Após um ano o desempenho dos websites não apresentaram melhorias

Quando crio sites para os meus clientes sempre bato na tecla da qualidade das imagens x peso em bytes. Atualmente é muito simples editar uma imagem que se reduza o peso dela em bytes e assim facilite o carregamento do site.
Em alguns poucos passos no Photoshop o cliente consegue reduzir em até 70% o peso da imagem. O que gera um impacto tremendo para o carregamento do site como um todo.   Principalmente em se tratando de usuários que usam 3G para navegar em celulares e tablets.
Uma pesquisa recente da Radware deixou bem claro os erros que varejitas tradicionais ainda comentem em seus sites.
Mas isso é uma cultura muito difícil de implementar na mentalidade dos clientes.  É claro que o caso das imagens é apenas um item para se trabalhar com os clientes mais “turrões”.
Segue abaixo um artigo muito interessante produzido pela Radware sobre o assunto.  O artigo aborda vários outros itens importantes que precisam entrar em pauta com o cliente.

A Radware® (NASDAQ: RDWR), a maior fornecedora de soluções para gestão de aplicações e segurança para data centers virtuais e em nuvem, anuncia o lançamento de seu último estudo trimestral intitulado “State of the Union: Ecommerce Page Speed & Web Performance, Summer 2014.”

O mais recente estudo da Radware revela que, dos 100 maiores sites de varejo, a página média cresceu 67% em apenas um ano e muitos deixam de aproveitar técnicas avançadas que auxiliam o aumento da velocidade de suas páginas. No relatório, a Radware descobriu que o uso de imagens é um dos aspectos que mais prejudicam o desempenho porque a maioria dos proprietários de websites não tira proveito de técnicas de otimização de imagens, que podem melhorar consideravelmente os tempos de carregamento de uma página.

A Radware também constatou que a queda no desempenho continua conforme as páginas de varejistas online crescem e se tornam cada vez mais complexas. A página inicial de 100 websites de e-commerce leva em média seis segundos ou mais para colocar online seu conteúdo principal aos visitantes – uma desaceleração de 27% em relação ao ano passado. Esse tempo de renderização é duas vezes mais lento que a experiência de usuário considerada ideal, de três segundos ou menos. Apenas 14% dos 100 maiores websites de varejo foram capazes de oferecer uma experiência otimizada ao ususário. E 17% dos websites levaram dez segundos ou mais, apenas para ser tornarem interativos.

“Estamos tão acostumados a esperar por imagens de alta qualidade em toda a web que vemos como natural, sem pensar sobre seu impacto no desempenho”, diz Kent Alstad, vice-presidente de aceleração da Radware. “O tamanho da página tem um impacto direto sobre sua velocidade e as imagens constituem, pelo menos, metade do tamanho de uma página tradicional. Por isso, elas representam um terreno extremamente fértil para a otimização. No entanto, verificou-se que muitos dos principais varejistas não tiram proveito de técnicas como a compressão de imagem e a renderização progressiva de imagens, que podem melhorar o tempo de carregamento e a experiência do usuário”.

Outras conclusões importantes do último relatório da Radware incluem:

1. Sites estão ficando cada vez mais lentos… rapidamente
Em apenas um ano, o tempo médio para interagir (TTI) diminuiu em 27% (de 4,9 segundos para 6,2 segundos), e o tempo médio de carregamento sofreu um aumento de 49% (de 7,2 segundos para 10,7 segundos).

2. O tamanho e complexidade das páginas são fatores importantes para a desaceleração no desempenho
Em um ano, o aumento no tamanho médio de página foi de 67%, a partir de 1007 KB (na metade de 2013) para os 1677 KB atuais. Em 2013, a página média continha 82 solicitações de recursos. Hoje, essa mesma página contém 100 solicitações. Grande parte deste crescimento, no tamanho e complexidade, provém da proliferação de imagens mal otimizadas e scripts de terceiros (por exemplo, análise de páginas, botões de seguimento e sociais).

3. Os proprietários do site perdem oportunidades claras em melhorar a otimização de suas páginas
Embora a maioria dos sites implante práticas significativas de desempenho, muitos não conseguem tirar proveito de técnicas mais avançadas e perdem oportunidades valiosas para acelerar suas páginas. Enquanto 96% dos sites permitem “keepalives” (uma técnica que permite conexões TCP para permanecer aberto por mais tempo, reduzindo assim o tempo gasto para reabrir conexões) e 78% utiliza-se de uma rede de entrega de conteúdo conteúdo para os recursos da página em cache, mais acessível aos usuários finais (diminuindo, assim, as viagens de ida e volta ao servidor e acelerando o tempo de funcionamento), a maioria dos sites não consegue implantar as técnicas de tratamento de imagem, como a compressão e os JPEG progressivos.

4. Muitos sites comentem os mesmos erros, o que acaba prejudicando a experiência do usuário
Um número surpreendente de sites experimenta os mesmos problemas recorrentes de desempenho e usabilidade, incluindo o atraso na renderização de conteúdo e pop-ups, que interrompem a capitulação da página.

O relatório trimestral da Radware, “State of the Union”, mede e monitora o desempenho e a composição da página dos 500 maiores websites de varejo dos Estados Unidos (conforme classificados pela empresa de análise Alexa.com) com o intuito de obter visibilidade sobre o desempenho real dos líderes em comércio eletrônico. O estudo também tem o objetivo de aprender como é o desempenho desses sites para os visitantes que utilizam a Internet, em condições normais de navegação, além de fornecer estratégias e melhores práticas para permitir que os proprietários de websites melhorem seus desempenhos nos negócios.

“Os websites nunca foram tão grandes e complexos como hoje”, diz Tammy Everts, evangelista de desempenho web da Radware. “Os problemas de desempenho provêm de tudo que está disponível às páginas, incluindo conteúdo dinâmico, imagens de alta resolução, carrosséis, fontes personalizadas, design ágil e scripts de terceiros que reúnem dados sofisticados sobre visitantes. Porém, estas funcionalidades incríveis vêm com uma etiqueta de preço alto para o bom desempenho.”

Para acessar o ““State of the Union: Ecommerce Page Speed & Web Performance, Summer 2014”, que inclui as 15 melhores práticas que os proprietários de websites devem adotar para acelerar as suas páginas, visite: www.radware.com/summer-sotu2014

Um infográfico sobre os resultados de velocidade e desempenho de webpages pode ser acessado aqui: http://www.slideshare.net/Radware/SOTULINK

Metodologia

Os testes desse estudo foram realizados com o uso de uma ferramenta online chamada WebPagetest – um projeto de código aberto, desenvolvido e apoiado principalmente pelo Google, que simula o tempo de carregamento da página na perspectiva de um verdadeiro usuário e usa navegadores reais. A Radware testou a página inicial de todos os sites de venda varejistas, no Alexa Retail 500, nove vezes consecutivas. O sistema limpa automaticamente o cache entre os testes. O resultado médio de cada home page foi gravado e utilizado nos cálculos.

