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A imagem tão familiar hoje em dia de uma bruxa estava atravessando os céus noturnos em uma vassoura fez sua primeira aparição pública numa ilustração do século XV, no manuscrito Le Champion des Dames (O Campeão das Damas), do escritor suíço Martin Le Franc.

Porém, as conotações mágicas das vassouras são muito mais antigas do que este desenho. Há muito as vassouras têm sido associadas à magia feminina e a mulheres poderosas.

A certa altura transformaram-se no equivalente feminino do cajado mágico usado por Moisés para abrir o mar Vermelho.

Parteiras sagradas da antiga Roma varriam as soleiras das casas das parturientes, acreditando que assim espantariam os maus espíritos, afastando-os das mães e de seus bebês.

Desde então, as vassouras foram revestidas de um poder simbólico para questões mundanas e grandiosas.

Até bem recentemente, em certas regiões da Inglaterra, as mulheres deixavam suas vassouras do lado de fora ao ausentarem-se de casa.

Alguns estudiosos supõem que a idéia por trás dessa prática era deixar um símbolo da dona-de-casa, para salvaguardar o lar.

No país de Gales e entre os ciganos, a tradição determinava que, para selar os casamentos, os noivos deviam pular uma vassoura colocada na entrada da nova casa (Casais de feiticeiros modernos saltam sobre a vassoura como parte da cerimônia de casamento Wicca, chamado pacto)

Como símbolo de um passado pagão, a vassoura despertou hostilidade particular entre os cristãos caçadores de bruxas.

Mas, contrariando a crença popular, poucas das confissões forjadas durante os julgamentos das bruxas mencionavam vassouras.

Uma exceção é o relato de Claudine Boban, uma garota quem em 1598 revelou que “ambas, sua mãe e ela, haviam montado em uma vassoura de gravetos e voado pela chaminé, atravessando os ares rumo ao sabá”.

Embora os acusadores costumassem enfiar idéias nas cabeças de suas vítimas, a imagem da vassoura voadora não era comumente adotada nos tribunais.

Contudo, esse conceito permaneceu e é agora um ícone inseparável da bruxa.

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Formado em jornalismo e mídias digitais, mas trabalho com tecnologia há quase vinte anos. Crítico musical há quinze, já escrevi para algumas publicações no Brasil e em Portugal. Há onze anos sou jornalista responsável pelo portal Metal Zone. Quantos anos nesse parágrafo... Faço parte de “trocentas” redes sociais, instalo e fuço todo o tipo de apps, frameworks e plugins. Coleciono celulares e toda hora quero um gadget novo. Sou fã incondicional do Google e sua lista de quinquilharias: Buzz, Orkut, Android, Picasa, etc... Leitor e colecionador de Stephen King, Nelson Rodrigues, Vertigo e Bukowiski. Ouvia muito Iron Maiden, Helloween, Megadeth, Type O Negative e Engenheiros do Hawaii, atualmente ouço mais AC/DC, Metallica, Matanza, Lenine e Paradise Lost. Mas ouço diversos estilos de música audível: Jazz, Blues, Rock Nacional, Death Metal, Heavy Metal, Thrash Metal, Doom, Punk, Hardcore, MPB, Música Erudita, Bossa Nova e por ai vai... Considero-me amante da fotografia, só que clico mais shows. Geralmente quando faço a cobertura do evento para o Metal Zone. Adoro Jornada nas Estrelas, Guerras nas Estrelas, Arquivo X, Dexter, House e Supernatural. Filmes de ficção científica, terror, suspense e comédias. Assisto muito Shoptime, Discovery Chanel e algumas novelas (risos). Coleciono Box de séries, action figures, CDs, LPs, HQs, livros, miniaturas e por ai vai. Sempre dou pitaco nos jogos de futebol e pego no pé dos torcedores, mas não manjo nada de Futebol. Sou comprador assíduo de CDs, livros, revistas e eletrônicos, mas assíduo MESMO! Sou Católico e Fluminense por convenção, ou seja, já tenho as respostas certas para as perguntas comuns: - Qual time você torce e qual a sua religião? Ainda que devoto de São Jorge e Nossa Senhora Aparecida. E tenho interesse grande por religiões afro-brasileiras e cultura indígena sul americana, celta e nórdica. Também nutro um carinho especial pelo campeonato inglês e alguns times como: Santos, Internacional, Liverpool e Chelsea. Coleciono camisas de times e bandas de rock. Trabalho com comunicação e marketing digital além de desenvolvimento web há mais de dez anos. Recentemente montei uma empresa no esquema chique de home-office, com CNPJ e tudo o mais. Já atendo uma gama razoável de clientes. Tento há anos terminar um livro de ficção científica pós apocalíptica. Como tento também abraçar um monte de projetos ao mesmo tempo. Inclusive uma banda de Gângster-Splatter-Hardcore-Metal chamada Líquidos Cadavéricos. Esse nome eu tirei de um livro de medicina há muitos anos. Sonho em aprender a jogar poker, ter uma moto Honda Shadow 750C e cruzar a América do Sul e o México até a fronteira com os Estados Unidos.

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