Zé Ramalho – A Peleja do Diabo com o Dono do Céu

Esse disco é um clássico!!! Maravilhoso!!! Cansei de ouvir escondido dos meus amigos From Hell, porque fã de Iron Maiden, Megadeth, Sárcofago e Judas Priest não pode ouvir Zé Ramalho né?!! KKKK

Bobeira de adolescente….Quando alguém ia na minha casa eu sempre escondia esse disco pra não me zoarem!!! E hoje penso que eu deveria zoar quem ainda não escutou essa obra de arte.

Com violões maravilhosos, Zé Ramalho transforma em poesia a vida dura do sertanejo nordestino, passando pelas mazelas que o povo sofre em Admirável Gado Novo… Isso sem contar Jardim das Acácias e a guitarra de Pepeu Gomes, Mote das Amplidões… Todas as músicas são fodas!!!!
As letras são lindas, pesadas, densas e as vezes biográficas. Como em Garoto de Aluguel, que Zé conta a sua própria história como garoto de programa aqui no Rio de Janeiro.

Particularmente, considero A Peleja do Diabo com o Dono do Céu como um dos discos mais emblemáticos e significativos da nossa música.

 

No dia 23 de setembro foi aniversário dessa belezinha! Sim, essa maravilha já tem 25 anos de idade e ainda é tão controverso hoje, quanto na época do seu lançamento.

Titãs – Tudo ao mesmo tempo agora

No dia 23 de setembro foi aniversário dessa belezinha! Sim, essa maravilha já tem 25 anos de idade e ainda é tão controverso hoje, quanto na época do seu lançamento.
No dia 23 de setembro foi aniversário dessa belezinha! Sim, essa maravilha já tem 25 anos de idade e ainda é tão controverso hoje, quanto na época do seu lançamento.

No dia 23 de setembro foi aniversário dessa belezinha! Sim, essa maravilha já tem 25 anos de idade e ainda é tão controverso hoje, quanto na época do seu lançamento.

Eu já havia escrito sobre esse disco em vários posts em Blogs e aqui no Facebook. Muita gente dá mais crédito ao Titanomarquia como uma veia mais pesada dos Titãs. Pessoalmente considero “Tudo ao mesmo tempo agora” (1991) um filho muito mais malvadão e mal compreendido. Foi um disco posto de lado pela crítica, mas aclamado pelos fãs.

Com letras escatológicas e recheado de palavrões esse disco pode figurar muito bem nas coleções de muitos fãs de metal e até death metal.. Foi exagero, mas tudo bem! Como não se empolgar com letras desse naipe:

Corpo surja, oh! mente surja imunda
Em cada berço que esse esperma espesso inunda
Em cada fosso que esse gozo grosso suja
Papanicolaou, papanicolaou

(Clitóris)

Cheirar sua calcinha suja na menstruação

Isso para mim é enfeite

A cabeça do pau faz esporra de leite

Pra tomar de manhã

No café da manhã

E também no almoço

E depois no jantar

Amor, eu quero te ver cagar.

(Perfume)

30 anos do Kill ‘Em All

30 anos do Kill ‘Em All
30 anos do Kill ‘Em All

Por Filipe Souza
Foto: Filipe Souza [Acervo Pessoal]
Matéria no Metal Zone: http://www.metalzone.com.br/site/materias/artigo.php?sec=7&cod_materia=290

Há exatos trinta anos que o Metallica mudava radicalmente o cenário mundial do rock pesado ou para não ser apedrejado pelos xiitas de plantão, troquem rock pesado por Metal.

Em 1983 quando os baluartes do metal britânico como Def Leppard e Iron Maiden agraciavam o mundo com Pyromania e Piece of Mind, o verão de 1983 ficou mais quente na costa oeste dos Estados Unidos. E foi no dia 25 de julho de 1983 que quatro rapazes americanos com muito sacrifício conseguiram lançar um marco na história chamado Kill ‘em All.

Originalmente o disco seria lançado com o título “Metal up your ass”, e a capa seria um braço segurando uma espada e saindo de uma privada. A gravadora Liberty, que era um selo ligado a EMI achou que seria um suicídio comercial lançar o disco com essa capa e título. Então o baixista Cliff berrou: – Kill’em all (mate todos eles). A ideia foi muito bem recebida pelos outros integrantes da banda e por Jonny, dono da Megaforce, que lançaria definitivamente o Metallica. E para a capa do disco Jonny ainda sugeriu algo mais simples e tão brutal quanto a ideia original: um martelo sobre uma poça de sangue com a sombra de uma mão se afastando.

O disco não foi um sucesso comercial, mas só o fato de ter chegado à posição 120 no Top 200 da Billboard fizeram todos da banda e do novato selo Megaforce muito felizes. Porém, até os dias de hoje já foram vendidas mais de 3 milhões de cópias de Kill’ em All.

O disco combina a velocidade do punk rock de bandas como Ramones, o peso dos britânicos do Motorhead, além dos solos brilhantes do Judas Priest. Todos esses ingredientes fizeram do Metallica e seu debut o nome mais falado do underground americano. Enquanto a grande mídia simplesmente ignorava o grupo, zines nos Estados Unidos e na Europa enalteciam o poder bélico da banda. Uma publicação chegou a mencionar que o Metallica seria a resposta americana ao Motorhead.