Os testes foram realizados em 11 de junho de 2014, por meio do servidor WebPagetest.org em Dulles, VA, com o uso do Chrome 35 em uma conexão DSL. Em poucos casos, o teste WebPage carregou uma página em branco ou um erro em que nenhuma outra página foi processada. Essas instâncias foram representadas como nulas nos acréscimos do teste. Além disso, em alguns poucos casos, a WebPagetest.org carregou uma página em mais de 60 segundos (o tempo limite padrão para a webpagetest.org). Nestes casos, 60 segundos foram a base usada para o resultado, ao invés de nulo.

Para identificar o tempo de interação (TTI) de cada página, foi gerada uma visão em formato de filme, cronometrando o carregamento médio da página para cada site do Alexa Retail 100. O tempo de interação é definido como o momento em que o conteúdo da página em exibição e o botão de ação principal ou menu, são processados no quadro.

Sobre a Radware

A Radware (NASDAQ: RDWR) é líder internacional em soluções para gestão de aplicações e segurança para data centers virtuais e em nuvem. Seu premiado portfólio de produtos oferece proteção completa para as aplicações-chave dos negócios, maior eficiência em tecnologia de informação e grande agilidade no trabalho cotidiano. As soluções da Radware auxiliam mais de 10 mil empresas e operadoras do mundo inteiro a se adaptarem rapidamente às mudanças do mercado, o que garante a continuidade dos negócios com mais produtividade e menos custos.  Para saber mais, visite www.radware.com.

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Metal Zone: mais de uma década falando sobre metal

Metal Zone
Metal Zone

Caramba! Outro dia que me dei conta disso. O Metal Zone fará treze anos de existência. É muito tempo para um site que mantenho sozinho. Bem, uma vez ou outra algum dos meus melhores amigos me ajuda com material. Porém são os 95% do tempo que eu faço tudo.

O Metal Zone tem uma história engraçada e tudo começou bem no início do século. Nossa que parágrafo mais antigo! Mas tudo bem, vamos lá.

No início do ano 2000 eu estava acabando um curso de web design que fiz no INFNET e em março consegui um emprego na cidade de São Paulo, já que no Rio de Janeiro não havia mercado para essa área.  Comecei trabalhando em uma empresa onde meu chefe direto e o chefão do setor eram dois idiotas.  O meu chefe direto não gostava de carioca e queria fazer de tudo pra eu ser mandado embora, o que felizmente aconteceu com ele primeiro! E o chefão do setor de informática era um idiota egocêntrico.

Cansado de todo aquele clima eu comecei a procurar emprego em SP, mas precisava ter um portfólio, o que eu não tinha. Na empresa que eu estava só fazia manutenção do site deles.  Então decidi fazer um site sobre a banda finlandesa Sentenced, que eu acabara de ouvir e ficar hiper fã deles.  Então pesquisei na internet sobre a banda, isso em uma época pré Google, já que o buscador não era o monstro que é atualmente.

Através de traduções, pesquisas com entrevistas sobre a banda, resenhas estrangeiras de shows e fotos, montei um bom acervo sobre a banda.

Depois do conteúdo pronto veio o trabalho de design, ou seja, criar o site mesmo. Com o photoshop em mãos fui desenhando o layout do site e em três dias estava pronto.  Hospedei o site na finada HPG e criei um redirecionamento de domínio no CJB.net .

Depois do site pronto e o conteúdo todo editado e publicado, era o momento de divulgar o trabalho. Comecei a divulgar o site em chats, fóruns e mandar emails para pessoas ligadas a mídia sobre heavy metal. Até que um dia ninguém mais ninguém menos do que o Ricardo Batalha, que é o editor chefe da Roadie Crew leu meu email e visitou o site. O cara me respondeu parabenizando o trabalho e me deu a dica para entrar em contato com a banda e a gravadora.  O Batalha me passou os contatos e mandei os emails.

Em alguns dias ninguém mais ninguém menos do que Miika Tenkula (guitarrista e um dos mentores do Sentenced) respondeu meu email me felicitando pelo site e algum tempo depois meu site foi incluído na seção de links no site oficial do Sentenced como primeiro site em língua portuguesa sobre a banda.

O site brasileiro sobre a banda cresceu muito, fiz muitas amizades através do site. O livro de visitas do site bombava de elogios e tinha gente que achava o meu site mais legal do que o site oficial da banda.

Só que eu precisava de mais um trabalho para enriquecer meu portfólio. E em 2000 começaram a se popularizar sites sobre metal, conhecidos como webzines – nome que eu odeio, pois para mim zine é algo artesanal e mal feito.

O Whiplash foi um dos pioneiros em meados da década de 90, mas em 2000 alguns outros surgiram, mas nenhum deles falavam sobre as bandas que eu gostava e era fã como: Type O Negative, Artch, Malice, Iron Angel, WASP, Sanctuary, Carnivore, entre outras.

Nessa época eu mandei alguns textos para o Whiplash sobre o Iron Angel, que nunca foram publicados e tinha muita burocracia para a publicação de material.  Então decidi eu mesmo criar um portal onde pudesse escrever sobre essas bandas, já que com o site do Sentenced eu acabara de adotar a escrita e a pesquisa como minhas novas paixões além do design e do desenvolvimento web.

Em agosto de 2000 surgia o Metal Massacre, a primeira versão do Metal Zone. O design do site era todo em azul escuro, justamente para fugir do preto que infestava os sites sobre metal.  Mas eu não gostava do nome Metal Massacre, achava complicado para ler e meio grande demais.  Então em uma madrugada fria de agosto na capital paulista, eu estava assistindo um seriado antigo chamado Twilight Zone. Pronto! Na mesma hora pulei da poltrona e disse: METAL ZONE!

Foi em setembro que a primeira versão do Metal Zone ficou online através dos servidores gratuitos da HPG.  O site trazia pouco conteúdo, como as resenhas de CDs do meu acervo particular, biografia das minhas bandas favoritas e papeis de parede que eu mesmo fazia.  Aos poucos o site foi ganhando notoriedade e os acessos foram crescendo.

Só em julho de 2001 que eu consegui registrar o domínio metalzone.com.br, já que na época existia muita burocracia para o registro dos domínios. Era necessário ter CNPJ e o registro custava uns R$ 90,00, eu acho. Agora não lembro muito bem o valor.  Usei o CNPJ do pai da minha ex namorada Paula Guedes.

E foi graças aos conhecimentos jornalísticos da Paula, que era estudante de jornalismo na época que me ensinou o que era pauta, release, presskit, credenciamento entre outros jargões jornalísticos que passaram a fazer parte do meu mundo.

