Ontem aconteceu comigo um fato lamentável. Muito lamentável, que tirou minha vontade de terminar um trabalho “freela” que eu tinha para fazer.

Antes de começar meus trabalhos em casa, sigo um pequeno ritual: chegar em casa (óbvio!, mas com o trânsito….), tomar um maravilhoso e exorcizante banho, sentar na minha confortável cadeira à frente no notebook e: Let´s Begin!

Assim que abro o Photoshop, a editora chefe do jornal da faculdade fala comigo pelo Google Talk: – Posso falar com você?

Quando estou trabalhando, não sou de muitos amigos, mesmo porque, me concentro muito, mas dei atenção. Foi quando ela disse que a editora da seção Cultura, do jornal, havia dito que minha resenha sobre o show do Ozzy, que gentilmente cedi ao jornal da faculdade: Unica Voz, era um PLÁGIO!

Nesse momento gelei, ao mesmo tempo o sangue ferveu em minhas veias, a vontade de explodir, virar uma bola de fogo, sair pela janela e pulverizar aquela criaturinha sem o mínimo de Ética Profissional (editora da Seção Cultura).

Por que essa criatura não tem Ética Profissional? Pelo simples fato de acusar um profissional, sem ao menos realizar três funções básicas do profissional de jornalismo:
1) Pesquisar a fundo o assunto
2) Checar as fontes
3) Confrontar os dados e Checar tudo novamente

O mais engraçado disso tudo é que a criatura acéfala usou como fonte e como acusação, o meu próprio portal de informação o Metal Zone (www..metalzone.com.br), uma revista eletrônica sobre rock e metal, que tenho há oito anos (sim, faço jornalismo há oito anos, mas só agora tive grana pra me formar).

Então a partir dessa anedota verdadeira, fiquei me questionando o quanto é necessário ser ético e tomar cuidado com acusações que fazemos, informações que veiculamos e mesmo sendo verdadeiras é obrigação do repórter checar suas fontes, refazer todo o percurso das informações.

O mais absurdo dessa anedota, foi que eu “a vítima” tive que me defender e correr atrás do prejuízo e não a aluna sem escrúpulos e sem moral profissional, que deveria provar que a matéria foi plagio.

Mas afinal, o que é ética?

A ética pode ser interpretada como um termo genérico que designa aquilo que é freqüentemente descrito como a “ciência da moralidade”, seu significado derivado do grego, quer dizer ‘Morada da Alma’, isto é, suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente a determinada sociedade, seja de modo absoluto. (Fonte: Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89tica)

Ética vem de berço ou se aprende na faculdade?

Os cursos de comunicação deveriam colocar algumas matérias já extintas do currículo do antigo segundo grau (bem antigo mesmo) em pauta novamente. Matérias como: Moral e Civismo, Moral é Ética e Educação em Sociedade.

Matérias relacionadas a ética e formadoras de caráter profissional deviam ser aplicadas logo no início do curso, para amenizar o impacto da falta de moral e ética profissional, que já deviam vir de berço.

Assim, deixo no ar uma pergunta: – É esse o tipo de profissional que vai para o mercado? Foi esse mesmo tipo de profissional que gerou toda aquela confusão da Escola Base em março de 1994. [ leia mais aqui: http://oglobo.globo.com/sp/mat/2006/11/13/286621871.asp ]

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