Stephen King – Novembro de 63

Stephen King - Novembro de 63É inacreditável como Stephen King consegue fazer uma viagem no tempo que não usa nenhum aparato tecnológico e ainda assim parecer fantástica. As paginas me prenderam e o enredo é cheio de ação o tempo todo.

A singular viagem no tempo contada pelo autor começa no interior dos EUA quando um professor em 2011 decide ajudar um amigo com câncer a realizar uma difícil missão: impedir o assassinato de John Kennedy, um dos mais expressivos presidentes da história americana.

Como em todas as obras de Stephen King, o tema central é apenas o pano de fundo. Sendo assim a viagem no tempo fica até em segundo plano, já que alimenta um enredo cheio de tramas, experiências de vida e nostalgia.

Talvez Stephen King tenha se inspirado em Alice no País das Maravilhas, já que utiliza-se de uma passagem para voltar no tempo. E acessar um mundo, que para ele era novo e cheio de maravilhas. Quando o professor atravessa essa passagem e chega ao final da década de 50, descobre como era mais saudável e humano viver em um período sem celulares, computadores entre outros aparatos tecnológicos.

No livro, Stephen King deixa claro o quanto a sociedade mudou. O quanto se tornou mais egoísta à medida que evoluía tecnologicamente. Como o dinheiro se valorizou e os produtos ficaram mais caros. E os valores da vida se perderam com o passar das décadas.

Arrisco-me a dizer que Novembro de 63 está entre os cinco melhores livros do autor. E é uma trama perfeita para um ótimo filme. Tem suspense, mortes bizarras e brutais, ação, aventura, história e até uma boa dose de romance, que me fez torcer pelo par romântico do livro.

2013
Suma de Letras

Stephen King e sua fazendinha de formigas

Stephen King e sua fazendinha de formigas
Stephen King e sua fazendinha de formigas
Em Sob a Redoma, o Mestre do suspense, terror e ficção criou sua fazendinha de formigas, mas no lugar dos pequenos insetos usou seres humanos. Muito mais destrutivos, podres e maquiavélicos.

Stephen King conseguiu reproduzir todo o esgoto e podridão dos sentimentos mais adversos do ser humano quando exposto a situações de vida ou morte.

Um livro viciante a cada página lida. O sentimento que crescia dentro de mim eram de repulsa e ódio por alguns personagens. O que demonstrava o quanto eu já estava preso e aficionado por essa história.

As últimas 200 páginas do livro são de puro fogo com a adrenalina subindo e subindo cada vez mais.

Metallica – A Biografia – pt. 01

Escrevi essa resenha para o Metal Zone. Então você pode conferir no link: http://www.metalzone.com.br/site/materias/artigo.php?sec=7&cod_materia=159 ou ler aqui. Segue abaixo o texto na íntegra:

 

Ser fã de rock e metal em geral é muito mais do que apenas ouvir música.  É ser parte de um universo inimaginável para um cidadão comum. Quando digo cidadão comum, não é “diminuir” quem não ouve esse estilo musical ou enaltecer os que escutam. É apenas qualificar de uma forma singular os fãs do estilo. Gostar de rock e metal geralmente significa uma busca quase infinita para ouvir bandas novas, garimpar CDs e LPs clássicos, para aprender a tocar um instrumento, conhecer detalhadamente a história de cada grupo do qual se é fã.

E esse lançamento literário da Editora Globo surge como uma enciclopédia do heavy metal, thrash metal e da New Wave of Britsh Heavy Metal (NWOBHM), a nova onda do metal britânico, que tomou de assalto o mundo no início da década de oitenta e destronou o punk, dando visibilidade para novas bandas que surgiam em resposta ao “estilão” básico de três acordes: Iron Maiden, Def Leppard, Venom e Saxon, foram alguns de seus representantes.

O livro Metallica – A Biografia, não é apenas uma simples obra literária que contará a história da maior potência do heavy metal mundial. Vai muito além. É um trabalho tão rico em histórias, relatos e informações sobre heavy metal, que o Metal Zone decidiu destrinchar essa obra em uma série de artigos.

Trinta anos após a sua criação, o Metallica é hoje uma instituição dentro da música pesada. Seus discos ainda vendem sem nenhum esforço publicitário. Os shows da banda são sempre em arenas enormes e produções dignas da popularidade do grupo.