Em julho o Metal Zone já estava em um servidor pago e usando ASP como linguagem de programação.  Ainda sem banco de dados, o conteúdo era todo atualizado na unha!

Nesse período algumas gravadoras já me mandavam material para resenha no site como a Hellion, Xtreem Music da Espanha e a Spinefirm da Finlândia.  Um ponto alto do Metal Zone foi a entrevista com a banda finlandesa Children of Bodom que culminou em um papo bem legal com o grupo pessoalmente em sua passagem pelo Brasil em 2001. E depois algumas trocas de emails.

No início de 2003 voltei para o Rio de Janeiro e passei a estudar PHP e passei o Metal Zone todo para PHP utilizando banco de dados MYSQL. De agora em diante todo o conteúdo do site era armazenado em um banco de dados, editado e atualizado em tempo real, sem a necessidade de criar paginas para cada texto.

Ter criado um sistema para administrar o site me deu muito mais dinamismo e tempo para eu focar no conteúdo do site. Sendo assim eu escrevia muito mais material, sejam biografias, resenhas e entrevistas.

Em meados de 2004 o Metal Zone já contava com um acervo com cerca de dois mil textos, entre resenhas de CDs, resenhas de shows, biografias, entrevistas, resenhas de DVDs, artigos diversos sobre metal.  Com ajuda do meu melhor amigo Henrique Linhares, o conteúdo do site bombava de material novo e principalmente as discografias comentadas.

Mas nem tudo são flores, em agosto de 2004 a empresa de hospedagem onde eu armazenava o banco de dados do Metal Zone e os trabalhos de vários clientes meus simplesmente perdeu todos os dados e teve sua conta excluída.

Em 2004 o cenário de internet era ainda precário no Brasil. O dólar estava absurdamente alto e muitas pessoas com dinheiro alugavam servidores nos EUA e revendiam no Brasil a hospedagem como se os servidores estivessem aqui. Uma prática comum até hoje.

Só que não tem como saber se a pessoa por trás da empresa fictícia de hospedagem é um profissional ou um amador.  E no meu caso era um garoto de 16 anos.  Esse garoto se passava por uma empresa de hospedagem e ele usava o servidor para outros fins, que não faço ideia quais eram.  A empresa americana de hospedagem simplesmente excluiu todo o conteúdo do servidor.

Meu ato falho foi que eu não tinha backups e todo o material do site foi perdido. Imediatamente perdi as mais de quatro mil visitas diárias e não conseguia em tempo hábil recuperar todo o conteúdo do site sozinho.  Ainda penei alguns meses hospedando o Metal Zone em empresas pra lá de fraudulentas e incapazes de manter o site online.

Foi em 2005 que eu consegui achar uma empresa de qualidade. Passei a hospedar o Metal Zone e os sites dos meus clientes na empresa americana Dreamhost.  Trabalho com eles até hoje e nunca tive problemas com meus trabalhos. Atualmente hospedo mais de 200 sites na Dreamhost.

Com casa nova decidir mudar o layout do Metal Zone.  O site até então tinha um cor para cada seção, era feito utilizando tabelas o que dificultava a manutenção e tinha a navegação na horizontal.

Em julho de 2005 foi para a internet uma nova versão do Metal Zone, já sem tabelas e utilizando CSS e javascript em suas páginas.  A linguagem de programação ainda era PHP com MYSQL.  A cor do site passou para um cinza escuro e o mascote do site ganhou um pouco mais de destaque junto ao logotipo.

Entre os anos de 2004 e 2007 a Nuclear Blast, Hellion, Spinefarm e Xtreem Music davam suporte com material para o site. E passei a cobrir diversos shows e eventos pelo país.

Em 2008 precisei pausar as atualizações do site para me dedicar ao ultimo ano da minha faculdade de jornalismo e a monografia.  Em 2009 refiz o banco de dados do Metal Zone melhorando o dinamismo das seções e evitando algumas duplicidades de dados. Além de trazer alguns recursos das redes sociais para o site.

Em abril de 2010 uma versão totalmente nova do Metal Zone foi para a internet. O logotipo do site ganhou ares de brasão e o mascote ficou mais em evidência.  Todo o conteúdo antigo do site precisou ser readaptado para a nova estrutura e muita coisa ainda não foi republicada.

Muitas bandas antigas que eu curto aos poucos foram reintroduzidas ao site, já que essa foi a proposta inicial do Metal Zone.  Em 2011 um amigo de longa data entrou na equipe para escrever principalmente sobre NWOBHM foi o Luis Ribeiro.

Atualmente o Metal Zone é um hobbie, nunca ganhei um tostão furado com o site, ao contrário já devo ter gastado uns vinte mil reais com hospedagem, horas de trabalho e tecnologia para manter o site.  Mas é um trabalho bacana o qual não pretendo largar tão cedo.

Comunicação Social “Digital” nas empresas – parte 4

Papel de Parede do PC também é comunicação!

Um recurso valiosíssimo e muito mal utilizado dentro das empresas é o desktop do PC.  Muitos usuários colocam a foto da família, o cachorro, o time de futebol favorito como Papel de Parede.  E porque a empresa não usa esse recurso para divulgar mensagens?

Sem querer tirar a privacidade dos seus funcionários, ou mesmo ser ditador quanto ao uso do Papel de Parede no PC desses funcionários, a TI da sua empresa pode desenvolver softwares que mudem o Papel de Parede simultaneamente em todos os PC da empresa.  Através de scripts de rede, o papel de parede pode mudar em horários pré determinados: assim que o usuário liga o PC pela manha ou depois do almoço, por exemplo.  O aviso pode ficar na tela por uma hora e depois o sistema retorna o papel de parede que o usuário usava.

Caso a política da empresa não permita que seus funcionários coloquem papéis de parede pessoas, ou personalizem o PC, essa tarefa fica mais fácil ainda.  Você pode criar as mais diversas campanhas e avisos, como: informar atualizações na intranet, novo vídeo na TV Web, lançamentos da empresa, etc…

Comunicação Social “Digital” nas empresas – parte 3

E Web TV na intranet? Pode?

Pode sim senhor! E é outro excelente canal para endomarketing, veicular informação institucional, campanhas, além de discursos de gerentes, diretores, superintendentes, etc.

E a implementação dessa tecnologia também é com custo zero. A empresa vai usar um servidor Linux, com apache para rodar os vídeos.  Para criar os vídeos pode usar o Flash e o Total Vídeo Converter para gerar os arquivos FLV.

A criação dos arquivos e o sistema para exibição é tão simples como descascar banana.  É claro que você vai precisar de um profissional em flash/webdesign.

Mas como eu havia dito, o sistema em si não é nenhum bicho de sete cabeças. E depois é só bolar um email marketing bem bacana, um hotsite simples e mandar para todo mundo.  Não esqueça de medir o tráfego de visitas desse canal.