Porém, todo esse burburinho e as boas noticias sobre o debut do Metallica só tinha deixado apenas uma pessoa triste e espumando de raiva: Mr. Dave Mustaine. O ruivo que havia sido mandado embora da banda um mês antes das gravações e já tinha montado o Megadeth, estava cheio de rancor no coração e como uma metralhadora, disparava para todos os cantos seus recalques sobre o Kill’em All.

Em uma dessas entrevistas, Mustaine argumentou: “Fico me perguntando o que o Metallica vai fazer quando acabar o estoque dos meus riffs”. As más línguas dão conta que James e Lars obrigaram Kirk a refazer os solos do disco. Mas Dave era só veneno, e talvez sem tanta necessidade, já que o ruivo recebeu seus devidos créditos até no Ride The Lightning, que foi o segundo disco lançado pelo Metallica.

Kill’em All é um debut recheado de clássicos. Desde a primeira faixa “Hit the Lights” passando por “The Four Horsemen”, “Motorbreath”, “Jump in the Fire”, a instrumental “Pulling Teeth”, “Whiplash”, “Phanton Lord”, “No Remorse”, “Seek & Destroy” e para fechar “Metal Militia”. A grande maioria dessas músicas são tocadas até hoje nos shows da banda.

A faixa “Hit the Lights”, que aparece na icônica coletânea Metal Massacre é uma composição da primeira banda de James Hetfield, o Leather Charm. Assim como “The Four Horsemen”, que foi escrita por Dave Mustaine para sua banda Panic e que se tornou “The Machanix” no debut do Megadeth, Killing is My Business…My Business is Good (1985).

No aniversário de 30 anos do Metallica em 2011 a formação original da banda tocou “Metal Militia”, no palco além de James Hetfield (guitarra e vocal), Lars Ulrich (bateria), acompanharam também Ron McGovney (baixo) e Dave Mustaine (guitarra).

Kill’em All
Gravado entre 10 e 27 de maio de 1983 no estúdio Rochester em Nova Iorque.
Lançado em 25 de julho de 1983
Produzido por: Paul Curcio
Tempo total de áudio: 51:15

Cronologia:
Kill’em All (1983)
Ride the Lightning (1984)

Singles:
Whiplash (Agosto/1983)
Jump in the Fire (Janeiro/1984)

Lista de Músicas:
01. Hit the Lights (James Hetfield, Lars Ulrich) [ 4:16]
02. The Four Horsemen (James Hetfield, Ulrich, Dave Mustaine) [7:13]
03. Motorbreath (James Hetfield) [3:08]
04. Jump in the Fire” (James Hetfield, Ulrich, Mustaine) [4:41]
05. (Anesthesia) – Pulling Teeth (instrumental) (Cliff Burton) [4:15]
06. Whiplash” (James Hetfield, Ulrich) [4:10]
07. Phantom Lord (James Hetfield, Ulrich, Mustaine) [5:02]
08. No Remorse (James Hetfield, Ulrich) [6:26]
09. Seek & Destroy (James Hetfield, Ulrich) [6:55]
10. Metal Militia (James Hetfield, Ulrich, Mustaine) [5:09]

Fontes:
Metallica: A Biografia (Mick Wall)
Site Metal Injection (www.metalinjection.net)

Ainda sobre o 13 do Black Sabbath

black-sabbath-13

Deixa eu ver se entendi bem essa jogada! Tem gente reclamando que o novo trabalho do Black Sabbath tá “mais do mesmo”. O disco parece uma banda de stoner moderna ou um dos primeiros discos do Sabbath!


Pera ai! Essa banda que vcs estão criticando não é a mesma que criou a bagaça toda????? E queriam que a banda soasse como?

É dessa fonte que bebe o Orchid, Reverend Bizarre, Statik Majik, Sepultura entre outros!!!

Vcs queriam que o novo do Black Sabbath soasse como o que?? KKKKKKKKK
Gente insatisfeita!!!

Fico acompanhando os posts de jornalistas, músicos e amigos dos quais sou fã e 13 é unanimidade entre eles!

Black Sabbath – 13 (2013)

Escrevi recentemente essa resenha para o Metal Zone, mas para não deixar o Blog mais parado do que já está…

Black Sabbath - 13
Black Sabbath

Os três senhores responsáveis pela criação do Heavy Metal e com seus mais de sessenta anos de idade carregaram em suas costas nos últimos meses, todo o peso da responsabilidade e de toda uma história honrosa que o nome Black Sabbath carrega. A missão desses nobres senhores? Manter a tradição!

Senão bastasse, o guitarrista Tony Iommi luta contra o câncer, o vocalista Ozzy Osbourne trava sua batalha contra a recaída nas drogas e uma possível separação de sua esposa, Sharon Osbourne. E o mais notável: eles passaram dos 60 anos, mesmo com uma vida de exageros! E continuam tão bons como em 1970.

Esse trabalho já merece nota dez pelo esforço coletivo desses monstros sagrados da música, independente do estilo musical que o leitor ouça. Esses três senhores que compuseram 13: Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra) e Geezer Butler (baixo), estão na ativa desde meados da década de sessenta, só para não aprofundar muito em datas. E juntos foram responsáveis por compor músicas que serviram de alicerce para posteriormente outros músicos criassem inúmeros estilos musicais. Serviram de inspiração para centenas de músicos e até hoje são referencia para novas bandas.