E para contar esses trinta anos de evolução meteórica, o conceituado jornalista britânico Nick Wall encarou a empreitada de relatar em mais de 400 páginas toda essa jornada musical. São entrevistas, memórias do próprio jornalista e informações de diversas fontes, como ex-integrantes, empresários, gravadoras, membros de outras bandas, jornalistas, etc…

O livro começa contando de forma dramática a maior perda para o grupo, a morte do baixista Cliff Burton. Depois o jornalista relata a história de Lars Ulrich, desde sua adolescência (rica e bem estruturada), a mudança para os EUA e seu amor pela NWOBHM, que também o levou para uma viagem pela Europa e uma estadia em Londres para conhecer seus ídolos. E para lutar com unhas e dentes pelo nascimento do Metallica. O jornalista vai a fundo em sua personalidade e seu caráter determinado.

É por esse caminho, que o autor detalha a criação e popularização da NWOBHM. O jornalista cita diversas bandas do gênero, e seus principais lançamentos. O autor também resume como se deu a criação do Iron Maiden, ícone maior da NWOBHM.

Mick esmiúça que o encontro entre James Hetfield (vocal/guitarra) e Lars Ulrich (bateria) foi muito mais complexo do que as biografias encontradas na internet traduzem.  E foi mais complicado do que simplesmente atender um anúncio de jornal. Mick Wall conta como era o cenário musical de Los Angeles e a dificuldade para encontrar músicos que gostassem dessa tal NWOBHM.

Nas 100 primeiras páginas o autor relata como se deu o encontro da primeira formação do grupo: James Hetfield (vocal/guitarra), Lars Ulrich (bateria), Ron McGovney (baixo) e Dave Mustaine (guitarra). A personalidade de cada músico, o ambiente familiar em que se encontravam e toda a dificuldade que Lars teve para fazer um bando de jovens antissociais em se tornarem uma banda.

Logo nos primeiros capítulos o leitor entenderá melhor a personalidade de Lars e a liderança que ele e James exercem indiscutivelmente na banda. Os leitores entenderão também que o sucesso meteórico do grupo não se deu da noite para o dia, sem lutar ou passar muita fome. Mick Wall fornece tanta informação sobre a banda, as dificuldades vindas de todos os lados, seja ela financeira, de convivência, que é impossível não se emocionar e vibrar com cada ponto marcado por Lars, James e seus amigos durante  a trajetória do grupo.

Fica impossível para quem é fã da banda não tratar de forma pessoal as mancadas de Dave Mustaine e até torcer para ele ser mandado embora da banda logo.  Sem deixar de reconhecer todas as qualidade e contribuições mais do que significativas que o ruivo deixou no Metallica. Dave Mustaine apresentava mais uma ameaça à liderança totalitária exercida por Lars Ulrich e James Hetfield do que um problema por seu alto consumo de drogas e bebidas.

No decorrer da leitura é possível entender todo o modus operandi do grupo para compor, fazer shows, e enfrentar todos os percalços de uma trajetória meteórica.

Apesar de o livro ser traduzido, os tradutores Daniela Pires, Leandro Woyakoski e Marcelo Barbão não deram bola fora em relação aos gêneros musicais, nomes das bandas e mais algumas informações, que soam como um jargão do estilo e que não precisam de tradução. Um trabalho muito bem feito por parte deles.

Se um dia houver um vestibular sobre metal, sem dúvida Metallica – A Biografia estará como leitura obrigatória e fonte essencial de informação.

No próximo artigo abordaremos as bandas que são citadas no livro e suas participações direta e indiretamente na trajetória do Metallica. Aguarde!

A biografia de João de Santo Cristo

 “Não tinha medo o tal João de Santo Cristo
Era o que todos diziam quando ele se perdeu
Deixou prá trás todo o marasmo da fazenda
Só prá sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu
Quando criança só pensava em ser bandido
Ainda mais quando com tiro de soldado o pai morreu”

A biografia de João de Santo Cristo
A biografia de João de Santo Cristo

Com essas palavras Renato Russo líder da Legião Urbana grupo de rock nacional que estourou na década de 80 imortalizou um personagem dos “contos e causos” brasileiros.  Essa música foi escrita em meados da década de 80, mas continua mais atual do que nunca.  A saída da fazenda de um jovem, sua chegada a cidade para encontrar riqueza e felicidade, mas sem profissão e dinheiro e com uma personalidade já desviada a vida do crime se mostra fácil.  A letra detalha a trajetória de um jovem que vivia da morte, do ódio, das drogas, fome e o total descaso social.

E uma estória como essa foi levada a fundo por Mário H. F. Buzzulini, fã incondicional do poeta/cantor/compositor Renato Manfredini Jr mais conhecido como Renato Russo (seu nome artístico), resolveu contar esta saga onde palavras como descaso, violência, ódio, e selvageria navegam nas páginas desse HQ.

BIOGRAFIA DE JOÃO DE SANTO CRISTO
Brainstore Editora
Por Mario H. F. Buzzulini
Formato 15 x 21 cm
Capa cartonada com orelhas
176 páginas
R$ 29,90