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Apesar do título um tanto imperativo, não quero de forma alguma chamar a atenção de meu ídolo maior, salve-salve LENINE! É que como fã assíduo de seu trabalho, suas letras, musicalidade e sua postura como artista e pessoa (puxei o saco legal agora) fiquei confuso com duas letras em sua discografia.
Ouvindo e me deleitando com a sonoridade e a poesia de seu mais recente trabalho de estúdio Labiata (2008) me chamou atenção o seguinte trecho da música Ciranda Praieira, nona faixa do cd:
Entrei na roda da sorte
Brinquei de roda com ela
A moça é de casa forte
Eu sou de casa amarela
Só que em uma das minhas músicas favoritas de Lenine “Leão do Norte” presente no álbum “Olho de Peixe”, lançado originalmente em 1992, Lenine canta o seguinte:
Eu sou mameluco, sou de Casa Forte
Sou de Pernambuco, sou o Leão do Norte
Então fica minha dúvida, afinal Lenine é de onde? Foi só uma jogada poética? Ambas as letras foram escritas por Lenine em parceria com Paulo César Pinheiro, então fiquei com essa dúvida por algumas semanas.
Alguém saberia me responder?
É só curiosidade de fã, oras… (risos)
Sobre os Bairros Casa Amarela e Casa Forte.
Casa Amarela é um bairro da Cidade do Recife. Localiza-se na região norte. É um dos mais populosos da cidade, famoso pela seu Mercado Popular (Mercado de Casa Amarela), feira-livre e intenso comércio.
A povoação do bairro apareceu ao redor do Arraial Velho do Bom Jesus, depois das invasões holandesas. O nome é bem antigo, assim como a história do nome. Antigamente no bairro existia o final de uma das linhas de bonde do Recife, e acabava exatamente em um sítio, que tinha uma casa, de propriedade do português Joaquim dos Santos Oliveira, que para ali se mudara a conselho médico, para tratamento da tuberculose que o acometera.
Curando-se da doença, o proprietário mandou pintar a casa de ocre, e assim foi ficando conhecido o final da linha do bonde, Casa Amarela, surgindo, dessa forma, o nome do bairro.
Já foi considerado o bairro mais populoso do Recife, desmembrado da Freguesia do Poço da Panela. Dele faziam parte os hoje bairros do Morro da Conceição, Vasco da Gama, Nova Descoberta, Tamarineira, Macaxeira, Mangabeira e Alto José do Pinho. A reestruturação político-administrativa da cidade, cumprindo a lei municipal 14452, de 1988, desmembrou o bairro original, deixando-o apenas com o território atual, que compõe seu centro histórico e comercial. O bairro perdeu toda sua área de morros, exceto o Alto Santa Isabel.
(FONTE: Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_Amarela_(bairro_do_Recife)
CASA FORTE
O engenho Casa Forte, origem do atual bairro, foi criado em meados do século XVI, por Diogo Gonçalves, em parte das terras que lhe foram doadas pelo donatário da Capitania de Pernambuco, Duarte Coelho.
Teve vários proprietários sendo chamado sucessivamente de Jerônimo Gonçalves, Isabel Gonçalves, Dona Anna Paes, Tourlon, Nassau, de With e, a partir de 1645, Casa Forte.
O engenho era movido a animais e ficava situado na margem esquerda do rio Capibaribe, no local depois chamado de Santana, onde era depositado o açúcar fabricado e depois transportado pelo rio para o mercado do Recife.
As casas do engenho com sua capela contígua, sob a invocação de Nossa Senhora das Necessidades, ficavam numa grande praça vulgarmente chamada Campina de Casa Forte, hoje Praça de Casa Forte.
Foi nesse local que no dia 17 de agosto de 1645 travou-se o episódio conhecido como a Batalha de Casa Forte, para libertar algumas ilustres senhoras pernambucanas encarceradas pelos holandeses na casa-grande do engenho de Dona Anna Paes. Para lembrar o feito foi afixada uma placa com a seguinte inscrição:
Neste local, denominado outrora engenho de Anna Paes, a 17 de agosto de 1645, o exército pernambucano dirigido por VIEIRA [João Fernandes Vieira], VIDAL [André Vidal de Negreiros], DIAS [Henrique Dias] e CAMARÃO [Antônio Filipe Camarão] combateu uma coluna holandesa que havia aprisionado matronas pernambucanas e se fortalecido na casa de morada à direita da Igreja, resultando victoria para os libertadores com o aprisionamento completo dos inimigos. Memória do Inst. Arch. e Geogr. Pernambucano, em 1918.
Essa casa-grande passou a ser conhecida como Casa Forte, nome que foi estendido para toda a propriedade, para a povoação e depois ao bairro.
Sua principal artéria, a Avenida 17 de Agosto, é uma homenagem ao dia dessa vitória dos pernambucanos sobre os holandeses.
Em meados de 1810, o engenho foi comprado pelo padre José Inácio Ribeiro de Abreu e Lima, que ficou conhecido como o padre Roma, uma das figuras da revolução republicana de 1817. O novo proprietário demoliu a velha casa-grande, construindo no mesmo local uma outra vivenda, mas que depois também ficou abandonada.
Em 1907, o imóvel foi adquirido pelas irmãs francesas da Congregação da Sagrada Família que, após uma grande reforma, ali instalaram um colégio para moças em 1911.
A antiga capela do engenho, construída em 1672, também ficou em ruínas, a ponto de ter suas imagens depositadas na matriz de Nossa Senhora da Saúde, do Poço da Panela, de 1865 até 1909, quando foi feita a restauração daquela igreja.
Em outubro de 1911, depois de reconstruído, o templo foi sagrado como Igreja-Matriz da paróquia de Casa Forte, sob a invocação do Sagrado Coração de Jesus.
Em frente à igreja fica a Praça de Casa Forte, cujo projeto paisagístico é do arquiteto Burle Marx e onde podem ser encontradas várias espécies de plantas tropicais, inclusive algumas da Amazônia, como a vitória-régia.
Anualmente, no mês de novembro, a paróquia de Casa Forte realiza na área da Praça a Festa da Vitória Régia, muito conhecida e freqüentada pelos moradores do bairro e pelos recifenses em geral.
Casa Forte é um dos bairros mais arborizados do Recife. Ainda conserva alguns antigos casarões, como o prédio “velho” (ex-Hospital Magiot), na Av. 17 de Agosto, 2187, que perteceu a Francisco Ribeiro Pinto Guimarães e onde funciona hoje a sede da Fundação Joaquim Nabuco e alguns dos seus órgãos como o Museu do Homem do Nordeste e o Laboratório de Pesquisa, Conservação e Restauração de Documentos e Obras de Arte (Laborarte).
(FONTE: Fundação Joaquim Nabuco - http://www.fundaj.gov.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=16&pageCode=300&textCode=900&date=currentDate)
MAPA



Ele é do Recife.
Sempre que vou ao Recife eu ouço a música dele em todos os lugares e quando não estou lá ouço a música dele e me sinto no Recife. Só que não existe um Recife, existem muitos, e ele interepreta esses vários personagens na música dele. Então ele é de Casa Forte E de Casa Amarela, é de Boa Viagem, do Pina, do Recife Antigo, de Boa Vista e por aí vai.
bj!
ps. Volteeei Recife. Foi a saudade que me trouxe pelo braçooo. hehehe
Olá Felipe Acredite se quiser… estava com a mesma duvida… tanto que achei sua pagina numa pesquisa que estava fazendo pra tentar ntender as letras do Lenine… =]… Mas de boa, non importa qual das “casas”… o que importa é q as musicas são perfeitas… ótima semana