E foi justamente esse trio remanescente da formação original, que juntos lançaram o álbum “Never Say Die”, o último trabalho de estúdio do Black Sabbath isso em 1978, há exatos 35 anos atrás.

No momento em que escrevo esse texto, penso no frio na barriga que esses senhores, mesmo que com uma experiencial musical de quase meio século, sentiram enquanto estavam compondo e gravando esse trabalho. Sabendo que o mundo do Rock/Metal aguardavam ansiosos pelo lançamento de 13.

Quando coloquei 13 para “rolar” no meu mp3 player, não deu para esperar a amazon despachar os originais, que os primeiros acordes de “End Of Beginning” já me prenderam!

A marcação do baixo de Geezer Butler é inconfundível, os riffs e solo do Tony Iommi ainda estão intactos e Ozzy, que nunca foi grandes coisas como vocalista, cantando como Ozzy. O que mais o ouvinte quer?

É Black Sabbath em sua essência. É aquele velho demônio adormecido nas profundezas mais obscuras e frias do inferno, que abre sua cripta, espalhando sombra e destruição enquanto se levanta e ainda consegue urrar para mostrar que está vivo e forte. Esse demônio NUNCA morreu!

A segunda faixa do play “God is Dead?”, já havia sido liberada há algum tempo atrás e serviu para aguçar a vontade de alguns pelo novo trabalho da banda ou apenas alimentar o ceticismo de outros.

Após mais de 16 minutos de música, isso mesmo, as duas primeiras musicas somam exatamente 17:01 minutos, a faixa “Loner” é mais um exemplo de peso absurdo e musicalidade bem no estilo Black Sabbath. Para quebrar o clima “Zeitgeist” é uma baladinha blues. E não tem como me fazer deixar de lembrar a música “Planet Caravan” do álbum Paranoid (1970).

As pedradas “Age of Reason” e “Live Forever” dão sequencia ao disco e são ótimas. Em “Age of Reason”, o baixo de Geezer divide bem o comando da marcha para a guerra, com as levadas pesadas de Tony Iommi. Os solos de “Live Forever” beiram o descomunal. É Tony Iommi transbordando criatividade e vivacidade. O guitarrista mostra que ainda é uma tremenda fábrica de riffs.

E para fechar o cd mais dois grandes sons: “Damaged Soul”, com sua levada cadenciada e cheia de blues, pesada e melancólica. Em “Dear Father” outro momento de peso do cd. Desta vez o destaque fica para o baterista do Rage Against the Machine, Brad Wilk.

O cd saiu em versão deluxe com mais três músicas: Methademic, Peace of Mind e Pariah. E os fãs brasileiros podem comemorar, pois o CD já está na pré venda nos principais sites de e-commerce do Brasil. O preço não está muito diferente do lançamento europeu ou americano. O álbum custa no Submarino R$ 33,90.

Sem sombra de dúvida que “13” é mais um tiro certeiro do produtor Rick Rubin, os incrédulos e chorões de plantão que se mordam. Esse lançamento pode figurar tranquilamente entre os melhores discos da fase Ozzy do Black Sabbath.

Agora resta para nós fãs aguardar as lojas enviarem nossos pedidos, para quem comprou 13 na pré venda e os shows da banda em outubro no Brasil.

Post original do Metal Zone: http://www.metalzone.com.br/site/resenhas/materia.php?sec=6&a=395&g=6&cod_materia=290

 

Ozzy Osbourne – Speak for the Devil

Ozzy Osbourne - Speak for the Devil
Ozzy Osbourne – Speak for the Devil

Esse disco representa muito pra mim. Desde adolescente sou maluco pra ter em vinil. Já tive esse álbum umas dezenas de vezes em cd, que já me serviu como moeda de troca ou para ganhar uma grana e ir a shows. Acho que já vendi esse álbum em cd para uns 3 amigos diferentes. E com a grana eu ia para algum show: Bruce Dickinson em 98 eu acho, Helloween, Megadeth.. por ai vai…

Mas ter em vinil é uma experiência que vai além da musica e dessa dimensão astral. É algo transcendental! Quanta viagem!! hehehe

Vi esse disco pela primeira vez com meu ex-vizinho Luiz Marcelo, eu devia ter uns 14 anos e ele uns 21, em 1992 eu acho… Eu estava começando a ouvir metal e vi essa cara do Ozzy cuspindo sangue, que eu nem imaginava quem era …

Depois de um tempo sondei ele pra ver se rolava uma gravação em fita K7, e olha que foi um sufoco arrumar uma fita de 90 minutos…Depois do disco gravado e eu ter conferido o LP por dentro, fui escutar….

NOSSA! Que álbum. Que sonoridade, o peso é descomunal desse trabalho.  Também não é pra menos, na bateria ninguém menos que Tommy Aldridge, na guitarra Brad Gillis e no baixo Rudy Sarzo. Só os mais feras da década de oitenta.

E nos vocais…. ELE!!! Que não é o melhor vocalista, não é o melhor letrista, não é o melhor frontman, não tem o melhor carisma, não tem a melhor das aparências, não tem a melhor voz. O cara nem tem aparência para um vocalista de uma banda de Heavy Metal, MAS ELE É O CARA! E OZZY arrebenta nesse disco!

