pequeno ruído.
Thich Quang Duc protestava contra a maneira que a sociedade oprimia a religião Budista em seu país. Após sua morte, seu corpo foi cremado conforme à tradição budista. Durante a cremação seu coração manteve-se intacto, pelo que foi considerado como quase santo e seu coração foi transladado aos cuidados do Banco de Reserva do Vietnã como relíquia.

Espreitando a morte

Espreitando a morte

Em 1994, o fotógrafo Sudanês Kevin Carter ganhou o prêmio Pulitzer de foto jornalismo com uma fotografia tomada na região de Ayod (uma pequena aldeia em Suam), que percorreu o mundo inteiro.
A figura esquelética de uma pequena menina, totalmente desnutrida, recostando-se sobre a terra, esgotada pela fome, e a ponto de morrer, enquanto num segundo plano, a figura negra expectante de um abutre se encontra espreitando e esperando o momento preciso da morte da garota.
Quatro meses depois, abrumado pela culpa e conduzido por uma forte dependência às drogas, Kevin Carter suicidou-se.

The Falling Man

The Falling Man

The Falling Man é o título de uma fotografia tirada por Richard Drew durante os atentados do 11 de setembro de 2001 contra as torres gêmeas do WTC. Na imagem pode-se ver um homem atirando-se de uma das torres.
A publicação do documento pouco depois dos atentados irritou a certos setores da opinião pública norte-americana. Ato seguido, a maioria dos meios de comunicação se auto-censurou, preferindo mostrar unicamente fotografias de atos de heroísmo e sacrifício.

Triunfo dos Aliados

Triunfo dos Aliados

Esta fotografia do triunfo dos aliados na segunda guerra, onde um soldado Russo agita a bandeira soviética no alto de um prédio, demorou a ser publicada, pois as autoridades Russas quiseram modificá-la.
A bandeira era na verdade uma toalha de mesa vermelha e o soldado aparecia com dois relógios no pulso, possivelmente produto de saque.
Sendo assim, foi modificada para que não ficase feio para os soviéticos.

Protegendo a cria

Protegendo a cria

Uma mãe cruza o rio com os filhos durante a guerra do Vietnã em 1965 fugindo da chuva de bombas americanas.

Necessidade

 Necessidade

Soldados e aldeãos cavam sepulturas para as vítimas de um grande terremoto acontecido em 2002 no Irã enquanto um menino segura as calças do pai antes dele ser enterrado.

A pirataria de produtos fonográficos (fitas, discos de vinil e cds) sempre existiram, mas com o crescimento tecnológico os meios de se duplicar a informação contida em cds facilitou e expandiu em mais de 100% a produção de material pirata em todo o mundo. A industria fonográfica é composta de artistas, gravadoras, selos, compositores, produtores musicais, executivos.
Até mesmo antes da popularização do cd já existia o comercio de fitas cassetes oriundas da gravação de seus originais em LP. Não era difícil encontrar os últimos lançamentos dos mais diversos artistas. Mas mesmo com esse comércio o mercado das grandes gravadoras não era nem se quer arranhado. Só que com o surgimento do Cd e logo em seguida a criação de tecnologia capaz de criar até 30 cds a partir de um original por hora, começou a chamar atenção das grandes gravadoras e de artistas para o preocupante mercado da pirataria.
E para piorar ainda mais a situação, surgiu em 1995 o formato para compactação de áudio digital chamado mp3. O que para muitas pessoas pareceu ser uma revolução dentro da música em pouco tempo com a popularização da Internet e a chegada de programas que compartilham arquivos entre milhares de usuários (os famosos P2P – como Napster, Soulseek e Kazaa) o MP3 tornou-se uma febre e em poucos anos começou a mexer no bolso das gravadoras que nada puderam fazer em relação a isso. Se não bastasse somente o compartilhamento de arquivos, industrias do ramo de produtos eletrônicos investiram em aparelhos que puderam reproduzir mp3 gravados em cds e em mp3 players. O mais famoso dos mp3 players é o Ipod desenvolvido pela empresa americana Apple. O Ipod pode armazenar até 60 gigas de mp3.