Já cheguei a fazer alguns sistemas que ficaram bem semelhantes ao You Tube.  Imagine um You Tube institucional!  Você poderá veicular a festa de fim de ano, informativos com base em clipping, boletins da TI sobre Segurança da Informação, Segurança do Trabalho, entrevistas com a equipe de Medicina do Trabalho da empresa sobre má postura frente ao PC. Isso são apenas alguns parcos exemplos de pauta para sua Web TV.

Comunicação Social “Digital” nas empresas – parte 2

Atualmente o uso da intranet em algumas empresas limita-se a agrupar documentos, exibir os aniversariantes do dia, lista telefônica e às vezes os classificados. Algumas empresas até conseguem ir um pouco além da mesmice ao agregar seus manuais de sistemas internos e manuais para treinamentos.

Com o uso de recursos oriundos da internet está cada vez mais fácil para implementar essas novas funcionalidades. E o melhor de tudo isso: é que em muitas vezes o custo dessa implementação é zero.

Um recurso interessante para a intranet é uma rádio digital ou um podcast.  Com programas semanais. O conteúdo dessa programação varia de acordo com o modelo de negócios da empresa.

Mais uma vez usarei como exemplo a Infraero, empresa onde trabalho.  Como poderíamos usar os recursos multimídia oferecidos pela web aqui na regional do Galeão?  Simples, boletins sobre assuntos que dizem respeito a Regional.  Entrevistas com passageiros e funcionários, orgânicos ou terceirizados, novos projetos sociais. O interessante é fazer tudo isso em podcast e seguir o modelo de informação da Band News FM. Acho a forma como a Band News FM faz seus boletins de informação extremamente dinâmicos e atraentes.

Mas o que é Podcast?

Não vou reinventar a roda, escrevendo linhas e mais linhas e dissertando sobre Podcast. Vou recorrer ao excepcional Wikipédia e traduzir o verbete: Podcast.

Podcasting é uma forma de publicação de programas de áudio, vídeo e/ou fotos pela Internet que permite aos utilizadores acompanhar a sua atualização. A palavra “podcasting” é uma junção de iPod – um aparelho que toca arquivos digitais em MP3/MP4 – e broadcasting (transmissão de rádio ou tevê).
Assim, podcast são arquivos de áudio que podem ser acessados pela internet.
Estes áudios podem ser atualizados automaticamente mediante uma espécie de assinatura. Os arquivos podem ser ouvidos diretamente no navegador ou baixados no computador.
Fonte: Wikipédia – http://pt.wikipedia.org/wiki/Podcast

Então! Entenderam o que é um podcast?  Perceberam o alcance que arquivos de áudio podem ter dentro da sua empresa e na vida profissional e na rede de informação de seus funcionários?  Não?

Pois bem, pense no seguinte: Quantas pessoas que trabalham com você possuem celular com mp3 player? Senão possuem, talvez tenham um mp3 player portátil, desses genéricos que se compra por R$ 70,00 na Casa & Vídeo ou camelôs da vida.  E no carro? Muitos já possuem cd-player automotivos com mp3. Isso sem contar Palms, Pocket Pcs e etc…  Então, todos esses gadgets estão cada vez mais acessíveis e os mais diversos possuem o que é já considerado o mínimo atualmente: reproduzir arquivos mp3.

Isso tudo significa: Portabilidade e Mobilidade. Gerentes, diretores, funcionários, podem levar as informações de sua empresa para onde quiserem.

Como criar um Podcast?

A edição e distribuição desse material são de extrema facilidade, já que existem ferramentas gratuitas tanto para edição quanto para distribuição.

Para edição podemos usar o Audacity.  Inclusive em alguns posts atrás eu explico como editar em um breve tutorial.

Para distribuir o podcast você pode usar uma ferramenta chamada loudblog. O Loundblog é um gerenciador para conteúdo em áudio e vídeo, e o melhor de tudo: é totalmente customizável. Usa plataforma PHP e tem código aberto, ou seja, você pode modificá-lo como achar melhor.

Redes Sociais Corporativas. É possível?

Integração Empresa – Funcionário através de redes sociais internas

As redes sociais virtuais já são um cenário mais do que real e de aplicabilidade infinita, que extrapolam as necessidades básicas de entretenimento e aglutinação de pessoas.

Usando como exemplo um dos mais populares sites de relacionamento no Brasil, o orkut, veremos que nem tudo nessa mídia é usado para passar o tempo. Através do orkut se tem acesso a comunidades com foco em trabalho e aperfeiçoamento profissional, além de discussões das mais diversas.

Algumas empresas usam comunidades populares para divulgar produtos, criar vínculos entre a marca e o público e até medir o nível de popularidade da marca.

Esses modelos de marketing ficaram conhecidos na rede como “Marketing Viral”. Onde o indivíduo acaba se “contaminando” com um determinado assunto postado em uma comunidade e ou perfil que o adiciona oferecendo serviços ou produtos.

No Wikipédia existe uma definição interessante para Marketing Viral:

O marketing viral e a publicidade viral referem-se a técnicas de marketing que tentam explorar redes sociais pré-existentes para produzir aumentos exponenciais em conhecimento de marca, com processos similares a extensão de uma epidemia. A definição de marketing viral foi cunhada originalmente para descrever a prática de vários serviços livres de email de adicionar sua publicidade ao email que sai de seus usuários. O que se assume é que esse anúncio, alcance um usuário “susceptível”, esse usuário “será infectado” (ou seja, se ativará uma conta) e pode então seguir infectando a outros usuários susceptíveis. Enquanto cada usuário infectado envia o email a mais de um usuário susceptível por média (ou seja, a taxa reprodutiva básica é maior que um), Os resultados “standard” em epidemiologia implicam que o número de usuários infectados crescerá segundo uma curva logística, cujo segmento inicial é exponencial.

Fonte: Wikipédia [http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_viral]

Qual a aplicabilidade desse modelo em uma organização?

Tomando como exemplo a INFRAERO, empresa na qual trabalho, o uso de uma rede social estreitaria os laços de amizade e cooperação entre os mais diversos departamentos, entre funcionários orgânicos e terceirizados. Os funcionários poderiam trocar experiências de trabalho, se juntar em comunidades para partilhar conhecimentos específicos, etc..

Muitos funcionários viajam e poderiam fazer um ranking dos melhores hotéis, instalações e restaurantes etc… Isso serviria de guia para que outros funcionários se sintam mais confortáveis ao fazer suas viagens a trabalho.

Algumas comunidades sobre softwares comumente usados como: Powerpoint e Excel, serviriam de suporte e desafogaria o Helpdesk da empresa. Esses programas sempre geram dúvidas e com algumas dicas através dessas comunidades, os funcionários teriam mais facilidade de desenvolver seus trabalhos.

O departamento de recursos humanos pode manter uma comunidade que funcione como um FAQ (Perguntas Freqüentes) para os funcionários.