A sonoridade do álbum é descomunal, só ouvindo pra sentir toda a vibração! Gravado em 1982 na cidade de Nova Iorque, o trabalho reúne as melhores músicas Black Sabbath em versões muito mais pesadas. Parece que as músicas tem mais raiva, rancor e aquele sentimento de dever cumprido, ou seja, já que o Sabbath não gravou um álbum ao vivo com Ozzy, deixa que o Madman faz isso sozinho! E FEZ MUITO BEM!!!!

Na minha humilde opinião esse é um dos dez melhores álbuns ao vivo de metal.

Se eu fosse exilado em outro planeta e só pudesse levar um disco para ouvir, sem pestanejar Speak for the Devil seria esse disco!

Depois de um tempo eu consegui um quadro com 1.60 de altura com a parte interna do disco. Meu pai quase teve um troço quando viu no meu quarto!! Kkkk

Graças ao Renato Martini pude conseguir essa pérola!!!  Cara!!! VALEU DEMAIS!!!!!

 

Meu Top 10 – Live Albuns:

1 – Ozzy – Speak for the Devil

2 – Iron Maiden – Live After Death

3 – Slayer – Decade of Aggression

4 – Judas Priest – Unleashed in the East

5 – WASP – Live in the RAW

6 – Helloween – Live in the U.K

7         – Scorpions – World Wide Live

8         – Rainbow – On Stage

9         – Dio – Intermission

10     – Pink Floyd – Delicate Sound of Thunder

Metal Zone: mais de uma década falando sobre metal

Metal Zone
Metal Zone

Caramba! Outro dia que me dei conta disso. O Metal Zone fará treze anos de existência. É muito tempo para um site que mantenho sozinho. Bem, uma vez ou outra algum dos meus melhores amigos me ajuda com material. Porém são os 95% do tempo que eu faço tudo.

O Metal Zone tem uma história engraçada e tudo começou bem no início do século. Nossa que parágrafo mais antigo! Mas tudo bem, vamos lá.

No início do ano 2000 eu estava acabando um curso de web design que fiz no INFNET e em março consegui um emprego na cidade de São Paulo, já que no Rio de Janeiro não havia mercado para essa área.  Comecei trabalhando em uma empresa onde meu chefe direto e o chefão do setor eram dois idiotas.  O meu chefe direto não gostava de carioca e queria fazer de tudo pra eu ser mandado embora, o que felizmente aconteceu com ele primeiro! E o chefão do setor de informática era um idiota egocêntrico.

Cansado de todo aquele clima eu comecei a procurar emprego em SP, mas precisava ter um portfólio, o que eu não tinha. Na empresa que eu estava só fazia manutenção do site deles.  Então decidi fazer um site sobre a banda finlandesa Sentenced, que eu acabara de ouvir e ficar hiper fã deles.  Então pesquisei na internet sobre a banda, isso em uma época pré Google, já que o buscador não era o monstro que é atualmente.

Através de traduções, pesquisas com entrevistas sobre a banda, resenhas estrangeiras de shows e fotos, montei um bom acervo sobre a banda.

Depois do conteúdo pronto veio o trabalho de design, ou seja, criar o site mesmo. Com o photoshop em mãos fui desenhando o layout do site e em três dias estava pronto.  Hospedei o site na finada HPG e criei um redirecionamento de domínio no CJB.net .

Depois do site pronto e o conteúdo todo editado e publicado, era o momento de divulgar o trabalho. Comecei a divulgar o site em chats, fóruns e mandar emails para pessoas ligadas a mídia sobre heavy metal. Até que um dia ninguém mais ninguém menos do que o Ricardo Batalha, que é o editor chefe da Roadie Crew leu meu email e visitou o site. O cara me respondeu parabenizando o trabalho e me deu a dica para entrar em contato com a banda e a gravadora.  O Batalha me passou os contatos e mandei os emails.

Em alguns dias ninguém mais ninguém menos do que Miika Tenkula (guitarrista e um dos mentores do Sentenced) respondeu meu email me felicitando pelo site e algum tempo depois meu site foi incluído na seção de links no site oficial do Sentenced como primeiro site em língua portuguesa sobre a banda.

O site brasileiro sobre a banda cresceu muito, fiz muitas amizades através do site. O livro de visitas do site bombava de elogios e tinha gente que achava o meu site mais legal do que o site oficial da banda.

Só que eu precisava de mais um trabalho para enriquecer meu portfólio. E em 2000 começaram a se popularizar sites sobre metal, conhecidos como webzines – nome que eu odeio, pois para mim zine é algo artesanal e mal feito.

O Whiplash foi um dos pioneiros em meados da década de 90, mas em 2000 alguns outros surgiram, mas nenhum deles falavam sobre as bandas que eu gostava e era fã como: Type O Negative, Artch, Malice, Iron Angel, WASP, Sanctuary, Carnivore, entre outras.

Nessa época eu mandei alguns textos para o Whiplash sobre o Iron Angel, que nunca foram publicados e tinha muita burocracia para a publicação de material.  Então decidi eu mesmo criar um portal onde pudesse escrever sobre essas bandas, já que com o site do Sentenced eu acabara de adotar a escrita e a pesquisa como minhas novas paixões além do design e do desenvolvimento web.