O Brasil no contexto do mercado fonográfico
No Brasil o mercado fonográfico existe há cerca de 100 anos. O mercado brasileiro passou por todas as transformações tecnológicas que surgiram, o LP, a fita cassete, cd, dvd e a Internet.
A ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos) é o órgão responsável pela emissão de certificados que comprovam a venda de discos no país. Para termos uma idéia da dimensão das vendas de produtos piratas no Brasil, podemos levar em consideração as premiações realizadas pela ABPD.
Para que um artista possa ganhar um disco de Diamante era necessário vender 1 milhão de cds, isso até o início de 2004. Agora esse valor caiu para a metade, isso se aplica à premiação de discos de Ouro e Prata também. Um reflexo claro do efeito da pirataria no país.

Um negócio chamada Pirataria

Desde 1994 após a mudança do plano econômico para o Real, o país conseguiu estabilizar sua economia e elevar seus padrões de vida e sociais. No campo da música o país subiu três posições no ranking do business da música em 1997 (IFPI 2000 apud VICENTE, 2001, p. 298), mas desde 1999 ocupa o terceiro lugar no ranking mundial da pirataria, perdendo apenas para Rússia e China (abpd.com.br).
O país não tem leis fortes e completas para conter a pirataria. Em um trecho de uma matéria do site Consultor Jurídico frisa muito bem isso.
Segundo o superintendente da 7ª Região Fiscal da Receita Federal, César Augusto Barbiero, a troca de arquivos pela Internet no Brasil tem um agravante legal para o problema da pirataria, que o torna quase sem solução. “O dispositivo inserido à Constituição (artigo 5º, inciso XII), que garante direito à privacidade e sigilo nas comunicações, impede a investigação. A lei brasileira garantiu um direito absoluto de privacidade, que não pode ser quebrado nem por ordem judicial. Como atacar isso? Poderíamos tentar interceptar mensagens, mas seria um abuso de poder e uma prova judicial ilegal – portanto, inválida”, comentou.
De acordo com Barbiero, foram apreendidas 91,5 milhões de toneladas de produtos pitaras decorrentes de importação no último ano. O valor dessas mercadorias foi avaliado em cerca de R$ 47,24 bilhões. Já com destino à exportação teriam sido apreendidos 295,1 milhões, no valor de R$ 60,36 bilhões. Em entorpecentes, a apreensão foi de 1.650 kg de cocaína, 1.963 kg de maconha, 1.308 frascos de lança-perfume, 45 mil ampolas e 10 mil comprimidos anabolizantes. Ao todo foram 392 milhões de apreensões — entre as principais estão eletrônicos, cigarros, bebidas, vestuário e CDs –, com 69 prisões relacionadas ao tráfico de drogas e nenhuma prisão relacionada ao crime de Propriedade Industrial. Foram 6,5 mil denúncias para crime relacionado ao comércio exterior e 26 mil processos instaurados.
O portal de musica Metal Zone (www.metalzone.com.br) fez algumas pesquisas entre seus usuários. Nos gráficos a seguir você acompanhará o perfil dos usuários em relação à pirataria, mp3 e cds originais.

Em relação ao comércio de cds, qual a sua posição?

Você acha justo o valor cobrado por um cd original?

Se o valor do cd original caísse pela metade, você passaria a comprar cds originais?
Tem solução?

O crescimento da pirataria e o seu fortalecimento em mercados emergentes como o do Brasil e no restante do mundo fez com que as gravadoras repensassem seu modo de agir e mudassem suas estratégias de marketing. As gravadoras perceberam que a figura mais importante desse negócio são os consumidores e não elas próprias.
Assim é necessário que gravadoras busquem novas soluções de comercialização de seus produtos e entendam que em um mercado como os de hoje, vender 1 milhão de cds já não é possível, então que se estudem novas formas de atrair o consumidor ao produto original.