Redes sociais em ambiente web ampliam os horizontes de relacionamento empresa-empregado, onde a empresa não é apenas a provedora de recursos e suporte ao trabalho do funcionário. Através dessa rede social interna, os empregados serão os responsáveis pela ajuda mútua e suporte em diversas áreas.

Ações indevidas nessa rede social

Assim como no orkut, uma das grandes barreiras para implementar um projeto nesses moldes, em uma empresa de grande porte como a Infraero é a monitoração. Para que essa rede social interna não se transforme em mundo fora de controle. E até mesmo um manancial para crimes cibernéticos (Ullises Campbell – Jornalista do Correio Brasiliense).

Atrair os mesmos problemas do orkut como : dispersão de trabalho, tempo gasto com fofocas, intrigas e assuntos que levem o funcionário a semear a discórdia devem ser fiscalizados e combatidos. Assim, esse novo molde de rede social funcionaria de forma pacífica e seus fins  serão alcançados.

Formas de Controle

Para manter o propósito desse trabalho e o nível harmônico da aplicação digital é necessário criar mecanismos de controle de acesso e conteúdo publicado. E impossibilitar os usuários, criarem perfis anônimos. Usar como controle sua matrícula seria um das primeiras atitudes. Além de criar regras claras para o uso da ferramenta como: Não publicar assuntos ofensivos, discriminatórios, de cunho sexual e/ou pornográfico, etc..

Comunicação Social “Digital” nas empresas – parte 1

Falta apenas um semestre para eu me formar em jornalismo. Entrei na faculdade como webdesigner querendo me especializar em comunicação social e saio como arquiteto da informação especializado em design e desenvolvimento de mídias digitais. O interessante disso tudo é que desenvolvi e apliquei várias teorias que passei alguns anos formentando, sonhando e viajando.

Uma das teorias que venho estudando é a falta de tecnologia e aplicabilidade das Mídias Digitais na Comunicação Social de empresas. Exemplos? Intranets mal estruturadas, falta de aplicabilidade de e-learning, bibliotecas virtuais em áudio, pdf e vídeo, falta de portabilidade da informação interna, sistemas de informação e/ou gestão mal formulados e manuais desses sistemas também mal feitos.

O que é Comunicação Empresarial?

A comunicação empresarial é uma atividade estratégica para as diretorias e presidências das empresas. Ela engloba, nas empresas, a supervisão da assessoria de imprensa, o planejamento, implementação e condução das ações de comunicação interna — o que envolve o público interno, ou seja, os funcionários da corporação, e todo e qualquer relacionamento com o público externo, no âmbito corporativo. As atividades de comunicação empresarial ainda englobam o cuidado com a imagem corporativa, ou seja, com a marca da empresa (não confundir com as marcas dos produtos) e assim, cuida da imagem da empresa. Os profissionais desta área estão sempre preocupados com o relacionamento da empresa como um todo com a sociedade e seus interlocutores. Eles olham este relacionamento não de forma multifacetada, ou seja, apenas como clientes, fornecedores, parceiros, mas principalmente como formadores de opinião e membros de uma sociedade e que podem auxiliar ou não na preservação da imagem da empresa. Trabalham na área de comunicação empresarial principalmente jornalistas, relações públicas e publicitários mas, no Brasil, os postos de gerência sênior e de diretoria têm sido ocupados por profissionais de outras áreas.

FONTE: Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunica%C3%A7%C3%A3o_empresarial)

Mídias Digitais: Comunicação Social x TI

De quem seria a função de desenvolvimento de uma intranet? Talvez o departamento de Tecnologia de Informação da empresa fique responsável pela construção do portal, mas é de responsabilidade da Comunicação Social arquitetar o projeto, viabilizar o fluxo de informação desse portal, desenvolver o wireframe, estipular quais informações serão de domínio público. Tudo isso, de acordo com os interesses da organização.

Infelizmente não é o que acontece. Por falta de profissionais de comunicação especializados em mídias digitais, a TI acaba ficando a cargo do desenvolvimento dessas mídias, o que não significa falta de competência ou falta de qualidade do material, mas muitas das vezes a parte estética do projeto e tecnológica fica em primeiro plano e o usuário do veículo digital e as informações que deveriam servi-lo acabam se perdendo.

Intranet não é um house-organ digital

Pesquisei entre amigos como era feita a comunicação digital empresa que trabalham e como era a intranet, se existia bibliotecas virtuais e se existia treinamento de funcionários através de sistemas e-learning.

Nesse texto vou focar no papel da Comunicação Social de empresas na aplicação das mídias digitais para reforçar a comunicação interna.

Pesquisei cinco empresas (não vou citar os nomes) onde a Comunicação Social se preocupou apenas com o conteúdo da intranet, por exemplo. Foram produzidos textos e mais textos para informar seus funcionários. Em muitas das vezes eram os mesmos textos que foram publicados em house-organs e fixados em murais.

A intranet geralmente não era atrativa, não instigava o funcionário a visitá-la. A disposição das seções e o fluxo de informação dentro de todo o portal são ambíguos e confusos.

E endomarketing na Intranet ?

A intranet é o campo ideal para aplicar as estratégias de marketing da empresa. Através da intranet pode-se aplicar pesquisar mais confiáveis, testar a satisfação de seus funcionários com seu produto ou serviço e até a satisfação do funcionário com o que a empresa oferece.

“Pode-se imaginar o quanto o Endomarketing será importante para o crescimento dos negócios nesse cenário (cenário Globalizado). E o quanto representará para as empresas que souberem como estruturar seus planos de abordagem aos empregados, visando a máxima qualidade do produto ou serviço que oferecem aos seus clientes.”

(Fonte: site Endomarketing.com)

Pirataria e MP3 as pedras no caminho: Industria fonográfica e artistas sobrevivem a duras penas

A pirataria de produtos fonográficos (fitas, discos de vinil e cds) sempre existiram, mas com o crescimento tecnológico os meios de se duplicar a informação contida em cds facilitou e expandiu em mais de 100% a produção de material pirata em todo o mundo. A industria fonográfica é composta de artistas, gravadoras, selos, compositores, produtores musicais, executivos.
Até mesmo antes da popularização do cd já existia o comercio de fitas cassetes oriundas da gravação de seus originais em LP. Não era difícil encontrar os últimos lançamentos dos mais diversos artistas. Mas mesmo com esse comércio o mercado das grandes gravadoras não era nem se quer arranhado. Só que com o surgimento do Cd e logo em seguida a criação de tecnologia capaz de criar até 30 cds a partir de um original por hora, começou a chamar atenção das grandes gravadoras e de artistas para o preocupante mercado da pirataria.
E para piorar ainda mais a situação, surgiu em 1995 o formato para compactação de áudio digital chamado mp3. O que para muitas pessoas pareceu ser uma revolução dentro da música em pouco tempo com a popularização da Internet e a chegada de programas que compartilham arquivos entre milhares de usuários (os famosos P2P – como Napster, Soulseek e Kazaa) o MP3 tornou-se uma febre e em poucos anos começou a mexer no bolso das gravadoras que nada puderam fazer em relação a isso. Se não bastasse somente o compartilhamento de arquivos, industrias do ramo de produtos eletrônicos investiram em aparelhos que puderam reproduzir mp3 gravados em cds e em mp3 players. O mais famoso dos mp3 players é o Ipod desenvolvido pela empresa americana Apple. O Ipod pode armazenar até 60 gigas de mp3.