Em agosto de 2000 surgia o Metal Massacre, a primeira versão do Metal Zone. O design do site era todo em azul escuro, justamente para fugir do preto que infestava os sites sobre metal.  Mas eu não gostava do nome Metal Massacre, achava complicado para ler e meio grande demais.  Então em uma madrugada fria de agosto na capital paulista, eu estava assistindo um seriado antigo chamado Twilight Zone. Pronto! Na mesma hora pulei da poltrona e disse: METAL ZONE!

Foi em setembro que a primeira versão do Metal Zone ficou online através dos servidores gratuitos da HPG.  O site trazia pouco conteúdo, como as resenhas de CDs do meu acervo particular, biografia das minhas bandas favoritas e papeis de parede que eu mesmo fazia.  Aos poucos o site foi ganhando notoriedade e os acessos foram crescendo.

Só em julho de 2001 que eu consegui registrar o domínio metalzone.com.br, já que na época existia muita burocracia para o registro dos domínios. Era necessário ter CNPJ e o registro custava uns R$ 90,00, eu acho. Agora não lembro muito bem o valor.  Usei o CNPJ do pai da minha ex namorada Paula Guedes.

E foi graças aos conhecimentos jornalísticos da Paula, que era estudante de jornalismo na época que me ensinou o que era pauta, release, presskit, credenciamento entre outros jargões jornalísticos que passaram a fazer parte do meu mundo.

Em julho o Metal Zone já estava em um servidor pago e usando ASP como linguagem de programação.  Ainda sem banco de dados, o conteúdo era todo atualizado na unha!

Nesse período algumas gravadoras já me mandavam material para resenha no site como a Hellion, Xtreem Music da Espanha e a Spinefirm da Finlândia.  Um ponto alto do Metal Zone foi a entrevista com a banda finlandesa Children of Bodom que culminou em um papo bem legal com o grupo pessoalmente em sua passagem pelo Brasil em 2001. E depois algumas trocas de emails.

No início de 2003 voltei para o Rio de Janeiro e passei a estudar PHP e passei o Metal Zone todo para PHP utilizando banco de dados MYSQL. De agora em diante todo o conteúdo do site era armazenado em um banco de dados, editado e atualizado em tempo real, sem a necessidade de criar paginas para cada texto.

Ter criado um sistema para administrar o site me deu muito mais dinamismo e tempo para eu focar no conteúdo do site. Sendo assim eu escrevia muito mais material, sejam biografias, resenhas e entrevistas.

Em meados de 2004 o Metal Zone já contava com um acervo com cerca de dois mil textos, entre resenhas de CDs, resenhas de shows, biografias, entrevistas, resenhas de DVDs, artigos diversos sobre metal.  Com ajuda do meu melhor amigo Henrique Linhares, o conteúdo do site bombava de material novo e principalmente as discografias comentadas.

Mas nem tudo são flores, em agosto de 2004 a empresa de hospedagem onde eu armazenava o banco de dados do Metal Zone e os trabalhos de vários clientes meus simplesmente perdeu todos os dados e teve sua conta excluída.

Em 2004 o cenário de internet era ainda precário no Brasil. O dólar estava absurdamente alto e muitas pessoas com dinheiro alugavam servidores nos EUA e revendiam no Brasil a hospedagem como se os servidores estivessem aqui. Uma prática comum até hoje.

Só que não tem como saber se a pessoa por trás da empresa fictícia de hospedagem é um profissional ou um amador.  E no meu caso era um garoto de 16 anos.  Esse garoto se passava por uma empresa de hospedagem e ele usava o servidor para outros fins, que não faço ideia quais eram.  A empresa americana de hospedagem simplesmente excluiu todo o conteúdo do servidor.

Meu ato falho foi que eu não tinha backups e todo o material do site foi perdido. Imediatamente perdi as mais de quatro mil visitas diárias e não conseguia em tempo hábil recuperar todo o conteúdo do site sozinho.  Ainda penei alguns meses hospedando o Metal Zone em empresas pra lá de fraudulentas e incapazes de manter o site online.

Foi em 2005 que eu consegui achar uma empresa de qualidade. Passei a hospedar o Metal Zone e os sites dos meus clientes na empresa americana Dreamhost.  Trabalho com eles até hoje e nunca tive problemas com meus trabalhos. Atualmente hospedo mais de 200 sites na Dreamhost.

Com casa nova decidir mudar o layout do Metal Zone.  O site até então tinha um cor para cada seção, era feito utilizando tabelas o que dificultava a manutenção e tinha a navegação na horizontal.

Em julho de 2005 foi para a internet uma nova versão do Metal Zone, já sem tabelas e utilizando CSS e javascript em suas páginas.  A linguagem de programação ainda era PHP com MYSQL.  A cor do site passou para um cinza escuro e o mascote do site ganhou um pouco mais de destaque junto ao logotipo.

Entre os anos de 2004 e 2007 a Nuclear Blast, Hellion, Spinefarm e Xtreem Music davam suporte com material para o site. E passei a cobrir diversos shows e eventos pelo país.