Fontes de referências:
www.abpd.com.br
www.conjur.com.br
www.justica.gov.br

Introdução
Assim como no século XV a revolução industrial mudou o cenário agrário europeu com industrias e máquinas, êxodo rural e grandes aglomerados urbanos crescendo desordenadamente, agora no final do século XX vemos uma explosão tecnológica que afetou o mundo inteiro de forma bem mais rápida.  Só que a revolução industrial modificou a vida das pessoas e seu modo de realizar tarefas, alimentação, moradia entre outros aspectos.  Já a revolução tecnológica vem transformando o caráter da sociedade, aumentando em até dez vezes o consumismo da população por brinquedos eletrônicos como celulares e câmeras digitais, distanciando pessoas, além de usarem a tecnologia oferecida por comunidades virtuais, mensagens de celulares para incitar a violência, pedofilia e encontros organizados por grupos sejam eles torcedores, punks, skinheads e operários como veremos mais adiante.

Quando falamos de tecnologia é comum nos limitarmos ao crescimento da internet e os equipamentos eletrônicos para diversão, mas esse mundo tecnológico não é dimensionável já que se pode aplicar tecnologia em medicina e saúde, esportes, combate ao crime e os próprios criminosos  se beneficiam dela como vimos recentemente em São Paulo onde os ataques à cidade foram planejados de dentro dos presídios com o uso de celulares.

A internet é o mais comum e acessível desses campos tecnológicos.  Agregada a ela veio a melhoria e maior acessibilidade aos computadores domésticos, a fotografia digital, aparelhos de DVD, mp3 player como os Ipods, computadores de mão como palms entre outros serviços e hardware.  Já se tornou cultural esperarmos cada vez mais ansiosos por um novo produto com capacidades mais avançadas que seu modelo anterior.

Tida como nova tecnologia, a internet e os produtos ligados a ela produzem conteúdo que por muitas das vezes ou é totalmente descartável, infringe leis ou vai de encontro a moral e os bons costumes da sociedade tradicional.  Podemos usar como exemplo o Camboja, um país asiático próximo ao Vietanam, Laos e a Tailândia.  O governo desse país proibiu a chegada dos celulares de terceira geração após o primeiro ministro e seus familiares temerem receber conteúdo pornográfico em seus aparelhos.  A terceira geração de celulares permite acesso a conteúdo multimídia através de banda larga.  Esse caso é apenas um pequeno exemplo dos inconvenientes que as novas tecnologias trazem junto com seus benefícios e entretenimento.

Atualmente a tecnologia esta ligada diretamente ao entretenimento, ou seja, a diversão em geral.  Pode ser apenas navegando na internet, baixando musica, filmes e programas (através de programas P2P), participando de comunidades virtuais (orkut, MySpace, Gazaag), publicando conteúdo (blogs), publicando conteúdo multimídia (podcasts, fotoblog e videoblogs), listas de discussão por email, comunicadores instantâneos (MSN, YahooMessenger, Skype, Google Talk) entre outras centenas de possibilidades que a internet oferece.
Nem sempre toda essa tecnologia é usada para fins pacíficos. Em São Paulo é comum torcidas organizadas marcarem seus confrontos através do Orkut.  Esse fato foi constatado através da própria polícia em investigações sobre a morte de um torcedor do time Palmeiras, assassinado por um rival corintiano.

Ainda que todo esse mundo tecnológico pareça ser um cenário distante para as camadas mais pobres da sociedade, podemos constatar através de algumas comunidades do Orkut que esse é um cenário que vem mudando.  São centenas as comunidades virtuais formadas por moradores de favelas.  Nessas comunidades, os moradores expõem sua vida no morro, necessidades e alegrias, marcam encontros.

Neste artigo focaremos as Novas Tecnologias que necessitam da internet como background para funcionar.  Como é o caso do Ipod, um produto da gigante Apple que domina o mercado de tocadores de mp3 e o que esses avanços estão mudando no cotidiano de cada um de nós.

Clique na figura e veja o esquemático das tecnologias que podem usar a internet para produzir e divulgar conteúdo.