O Brasil no contexto do mercado fonográfico
No Brasil o mercado fonográfico existe há cerca de 100 anos. O mercado brasileiro passou por todas as transformações tecnológicas que surgiram, o LP, a fita cassete, cd, dvd e a Internet.
A ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos) é o órgão responsável pela emissão de certificados que comprovam a venda de discos no país. Para termos uma idéia da dimensão das vendas de produtos piratas no Brasil, podemos levar em consideração as premiações realizadas pela ABPD.
Para que um artista possa ganhar um disco de Diamante era necessário vender 1 milhão de cds, isso até o início de 2004. Agora esse valor caiu para a metade, isso se aplica à premiação de discos de Ouro e Prata também. Um reflexo claro do efeito da pirataria no país.

Um negócio chamada Pirataria

Desde 1994 após a mudança do plano econômico para o Real, o país conseguiu estabilizar sua economia e elevar seus padrões de vida e sociais. No campo da música o país subiu três posições no ranking do business da música em 1997 (IFPI 2000 apud VICENTE, 2001, p. 298), mas desde 1999 ocupa o terceiro lugar no ranking mundial da pirataria, perdendo apenas para Rússia e China (abpd.com.br).
O país não tem leis fortes e completas para conter a pirataria. Em um trecho de uma matéria do site Consultor Jurídico frisa muito bem isso.
Segundo o superintendente da 7ª Região Fiscal da Receita Federal, César Augusto Barbiero, a troca de arquivos pela Internet no Brasil tem um agravante legal para o problema da pirataria, que o torna quase sem solução. “O dispositivo inserido à Constituição (artigo 5º, inciso XII), que garante direito à privacidade e sigilo nas comunicações, impede a investigação. A lei brasileira garantiu um direito absoluto de privacidade, que não pode ser quebrado nem por ordem judicial. Como atacar isso? Poderíamos tentar interceptar mensagens, mas seria um abuso de poder e uma prova judicial ilegal – portanto, inválida”, comentou.
De acordo com Barbiero, foram apreendidas 91,5 milhões de toneladas de produtos pitaras decorrentes de importação no último ano. O valor dessas mercadorias foi avaliado em cerca de R$ 47,24 bilhões. Já com destino à exportação teriam sido apreendidos 295,1 milhões, no valor de R$ 60,36 bilhões. Em entorpecentes, a apreensão foi de 1.650 kg de cocaína, 1.963 kg de maconha, 1.308 frascos de lança-perfume, 45 mil ampolas e 10 mil comprimidos anabolizantes. Ao todo foram 392 milhões de apreensões — entre as principais estão eletrônicos, cigarros, bebidas, vestuário e CDs –, com 69 prisões relacionadas ao tráfico de drogas e nenhuma prisão relacionada ao crime de Propriedade Industrial. Foram 6,5 mil denúncias para crime relacionado ao comércio exterior e 26 mil processos instaurados.
O portal de musica Metal Zone (www.metalzone.com.br) fez algumas pesquisas entre seus usuários. Nos gráficos a seguir você acompanhará o perfil dos usuários em relação à pirataria, mp3 e cds originais.

Em relação ao comércio de cds, qual a sua posição?

Você acha justo o valor cobrado por um cd original?

Se o valor do cd original caÃsse pela metade, você passaria a comprar cds originais?
Tem solução?

O crescimento da pirataria e o seu fortalecimento em mercados emergentes como o do Brasil e no restante do mundo fez com que as gravadoras repensassem seu modo de agir e mudassem suas estratégias de marketing. As gravadoras perceberam que a figura mais importante desse negócio são os consumidores e não elas próprias.
Assim é necessário que gravadoras busquem novas soluções de comercialização de seus produtos e entendam que em um mercado como os de hoje, vender 1 milhão de cds já não é possível, então que se estudem novas formas de atrair o consumidor ao produto original.

Fontes de referências:
www.abpd.com.br
www.conjur.com.br
www.justica.gov.br

Ética e Cidadania – Ética e Novas Tecnologias

Introdução
Assim como no século XV a revolução industrial mudou o cenário agrário europeu com industrias e máquinas, êxodo rural e grandes aglomerados urbanos crescendo desordenadamente, agora no final do século XX vemos uma explosão tecnológica que afetou o mundo inteiro de forma bem mais rápida.  Só que a revolução industrial modificou a vida das pessoas e seu modo de realizar tarefas, alimentação, moradia entre outros aspectos.  Já a revolução tecnológica vem transformando o caráter da sociedade, aumentando em até dez vezes o consumismo da população por brinquedos eletrônicos como celulares e câmeras digitais, distanciando pessoas, além de usarem a tecnologia oferecida por comunidades virtuais, mensagens de celulares para incitar a violência, pedofilia e encontros organizados por grupos sejam eles torcedores, punks, skinheads e operários como veremos mais adiante.

Quando falamos de tecnologia é comum nos limitarmos ao crescimento da internet e os equipamentos eletrônicos para diversão, mas esse mundo tecnológico não é dimensionável já que se pode aplicar tecnologia em medicina e saúde, esportes, combate ao crime e os próprios criminosos  se beneficiam dela como vimos recentemente em São Paulo onde os ataques à cidade foram planejados de dentro dos presídios com o uso de celulares.

A internet é o mais comum e acessível desses campos tecnológicos.  Agregada a ela veio a melhoria e maior acessibilidade aos computadores domésticos, a fotografia digital, aparelhos de DVD, mp3 player como os Ipods, computadores de mão como palms entre outros serviços e hardware.  Já se tornou cultural esperarmos cada vez mais ansiosos por um novo produto com capacidades mais avançadas que seu modelo anterior.

Tida como nova tecnologia, a internet e os produtos ligados a ela produzem conteúdo que por muitas das vezes ou é totalmente descartável, infringe leis ou vai de encontro a moral e os bons costumes da sociedade tradicional.  Podemos usar como exemplo o Camboja, um país asiático próximo ao Vietanam, Laos e a Tailândia.  O governo desse país proibiu a chegada dos celulares de terceira geração após o primeiro ministro e seus familiares temerem receber conteúdo pornográfico em seus aparelhos.  A terceira geração de celulares permite acesso a conteúdo multimídia através de banda larga.  Esse caso é apenas um pequeno exemplo dos inconvenientes que as novas tecnologias trazem junto com seus benefícios e entretenimento.