Em 2008 precisei pausar as atualizações do site para me dedicar ao ultimo ano da minha faculdade de jornalismo e a monografia.  Em 2009 refiz o banco de dados do Metal Zone melhorando o dinamismo das seções e evitando algumas duplicidades de dados. Além de trazer alguns recursos das redes sociais para o site.

Em abril de 2010 uma versão totalmente nova do Metal Zone foi para a internet. O logotipo do site ganhou ares de brasão e o mascote ficou mais em evidência.  Todo o conteúdo antigo do site precisou ser readaptado para a nova estrutura e muita coisa ainda não foi republicada.

Muitas bandas antigas que eu curto aos poucos foram reintroduzidas ao site, já que essa foi a proposta inicial do Metal Zone.  Em 2011 um amigo de longa data entrou na equipe para escrever principalmente sobre NWOBHM foi o Luis Ribeiro.

Atualmente o Metal Zone é um hobbie, nunca ganhei um tostão furado com o site, ao contrário já devo ter gastado uns vinte mil reais com hospedagem, horas de trabalho e tecnologia para manter o site.  Mas é um trabalho bacana o qual não pretendo largar tão cedo.

Engenheiros do Hawaii e EU

Há algum tempo atrás fiz um comentário no blog do líder dos Engenheiros do Hawaii – Humberto Gessinger.  Esse comentá ficou tão rico de informações sobre mim e as minhas descobertas musicais, que resolvi transformá-lo em post.

Não sei se você tem tempo para ler todos os comentários aqui, mas após ler seu post sobre o OUÇA O QUE EU DIGO: NÃO OUÇA NINGUÉM, toda a minha adolescência veio como um filme.

Lembro-me de quando eu morava em Resende (interior do Rio de Janeiro) tinha 9 anos e fui correndo até o orelhão pedir pro locutor da rádio local tocar novamente “Ando Só” e pedi pra ele esperar eu voltar pra casa porque queria gravar a música. E não foi que ele tocou a música? Fez um comentário engraçado, que não lembro agora, e deixou o som rolar.

Eu tinha uma coleção de fitas da Disney com o áudio das histórias infantis: branca de neve, Pinóquio entre outras. Só que eu tinha acabado de descobrir o rádio e por sua vez o rock dos Engenheiros. Fiquei maluco com a sonoridade da banda e com as letras. E substitui as historias infantis por várias musicas dos Engenheiros, Barão Vermelho, A-há, Cazuza, Led Zeppelin, Gênesis e Pink Floyd.

Meu pai achou muito legal meu recente gosto musical e dizia: – Esses rapazes dos Engenheiros do Hawaii são muito inteligentes, as letras e as capas são bem legais. Isso mesmo, você precisa ouvir musica boa, que acrescente algo na sua vida, dizia meu pai. E me deu de presente duas fitas K7: Várias Variáveis dos Engenheiros e uma coletânea do Raul Seixas.

Em dois anos eu já estava ouvindo heavy metal e bandas como: Iron Maiden, Metallica, Judas Priest, Black Sabbath, Skid Row e Helloween explodiam nos autofalantes lá de casa.

E em nenhum momento deixei os Engenheiros de lado. Certa vez fui à casa de um amigo para gravar uns LPs dele e no meio da coleção “from hell” tinha o OUÇA O QUE EU DIGO: NÃO OUÇA NINGUÉM, não titubiei e gravei o disco na mesma hora. O amigo ainda perguntou: – Tem certeza que você quer gravar isso? Eu só tenho porque foi a minha namorada que me deu. E disse em voz alta: Claro! Blasfêmia você dizer isso sobre a banda!

Fiquei ouvindo minha fitinha durante semanas e descobri, que o “OUÇA O QUE EU DIGO: NÃO OUÇA NINGUÉM” era meu disco favorito!!!

Era engraçado, porque da minha galerinha “from hell” eu era o único que curtia Engenheiros e não tinha vergonha de dizer e nem escondia os discos da banda…Os únicos discos que eu escondia da galera para eles não saberem que eu gostava era do Alceu Valença e do Zé Ramalho (risos).

Certa vez na escola, no livro de português tinha um trecho da música “Somos Quem Podemos Ser” para fazermos uma análise poética. A professora perguntou se alguém conhecia a banda ou a música. Todo orgulhoso levantei a mão e na aula seguinte levei a música gravada em uma fita para analisarmos na aula.

Recordo-me de todos os momentos em que eu chegava da escolha e ligava a TV no Programa Livre ou Matéria Prima e ficava doido quando eram os Engenheiros tocando.
Infelizmente nunca vi o show da banda e olha que eu sou escolado em shows.

Tinha me tornado fã número um da banda. E hoje com 33 anos, jornalista, com uma modesta coleção de quase três mil cds, centenas de Lps, dvds e mesmo com todo o avanço tecnológico existente, fiz questão de ter todos os cds da banda, os da fase trio. E não deixo de ouvir nunca Engenheiros. De acompanhar as peripécias musicais e literárias do Humberto, que através da sua poesia musical e de seus dois ex-companheiros de banda transformaram minha adolescência e cultivaram em mim o gosto por música de qualidade e pela cultura universal.

Valeu HUMBERTO e Cia. 😛

Eu ainda compro cd sim e daí?

Eu ainda compro cd sim e daí?
Eu ainda compro cd sim e daí?