Esquemático Tecnologias Dependentes da Internet

A Internet e a Sociedade Brasileira
Somos atualmente no Brasil 14,1 milhões de usuários de internet que ficam mais de 19 horas conectados.  Esses dados do Ibope/NetRatings mostram que ainda estamos longe de popularizar esse serviço, mas mesmo assim a internet no Brasil produz marcas cada vez mais profundas em nossa sociedade.

Com a falsa ilusão de um território sem leis, jovens, empresas, profissionais (jornalistas, publicitários, designers, etc…) buscam na internet as mais inusitadas formas para resolver seus problemas pessoais, melhorar seu trabalho e vendas.

Atualmente boa parte da imprensa vasculha sites e comunidades virtuais, como no caso do Orkut (www.orkut.com) para alimentar suas pautas.  É muito comum ouvirmos em programas de rádio e TV noticias e até mesmo pequenas notas sem ao menos sabermos de onde vem à informação, já que os veículos buscam essas notas de tantos sites que acabam se enrolando.  Esse tipo de conduta jamais aconteceria em um jornal ou revista já que poderia ser processado e ter que se retratar.  Além da questão de conteúdo é muito comum recebermos muitos textos normalmente atribuídos ao Luiz Fernando Veríssimo por email.  O colunista da Folha de São Paulo Carlos Heitor Cony comentou justamente isso em uma das suas crônicas na Folha Online: “Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos ou deformados que circulam por aí e que não podem ser desmentidos ou esclarecidos caso por caso”.


O Direito na era Digital

Sem leis claras e objetivas a internet gera crimes e situações nunca antes pensados pelo poder jurídico não só no Brasil como em todo o mundo.  O que o Direito esta aplicando no caso da Internet são as leis já existentes, mas com uma interpretação atual, como é o caso da Lei de Direitos Autorais.  O que se tem de conhecimento dessa lei surgiu na Inglaterra em 1709 e chegou ao Brasil em 1827.

Há pouco mais de cinco anos atrás as máquinas copiadoras eram os temores dos autores, mas a cópia e distribuição ilegal desse material pela rede multiplicou por um número infinito esse temor e saiu do controle querer dominar o monstro já criado.  Segundo a Dra. Patrícia Peck, advogada e especialista em Direito Digital a lei de Direitos Autorais, de número 9610/98, é muito ampla e aborda claramente os temas sobre infrações, além de dar suporte a qualquer mídia atual, ou que venha a ser inventada. Mas, para se proteger, ou pelo menos reduzir os abusos, existem algumas medidas que o autor deve tomar. A primeira delas é demonstrar a prova da autoria. Para isso, é necessário que o site seja registrado na Biblioteca Nacional ou no INPI. Segundo Patrícia, para isso, o autor gastará entre R$ 20 e R$ 40,00. “Este registro evita que alguém utilize o conteúdo de seu site e alegue que não sabia quem era o autor ou que ele era protegido”, alerta. Depois, é muito importante que o autor se preocupe com a arquitetura legal do seu site e mantenha avisos claros que é vetada a cópia e que o conteúdo é protegido. “A melhor maneira de combater a cópia ilegal é se prevenir. E esta informação deve ser clara e objetiva”.
Porém os problemas com direitos autorais literários são apenas uma parte muito pequena do quebra-cabeça que a internet se tornou para pais, educadores e autoridades.

Dona Candinha no PC
Na era de ouro do rádio nacional nos idos da década de 50 foi criada a Revista do Rádio para que os ouvintes pudessem visualizar os personagens das radio novelas e dos programas.  Umas das colunas “Mexericos da Candinha” contava fofocas das celebridades da época e assim Candinha acabou virando sinônimo de fofoqueira.  Atualmente a fofoca e o ato de cuidar da vida alheia invadiu a Internet e cada vez mais pessoas caem no conto do vigário, devido à curiosidade.