Atualmente a tecnologia esta ligada diretamente ao entretenimento, ou seja, a diversão em geral.  Pode ser apenas navegando na internet, baixando musica, filmes e programas (através de programas P2P), participando de comunidades virtuais (orkut, MySpace, Gazaag), publicando conteúdo (blogs), publicando conteúdo multimídia (podcasts, fotoblog e videoblogs), listas de discussão por email, comunicadores instantâneos (MSN, YahooMessenger, Skype, Google Talk) entre outras centenas de possibilidades que a internet oferece.
Nem sempre toda essa tecnologia é usada para fins pacíficos. Em São Paulo é comum torcidas organizadas marcarem seus confrontos através do Orkut.  Esse fato foi constatado através da própria polícia em investigações sobre a morte de um torcedor do time Palmeiras, assassinado por um rival corintiano.

Ainda que todo esse mundo tecnológico pareça ser um cenário distante para as camadas mais pobres da sociedade, podemos constatar através de algumas comunidades do Orkut que esse é um cenário que vem mudando.  São centenas as comunidades virtuais formadas por moradores de favelas.  Nessas comunidades, os moradores expõem sua vida no morro, necessidades e alegrias, marcam encontros.

Neste artigo focaremos as Novas Tecnologias que necessitam da internet como background para funcionar.  Como é o caso do Ipod, um produto da gigante Apple que domina o mercado de tocadores de mp3 e o que esses avanços estão mudando no cotidiano de cada um de nós.

Clique na figura e veja o esquemático das tecnologias que podem usar a internet para produzir e divulgar conteúdo.

Esquemático Tecnologias Dependentes da Internet

A Internet e a Sociedade Brasileira
Somos atualmente no Brasil 14,1 milhões de usuários de internet que ficam mais de 19 horas conectados.  Esses dados do Ibope/NetRatings mostram que ainda estamos longe de popularizar esse serviço, mas mesmo assim a internet no Brasil produz marcas cada vez mais profundas em nossa sociedade.

Com a falsa ilusão de um território sem leis, jovens, empresas, profissionais (jornalistas, publicitários, designers, etc…) buscam na internet as mais inusitadas formas para resolver seus problemas pessoais, melhorar seu trabalho e vendas.

Atualmente boa parte da imprensa vasculha sites e comunidades virtuais, como no caso do Orkut (www.orkut.com) para alimentar suas pautas.  É muito comum ouvirmos em programas de rádio e TV noticias e até mesmo pequenas notas sem ao menos sabermos de onde vem à informação, já que os veículos buscam essas notas de tantos sites que acabam se enrolando.  Esse tipo de conduta jamais aconteceria em um jornal ou revista já que poderia ser processado e ter que se retratar.  Além da questão de conteúdo é muito comum recebermos muitos textos normalmente atribuídos ao Luiz Fernando Veríssimo por email.  O colunista da Folha de São Paulo Carlos Heitor Cony comentou justamente isso em uma das suas crônicas na Folha Online: “Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos ou deformados que circulam por aí e que não podem ser desmentidos ou esclarecidos caso por caso”.


O Direito na era Digital

Sem leis claras e objetivas a internet gera crimes e situações nunca antes pensados pelo poder jurídico não só no Brasil como em todo o mundo.  O que o Direito esta aplicando no caso da Internet são as leis já existentes, mas com uma interpretação atual, como é o caso da Lei de Direitos Autorais.  O que se tem de conhecimento dessa lei surgiu na Inglaterra em 1709 e chegou ao Brasil em 1827.

Há pouco mais de cinco anos atrás as máquinas copiadoras eram os temores dos autores, mas a cópia e distribuição ilegal desse material pela rede multiplicou por um número infinito esse temor e saiu do controle querer dominar o monstro já criado.  Segundo a Dra. Patrícia Peck, advogada e especialista em Direito Digital a lei de Direitos Autorais, de número 9610/98, é muito ampla e aborda claramente os temas sobre infrações, além de dar suporte a qualquer mídia atual, ou que venha a ser inventada. Mas, para se proteger, ou pelo menos reduzir os abusos, existem algumas medidas que o autor deve tomar. A primeira delas é demonstrar a prova da autoria. Para isso, é necessário que o site seja registrado na Biblioteca Nacional ou no INPI. Segundo Patrícia, para isso, o autor gastará entre R$ 20 e R$ 40,00. “Este registro evita que alguém utilize o conteúdo de seu site e alegue que não sabia quem era o autor ou que ele era protegido”, alerta. Depois, é muito importante que o autor se preocupe com a arquitetura legal do seu site e mantenha avisos claros que é vetada a cópia e que o conteúdo é protegido. “A melhor maneira de combater a cópia ilegal é se prevenir. E esta informação deve ser clara e objetiva”.
Porém os problemas com direitos autorais literários são apenas uma parte muito pequena do quebra-cabeça que a internet se tornou para pais, educadores e autoridades.

Dona Candinha no PC
Na era de ouro do rádio nacional nos idos da década de 50 foi criada a Revista do Rádio para que os ouvintes pudessem visualizar os personagens das radio novelas e dos programas.  Umas das colunas “Mexericos da Candinha” contava fofocas das celebridades da época e assim Candinha acabou virando sinônimo de fofoqueira.  Atualmente a fofoca e o ato de cuidar da vida alheia invadiu a Internet e cada vez mais pessoas caem no conto do vigário, devido à curiosidade.

Nas comunidades de relacionamento é muito comum pessoas “vigiarem” umas as outras.  Vou me reter aqui na mais popular das comunidades o Orkut, aonde a predominância de usuários são justamente do Brasil, isso porque o brasileiro tem como de costume ser uma pessoa comunicativa.  A nova onda do orkut são os “fakes” perfis falsos que os usuários adotam para que possam de forma anônima saber o que as outras pessoas estão fazendo e falando, seja amigo (a), namorada (o), ex ou um desafeto qualquer, isso aconteceu depois que o sistema do orkut passou a identificar seus visitantes.   Mas o problema ainda consegue ser maior, pessoas inescrupulosas clonam perfils e adicionam material pejorativo como fotos pornográficas e saem adicionando os mesmo amigos do perfil original, depois enviam mensagens (scraps) com conteúdo obsceno criando uma rede de intrigas.  Até que todo esse mal entendido seja resolvido é possível que muita gente tenha sofrido com isso.

Outro fato que levam usuários da Internet a cair em armadilhas são os vírus enviados por e-mail para roubar senhas e dados confidenciais do usuário.  No assunto do e-mail o hacker comumente coloca algum texto relacionado à fofoca os mais comuns são: “Cicarele faz barraco em festa”, “Ex mulheres de Ronaldo fazem barraco” entre outros. E a maioria desses e-mails são relacionados ao site de fofoca “O Fuxico”.  A curiosidade pela vida alheia é tanta que é comum conhecer pessoas que caíram nesse truque.  Ou muito além outras pessoas que tem problemas em suas contas bancárias por terem abertos esses e-mails e em seguida suas senhas roubadas.