Há algumas semanas atrás me senti velho e totalmente fora do tempo e espaço quando ouvi o que uma menina de pouco mais de oito anos disse ao pai.  Estava eu na Livraria Travessa em Ipanema, quando uma menina puxa o pai e solta a seguinte pérola: – Vamos pai! Quero sair daqui. Comprar CD é coisa de velho. Imagina se meus amigos me vêem aqui comprando cd? Tem que baixar da internet! Que mico!

Olha só que desaforada essa pequena criatura! Fiquei rindo muito na hora. Foi engraçado, mas ao mesmo tempo aterrorizante! Sou um saudosista nato. Adoro ouvir CD, ouvir disco de vinil e ler livros e HQs. Que essa menina não leia esse post, senão ela me colocaria à venda em uma loja de antiguidades. Mas fiquei pensando no assunto por alguns dias. Imaginem se essa nova geração admitir que tudo quanto é forma cultural e bens de consumo devam ser baixados livremente da internet. Acredito piamente que essa criaturinha seja uma seguidora fiel dos princípios de Adorno e Horkheimer em suas dialéticas sobre a Indústria Cultural.

Sempre achei utópico todo esse papo furado dessa dupla. Inclusive nas aulas de Teoria da Comunicação eu me achava o exemplo máximo “do contra”. Eu era totalmente contra a balela defendida pelos pensadores Adorno e Horkheimer. Compro cd, comprei muito disco na minha vida, compro e leio pelo menos três livros por mês, assino três revistas (BRAVO, Superinteressante e Você S/A), assino jornal (Jornal do Brasil), compro DVDs, vou a shows.  É bem verdade que eu também baixo CDs e filmes pela internet, mas só aqueles que não vou ter como comprar, ou por serem importados ou não achar em loja a preços cômodos. Um exemplo é o novo cd do Frejat, me recuso a pagar R$ 39,90 dinheiros em um cd. Enquanto uma obra prima como o Labiata do Lenine me saiu por R$ 25,00, o que ainda é um preço alto, mas é acessível.

Enquanto esses pensadores acreditavam que cultura só poderia e deveria ser consumida “in loco” e não distribuída em pedaços de plástico e vendido, transformando assim a cultura em bens de consumo, talvez agora esses pensadores devam estar se contorcendo em seus respectivos caixões, já que tudo virou uma zona.

O que antes era consumido como cultura, agora é distribuído livremente sem nenhum controle. Esses pensadores acreditavam que só poderia ser considerado como obra cultural se você a presenciasse in loco, ou seja, fosse a um concerto ou ao teatro por exemplo. A partir do momento em que a musica foi gravada e vendida, passou a se tornar um produto, e não mais uma opção cultural.

Só que atualmente, podemos até dizer que os CDs são distribuídos livremente através da rede. Ou seja, reforçamos a destruição do paradigma do bem de consumo. Já que essa distribuição “livre” está acabando com as gravadoras.  Em contra partida, os shows dos artistas ficaram extremamente caros. Atualmente se encontra ingresso a R$ 400, 00. Os produtores culpam a meia entrada e por isso aumentam tanto o valor do ingresso. Mas convenhamos que uma meia entrada de R$ 200 paus ainda é pra lá de salgado.

Será que nos tornamos então uma sociedade totalmente sem cultura? Já que está cada vez mais difícil assistir a um show, procure pela tabela de preços do TIM Festival desse ano! E olha que o evento estava caidasso. Por outro lado as novas gerações nos ridicularizam por comprarmos CDs em lojas e na internet. E isso já demonstra que quando tiverem poder aquisitivo suficiente, se quer pensarão na possibilidade de gastar alguns trocados em CDs.

Será o Fim?

Ozzy Osbourne + Korn + Black Label Society

03/04/2008
Local: Rio de Janeiro – HSBC Arena


Após treze anos desde a última apresentação de Ozzy em terras brasileiras, a noite de quinta-feira prometia muita diversão aos nove mil fãs ensandecidos que compareceram ao HSBC Arena, localizado na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.

Já no final da tarde, um exército de adolescentes e muitos jovens acima dos 30,40 e 50 anos, se dirigiam para o local do show. Mesmo com a iminência de desabar um aguaceiro torrencial. Isso não foi o suficiente para desanimar ninguém a comparecer. Pessoas de todas as partes da cidade do Rio de Janeiro, do interior e de outros estados como: Minas Gerais, Espírito Santo e do Nordeste, se aglomeravam dentro e fora da arena. A massa de preto já lotava as imediações do HSBC Arena, um local muito bem escolhido para a realização do show. A “arena” possui uma infra-estrutura de primeiro mundo, fácil acesso, acústica ótima e possibilita uma boa visão do espetáculo, mesmo das arquibancadas laterais.

No horário previsto, por volta da 20:20, o Black Label Society subia ao palco para um show mortal e cheio da “marra” por parte do guitarrista e líder da banda, Zakk Wild.

Zakk, que também é musico da banda principal de Ozzy, deu um show a parte com suas encenações e virtuosismo das seis cordas. A banda que até pouco tempo não me chamava muita a atenção, esbanjou técnica, peso e energia.