Nas comunidades de relacionamento é muito comum pessoas “vigiarem” umas as outras.  Vou me reter aqui na mais popular das comunidades o Orkut, aonde a predominância de usuários são justamente do Brasil, isso porque o brasileiro tem como de costume ser uma pessoa comunicativa.  A nova onda do orkut são os “fakes” perfis falsos que os usuários adotam para que possam de forma anônima saber o que as outras pessoas estão fazendo e falando, seja amigo (a), namorada (o), ex ou um desafeto qualquer, isso aconteceu depois que o sistema do orkut passou a identificar seus visitantes.   Mas o problema ainda consegue ser maior, pessoas inescrupulosas clonam perfils e adicionam material pejorativo como fotos pornográficas e saem adicionando os mesmo amigos do perfil original, depois enviam mensagens (scraps) com conteúdo obsceno criando uma rede de intrigas.  Até que todo esse mal entendido seja resolvido é possível que muita gente tenha sofrido com isso.

Outro fato que levam usuários da Internet a cair em armadilhas são os vírus enviados por e-mail para roubar senhas e dados confidenciais do usuário.  No assunto do e-mail o hacker comumente coloca algum texto relacionado à fofoca os mais comuns são: “Cicarele faz barraco em festa”, “Ex mulheres de Ronaldo fazem barraco” entre outros. E a maioria desses e-mails são relacionados ao site de fofoca “O Fuxico”.  A curiosidade pela vida alheia é tanta que é comum conhecer pessoas que caíram nesse truque.  Ou muito além outras pessoas que tem problemas em suas contas bancárias por terem abertos esses e-mails e em seguida suas senhas roubadas.

Infância ameaçada
A palavra pedofilia entrou há pouco mais de cinco anos no vocabulário do brasileiro.  O abuso sexual cometido por adultos a crianças é antigo, mas ganhou notoriedade e mais adeptos com a facilidade ao acesso à criação de conteúdo digital através de fotografias e filmes.  Os equipamentos baratearam e a velocidade de transmissão desse conteúdo criou uma rede enorme que é combatida no mundo todo tanto quanto o narcotráfico.  A disseminação desse material tem um campo fértil e difícil de ser controlado com o uso do orkut, site de hospedagem gratuitos, locais para armazenamento virtual de arquivos como o site Rapid Share (www.rapidshare.com) e Mega Upload (megaupload.com).

Autoridades internacionais tentam a todo custo destruir e prender pedófilos, mas o número parece cada vez maior até o Google, empresa responsável pelo Orkut já sinalizou dar total apoio à justiça brasileira entregando informações sobre os usuários que utilizam sua rede para criar e distribuir material ligado a pedofilia, racismo, xenofobia entre outros crimes de intolerância e desrespeito aos direitos humanos.

Industria Fonográfica versus MP3
Quando a banda de heavy metal Metallica entrou na justiça contra o até então maior programa de compartilhamento de arquivos, o Napster muita gente achava uma atitude ridícula e mesquinha da banda, já que as músicas em formato mp3 compartilhada através de programas que ligam os usuários ponto a ponto, os famosos P2P eram apenas uma forma de protesto contra os altos preços dos cds.

Mas na outra ponta existem milhares de artistas que perdem com a pirataria de sua obra por esses programas P2P.  Com a chegada da Internet ADSL ao Brasil no início do ano 2000 esses programas se popularizaram em nosso país.  Muitos deles permitem o compartilhamento de filmes, programas, imagens e jogos.  Essa forma doméstica de pirataria gera milhões de dólares de prejuízo aos fabricantes.  A pirataria de cds no Brasil chegou a tal ponto que fez gravadoras fechar as portas como o caso da Abril Music e BMG, deixando a deriva centenas de artistas.

A principal pergunta em questão é: - Até que ponto é correto baixar uma música sem pagar por ela?

Vendo que é quase impossível lutar contra esses programas P2P, muitas gravadoras oferecem musicas gratuitas para baixar, só que com baixa qualidade para que possam incentivar o consumidor a comprar o cd do artista.  Só que no Brasil esse mercado de venda de musicas online é tímido, onde só existe uma empresa a IMusic do grupo Abril.