Infância ameaçada
A palavra pedofilia entrou há pouco mais de cinco anos no vocabulário do brasileiro.  O abuso sexual cometido por adultos a crianças é antigo, mas ganhou notoriedade e mais adeptos com a facilidade ao acesso à criação de conteúdo digital através de fotografias e filmes.  Os equipamentos baratearam e a velocidade de transmissão desse conteúdo criou uma rede enorme que é combatida no mundo todo tanto quanto o narcotráfico.  A disseminação desse material tem um campo fértil e difícil de ser controlado com o uso do orkut, site de hospedagem gratuitos, locais para armazenamento virtual de arquivos como o site Rapid Share (www.rapidshare.com) e Mega Upload (megaupload.com).

Autoridades internacionais tentam a todo custo destruir e prender pedófilos, mas o número parece cada vez maior até o Google, empresa responsável pelo Orkut já sinalizou dar total apoio à justiça brasileira entregando informações sobre os usuários que utilizam sua rede para criar e distribuir material ligado a pedofilia, racismo, xenofobia entre outros crimes de intolerância e desrespeito aos direitos humanos.

Industria Fonográfica versus MP3
Quando a banda de heavy metal Metallica entrou na justiça contra o até então maior programa de compartilhamento de arquivos, o Napster muita gente achava uma atitude ridícula e mesquinha da banda, já que as músicas em formato mp3 compartilhada através de programas que ligam os usuários ponto a ponto, os famosos P2P eram apenas uma forma de protesto contra os altos preços dos cds.

Mas na outra ponta existem milhares de artistas que perdem com a pirataria de sua obra por esses programas P2P.  Com a chegada da Internet ADSL ao Brasil no início do ano 2000 esses programas se popularizaram em nosso país.  Muitos deles permitem o compartilhamento de filmes, programas, imagens e jogos.  Essa forma doméstica de pirataria gera milhões de dólares de prejuízo aos fabricantes.  A pirataria de cds no Brasil chegou a tal ponto que fez gravadoras fechar as portas como o caso da Abril Music e BMG, deixando a deriva centenas de artistas.

A principal pergunta em questão é: – Até que ponto é correto baixar uma música sem pagar por ela?

Vendo que é quase impossível lutar contra esses programas P2P, muitas gravadoras oferecem musicas gratuitas para baixar, só que com baixa qualidade para que possam incentivar o consumidor a comprar o cd do artista.  Só que no Brasil esse mercado de venda de musicas online é tímido, onde só existe uma empresa a IMusic do grupo Abril.

Além da Internet não é difícil encontrarmos em qualquer centro de uma grande capital barraquinhas vendendo filmes e cds que nem ainda foram lançados.  Só que os governos de países como o Brasil, Rússia e China (que são justamente os que encabeçam a lista de países consumidores de produtos piratas) ainda tentam de forma tímida lutar contra esse novo mal da sociedade moderna.  Só que agem da forma errada atingindo o vendedor, camelô que batalha a duras penas em ruas e avenidas de grandes centros.  É necessário buscar a fonte geradora desse material, a pessoa que paga o carregamento dos containers nos portos.

Quanto mais tecnologia, mais pirataria.
Parece uma bola de neve montanha a baixo que cresce à medida que desce.  Senão bastasse que inventassem os aparelhos domésticos para reprodução de mp3, depois vieram os players portáteis como o Ipod da Apple entre outros, as marcas são das mais diversas e a capacidade de armazenamento também, tem armazenamento para todos os gostos e bolsos, o maior até o momento é o Ipod 60 gigas que além de armazenar músicas pode armazenar vídeos.  Outros problemas que a indústria de entretenimento enfrentam são com os gravadores de DVD doméstico, esses aparelhos são capazes de gravar a programação de séries e depois o usuário pode simplesmente distribuir esse material pela rede.

Outro temor desse mercado é com o aumento da velocidade da banda larga.  Atualmente no Brasil já temos conexões que chegam a 8 megas por segundo, mas em países como Hong Kong a conexão já alcança 1 gigabit o que daria para baixar toda a obra dos Beatles em míseros 14 segundos ou 1 DVD em 30 segundos, vale ressaltar que cada DVD tem em média 4,7 gigas.  Outros testes com fibra-ótica chegaram a descomunal velocidade de 2,5 terabits o que daria para baixar cinco mil dvds por minuto.

Esses números e seus exemplos práticos são assustadores para quem vive do mercado cinematográfico, já que é cada vez mais difícil controlar e punir a venda e a distribuição desse material digital pela rede.

A conceituada revista Super Interessante usou o exemplo de baixar dvds para que o seu leitor possa ter idéia da velocidade do que vem por ai em termos de Internet, mas analisando de forma imparcial, baixar propriedade intelectual e protegida por direitos autorais é tão comum que faz com que a revista adote esse procedimento ilegal como padrão para exemplificar a velocidade da Internet.

Conclusão

Sem dúvida que o exemplo dado pela Revista Super Interessante não foi usado para incentivar seus leitores a baixar nada de forma ilegal, mas mostra que as novas tecnologias mudaram os conceitos de certo e errado não só da população, mas até de profissionais de diversas áreas.  Atualmente o que está em voga é que não há mal algum em baixar ou consumir produtos eletrônicos piratas já que o original está muito caro, mas a baixa venda dos produtos originais causarão demissões dos programadores que criam os jogos, designers que criam as embalagens, vendedores, faxineiros das empresas que vendem e/ou produzem os jogos ou programas desktops, e assim por diante.  Além da pirataria, a crescente corrida por mais tecnologia cria grupos de pessoas que passam, por exemplo, a fotografar suas relações sexuais e depois querendo ou com a invasão de um hacker ter suas intimidades expostas na Internet.  Parece que vivemos em um mundo onde a ética e a moral vivem a mercê do oportunismo, ou seja, se eu tiver a oportunidade de fazer algo que não me trará grandes conseqüências diretamente, porque não fazer?

Bibliografia

Folha Online
Informática – http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u20083.shtml

Ibope/NetRatings

Folha Online
Pensata  – Carlos Heitor Cony
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult505u246.shtml

Senac São Paulo – www.ead.sp.senac.br

Mundo Cultural
http://www.mundocultural.com.br/artigos/Colunista.asp?artigo=613

Estadão
http://www.estadao.com.br/tecnologia/internet/noticias/2006/mar/10/351.htm

Super Interessante
http://super.abril.uol.com.br/super/superrespostas/conteudo_133299.shtml

Folha Online – Esporte
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2110200513.htm