Todos os músicos são excelentes, mas é lógico que as peripécias de Zakk chamaram a atenção de todos por ali. Além de Zak, o guitarrista Nick Catanese também alegrou os fãs da “ala direita” do palco, esbanjando simpatia e distribuindo paletas a vontade para quem estava mais próximo à grade de proteção.

O Black Label Society veio para divulgar seu último trabalho de estúdio, o excelente “Shot to Hell”, lançado no Brasil em 2006 pela gravadora Nuclear Blast. O setlist do show, apesar de curto, teve muitas músicas desse último cd. Ao vivo as músicas são tão pesadas e ensurdecedoras quanto no cd.

Depois da apresentação fulminante do Black Label Society, o palco foi rapidamente desmontado para a entrada do Korn. A banda (pogobol, clique aqui para saber o que é um pogobol, caso você não tenha vivido a década de 80 ou brincado com um ) fez uma apresentação um pouco mais longa, agradou seus fãs e saiu.

A ansiedade tomou conta de todos na arena. Os fãs de Ozzy, se espremiam em frente ao palco. No telão atrás da bateria, o logo com o nome do vocalista causava arrepios aos jovens fãs, que histéricos, entoavam em uníssono: “Olê, Olê, Olêeeee, Ozzê, Ozzê”. E o Mr. Madman, provocativo como ele só, incitava cada vez mais o público, por trás do palco, pelo microfone, repetia o coro: “Olê, Olê, Olêeeee”, e o público respondia: Ozzê, Ozzêeeeee.

As luzes se apagaram e nos telões uma brincadeira já costumeira de Ozzy. O vocalista gosta de usar cenas de filmes clássicos e aparecer na cena como personagem. E dessa vez usou Piratas do Caribe 3, apareceu como Jack Sparrow, e ainda mordeu a cabeça de um papagaio. Brincou embaixo das saias da Rainha Elisabete, fez parte da Família Soprano, Lost, entre outras que divertiram muito o público.

Quando Carmina Burana eclodia nos alto falantes, já se sabia que o espetáculo seria magistral. E assim foi quando o Madman saiu correndo para saudar seu público e vice versa.

O show abriu com “I Dont Wanna Stop”, segunda faixa do álbum Black Rain, lançado em maio de 2007. Depois foram muitos clássicos da carreira do quase sessentão.

Após a música de abertura, Ozzy e banda fizeram uma seqüência arrepiante com: Bark at the Moon, Suicide Solution e Mr. Crowley. E quando você achava que o sonho não poderia ficar melhor, fecharam a primeira parte do set com: War Pigs e Crazy Train, essa última levou o público ao delírio.

Para quem acha que Ozzy não é nada mais do que aquela figura caricata que o tornou ainda mais famoso no seriado The Osbournes, pode rever seus conceitos. Ao vivo o vocalista mostra porque é considerado o pai do heavy metal e um verdadeiro e único showman. Ozzy tem o público em suas mãos. Se o Madman pede para que gritem, seus súditos atendem, se pede para que pulem, mais uma vez é atendido, se pede para cantarem junto com ele ou que façam barulho o quanto puder, ninguém pensa um segundo sequer: – Faz.

Antes de dar início a segunda parte do set, um solo de guitarra sem igual e mais uma vez cheio de “marra” do animalesco Zakk Wild, o cara (Zakk) parece uma mistura de caminhoneiro/motoqueiro e viking.

E Zakk é uma fera mesmo. Depois de atacar em um show sem igual com o Black Label Society, ainda teve muita lenha para queimar tocando com Ozzy e fazendo um excelente solo de quase cinco minutos. O solo de Zakk teve direito a tocar com a guitarra atrás das costas, com a boca, sentado e só faltou plantar bananeira.

Sem perder tempo e com mais baldes de água para o público, Ozzy vem com um clássico do Black Sabbath: Iron Man. Em No More Tears o baixo do ex White Zombie, Rob Nicholson (Blasko) deu alguns problemas, que foram muito bem contornados com o carisma sem igual de Ozzy. Baixo consertado e os primeiros acordes de “No More Tears” ensandeceram os fãs que cantaram cada frase.

Mais uma faixa do novo trabalho de Ozzy, a oitava musica do cd “Here for You” fez os ânimos se acalmarem um pouco, mas “I Don’t Want To Change The World” e “Mamma I’m Coming Home” foram seqüências perfeitas.

E para fechar a noite com chave de ouro, Ozzy pede mais a participação do público e grita: – Paranoid. Pronto! O que sobrou do HSBC Arena iria desmoronar agora. Zakk mandou ver nos primeiros riffs de um dos clássicos do Black Sabbath, enquanto a cozinha certeira formada pelo ex Faith No More, Mike Bodin na bateria e o ex White Zombie – Blasko no baixo deram mais uma vez conta do recado.

Ao final de Paranoid, um pequeno incidente poderia ter tirado o brilho da noite, quando Zakk solta a guitarra em cima do publico, e alguns fãs tomam o instrumento do guitarrista, que pula no meio da galera para resgatar sua preciosidade, mas a guitarra volta destruída às mãos de Zakk Wild.

A banda se despede e o público fica a ver navios, já que na empolgação que Ozzy estava, com certeza caberia mais uma música para fechar a noite.

Enfim, são coisas que só acontecem no Rio mesmo. Lembram do episódio com o Iron Maiden em 1996? Quando a banda saiu do palco sem cantar o bis?