Além da Internet não é difícil encontrarmos em qualquer centro de uma grande capital barraquinhas vendendo filmes e cds que nem ainda foram lançados.  Só que os governos de países como o Brasil, Rússia e China (que são justamente os que encabeçam a lista de países consumidores de produtos piratas) ainda tentam de forma tímida lutar contra esse novo mal da sociedade moderna.  Só que agem da forma errada atingindo o vendedor, camelô que batalha a duras penas em ruas e avenidas de grandes centros.  É necessário buscar a fonte geradora desse material, a pessoa que paga o carregamento dos containers nos portos.

Quanto mais tecnologia, mais pirataria.
Parece uma bola de neve montanha a baixo que cresce à medida que desce.  Senão bastasse que inventassem os aparelhos domésticos para reprodução de mp3, depois vieram os players portáteis como o Ipod da Apple entre outros, as marcas são das mais diversas e a capacidade de armazenamento também, tem armazenamento para todos os gostos e bolsos, o maior até o momento é o Ipod 60 gigas que além de armazenar músicas pode armazenar vídeos.  Outros problemas que a indústria de entretenimento enfrentam são com os gravadores de DVD doméstico, esses aparelhos são capazes de gravar a programação de séries e depois o usuário pode simplesmente distribuir esse material pela rede.

Outro temor desse mercado é com o aumento da velocidade da banda larga.  Atualmente no Brasil já temos conexões que chegam a 8 megas por segundo, mas em países como Hong Kong a conexão já alcança 1 gigabit o que daria para baixar toda a obra dos Beatles em míseros 14 segundos ou 1 DVD em 30 segundos, vale ressaltar que cada DVD tem em média 4,7 gigas.  Outros testes com fibra-ótica chegaram a descomunal velocidade de 2,5 terabits o que daria para baixar cinco mil dvds por minuto.

Esses números e seus exemplos práticos são assustadores para quem vive do mercado cinematográfico, já que é cada vez mais difícil controlar e punir a venda e a distribuição desse material digital pela rede.

A conceituada revista Super Interessante usou o exemplo de baixar dvds para que o seu leitor possa ter idéia da velocidade do que vem por ai em termos de Internet, mas analisando de forma imparcial, baixar propriedade intelectual e protegida por direitos autorais é tão comum que faz com que a revista adote esse procedimento ilegal como padrão para exemplificar a velocidade da Internet.

Conclusão

Sem dúvida que o exemplo dado pela Revista Super Interessante não foi usado para incentivar seus leitores a baixar nada de forma ilegal, mas mostra que as novas tecnologias mudaram os conceitos de certo e errado não só da população, mas até de profissionais de diversas áreas.  Atualmente o que está em voga é que não há mal algum em baixar ou consumir produtos eletrônicos piratas já que o original está muito caro, mas a baixa venda dos produtos originais causarão demissões dos programadores que criam os jogos, designers que criam as embalagens, vendedores, faxineiros das empresas que vendem e/ou produzem os jogos ou programas desktops, e assim por diante.  Além da pirataria, a crescente corrida por mais tecnologia cria grupos de pessoas que passam, por exemplo, a fotografar suas relações sexuais e depois querendo ou com a invasão de um hacker ter suas intimidades expostas na Internet.  Parece que vivemos em um mundo onde a ética e a moral vivem a mercê do oportunismo, ou seja, se eu tiver a oportunidade de fazer algo que não me trará grandes conseqüências diretamente, porque não fazer?

Bibliografia

Folha Online
Informática - http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20083.shtml

Ibope/NetRatings

Folha Online
Pensata  - Carlos Heitor Cony
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult505u246.shtml

Senac São Paulo - www.ead.sp.senac.br

Mundo Cultural
http://www.mundocultural.com.br/artigos/Colunista.asp?artigo=613

Estadão
http://www.estadao.com.br/tecnologia/internet/noticias/2006/mar/10/351.htm

Super Interessante
http://super.abril.uol.com.br/super/superrespostas/conteudo_133299.shtml

Folha Online – Esporte
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2110200513.htm